8 motivos para um sentimento de otimismo
Por Denise Bueno em 21/12/2011
O economista Francisco Galiza listou oito motivos para os corretores terem um sentimento de otimismo com 2012. Veja abaixo:
1) Diversas pesquisas com seguradoras no Brasil (feitas de forma independente e confidencial) mostram que o corretor é o canal que vai mais crescer nos próximos anos. Ou seja, as seguradoras acreditam nas corretoras e estão montando uma estratégia nesse sentido para o futuro.
2) Apesar da crise, economia brasileira segue em crescimento. Além disso, o seguro, por suas características – em economia, diz-se que esse tipo de produto tem elasticidade renda maior do que 1) -, vai crescer em uma proporção maior, devendo atingir patamares internacionais nos próximos anos.
3) Há uns 10 anos, as taxas de comissionamento de seguros estavam em processo de queda, preocupando muitos profissionais da área. Entretanto, nos últimos anos, tudo indica que elas atingiram um patamar de estabilidade. Exemplo principal: Seguro de Automóvel.
4) Aumento do nível profissional dos corretores, favorecido por um ambiente propício para adquirir mais conhecimentos. Hoje, por exemplo, a produção bibliográfica e de cursos da Funenseg (a Escola de Seguros) é intensa, a maioria a preços muito baixos (alguns até de graça). Ou seja, sinceramente, só não aprende quem não quer.
5) Novos produtos no mercado de seguros surgiram e continuam a surgir para o consumidor. Para esses profissionais, isso amplia as possibilidades estratégicas. Exemplo: Microsseguro (a regulamentação acabou de sair), Odontológico, VGBL Saúde, etc.
6) Corretores estão descobrindo, cada vez mais, a oportunidade de vender novos produtos que são ligados de forma indireta ao seguro, e, com isso, se re-inventar e criar novos mercados!!! Há inúmeros exemplos para dar, desde cartão de crédito a produtos financeiros. Um, particularmente, tem chamado a atenção (apresentamos recentemente palestra a respeito), que é o mercado de certificação digital (um documento eletrônico que possibilita comprovar a identidade nas transações “on line”). Já existem diversas corretoras oferecendo esse produto em sua carteira. Teoricamente, há dois ganhos importantes. Primeiro, um ganho direto (estimado em uns 20 a 25% da sua receita original). Segundo, um ganho indireto, com novos segurados que podem ser obtidos a partir desses contatos.
7) “Internet”, quando surgiu com força há uns 10 ou 15 anos, era uma ameaça potencial. Sinceramente, até parcialmente justificada pelo momento em questão, muitos corretores disseram que a “internet” poderia dificultar em muito a corretagem de seguros, monopolizando o setor. Hoje, o que se vê é que muitas corretoras já estão bem mais familiarizadas com esse mecanismo, montando estratégias a respeito. Ou seja, elas próprias criando seus endereços, em um processo complementar de vendas, sem a existência de concentração econômica. No final, os corretores viram que a “internet” se tornou uma aliada, não uma inimiga!
8 Transformação no mercado de distribuição, com a formação de conglomerados de corretores. Pala análise dos dados públicos, a avaliação desse tipo de empresa é favorável (pois vemos a manutenção dos preços de suas ações na bolsa de valores, apesar da crise nesses mercados). Ou seja, não vai ser a seguradora, o cliente ou o seu vizinho que precisam dizer isso. É o próprio mercado financeiro (nacional e internacional) é que acha que ter corretora de seguros é um bom negócio!
Allianz elege, pela primeira vez, uma mulher para o Conselho
Por Denise Bueno em 21/12/2011
As mulheres avançam em cargos de comando para gerenciar crises. Desta vez a notícia vem da maior seguradora do mundo. O Conselho Fiscal da Allianz SE nomeou Helga Jung para o Conselho Administrativo. Ela será responsável pelos negócios do setor de seguros na Espanha, Portugal e América Latina, que envolvem participações estratégicas, fusões e aquisições, além de jurídico e compliance.
Este é um anúncio que passa a ser um marco na história dos 121 anos da Allianz: Helga Jung, nascida em 1961, solteira, é a primeira mulher a ser nomeada para o Conselho. Segundo entrevista publicada no portal da seguradora, Helga diz que não planejou chegar tão longe. “Minha prioridade sempre foi fazer o meu trabalho com o máximo da minha capacidade”, diz.
Há 17 anos na Allianz, Helga esteve nos últimos dez como chefe de Fusões & Aquisições, tendo sido peça fundamental na reestruturação do grupo, como na fusão da empresa italiana RAS, na compra da participação minoritária da empresa francesa AGF, na conversão da Allianz em um Societas Europaea (SE) e na compra e venda do Dresdner Bank. “Essas operações requerem não apenas fatos, mas também sensibilidade e inteligência emocional para tomar a decisão mais correta”, diz Helga.
Para descontrair e manter o equilíbrio, Helga toca violoncelo e piano.”É preciso ter equilíbrio para adaptar as expectativas à realidade e reajustar a estratégia traçada a cada vez que considerar os objetivos específicos de seu parceiro de negócios”. Esse perfil de Helga, doutorada em administração de empresas, a levaram a conquistar a posição que passa a exercer a partir do a partir de 1º de janeiro de 2012.
Vamos aguardar agora ela vir ao Brasil, país repleto de negócios para alavancar a operação do grupo na América Latina.
João Leopoldo: um dos profissionais mais gentis que conheci
Por Denise Bueno em 20/12/2011
Nesta manhã, as 11 horas, acontece o enterro de um dos executivos mais gentis da indústria de seguros, João Leopoldo Bracco Lima, 69 anos. Ele dedicou a vida na divulgação da cultura do seguro. Sempre bem informado de tudo que acontecia, buscava compartilhar seu conhecimento e levar informação que agregasse qualidade ao trabalho do corretor. ”
Se um dia quiser publicar um livro eu tenho todas as suas matérias arquivadas comigo”, me dizia sempre que ligava para comentar uma reportagem. Realmente ele não perdia uma. Nem minha e nem dos outros jornalistas que passaram a cobrir o setor nos últimos anos. Tinha sempre tudo na ponta da língua. Tinha sempre também algum comentário para estimular uma nova reportagem. Com certeza foi meu mais fiel leitor e fonte. Boa parte do meu conhecimento do setor vem da paciência de João Leopoldo em me ensinar como funcionava tecnicamente e politicamente esse complexo setor.
Ele foi presidente do Sincor-SP, além de ter ocupado cargos de direção na Escola Nacional de Seguros, Fenacor, Associação Paulista dos Técnicos de Seguro (APTS) e Clube dos Corretores de São Paulo (CCS-SP). Durante a década de 60, ele trabalhou na Companhia de Seguros Boa Vista e na Companhia Internacional de Seguros. Em 1970, criou a Libre Corretora, até hoje administrada por seus dois filhos. Desde 2004 assumiu a Diretoria Regional São Paulo da Funenseg em São Paulo, provomendo mudanças significativas.
O sepultamento sera no Cemitério Gethsemani (Praça da Ressureição, 1 – Vila Sônia – São Paulo – SP – Fone: 11 3742-5322).
Que Deus o abençoe sempre!
ACE Resseguradora mira crescimento expressivo
Por Denise Bueno em 19/12/2011
Nota oficial da ACE Resseguradora
A ACE Resseguradora contratou o executivo Hélio Noguti para liderar a área comercial de suas operações no Brasil. Noguti tem 24 anos de experiência no mercado de resseguros. Como Diretor Comercial da ACE Re, o executivo prevê um crescimento expressivo para a empresa nos próximos anos. Existem no Brasil vários projetos que visam atender as demandas do pré-sal, Olimpíadas e Copa do Mundo, entre outras várias oportunidades que buscamos aproveitar, considera. Vamos trabalhar em várias frentes. Em uma delas, será atender com rapidez e eficácia as operações facultativas do mercado – tanto das grandes como das pequenas e médias seguradoras, comenta.
Uma de suas primeiras ações será a ampliação do atual quadro de funcionários da ACE Re. Nós já contamos com profissionais altamente capacitados, que atuam regionalmente em todas as linhas de negócios, unindo as operações dos três tipos de resseguradores do Grupo: Local, Admitido e Eventual, destaca.
Sobre a ACE Re, Noguti considera que a companhia faz parte de um grupo sólido, que respalda as operações locais, com forte reputação, marca amplamente reconhecida e produtos diversificados. A ACE obteve o rating máximo da Moodys nos últimos 3 anos, além de resultados crescentes e uma das mais baixas sinistralidades do mercado, finaliza.
Pedalada Natalina na CicloFaixa de Lazer SP
Por Denise Bueno em 16/12/2011
Mais um projeto de seguradora. Alguém já parou para pensar no valor do investimento da Bradesco Seguros na CicloFaixa? Ela não divulga, mas deve ser grande para manter aquela equipe toda gerenciando riscos, colocando cones, tirando cones, interditando trânsito…E para ter apenas a logomarca nas faixas do CET indicando que ela é a patrocinadora. Por outro lado, tem o bônus de proporcionar diversão, lazer e estimular a prática de esporte pela sociedade.
Neste domingo, dia 18, terá comemoração especial na CicloFaixa de Lazer de São Paulo. O evento, que contará com a presença do Papai Noel e seus ajudantes, terá início no Parque das Bicicletas, às 9h. Os ciclistas poderão aproveitar o domingo para reunir família e amigos e começar as celebrações do Natal sobre duas rodas.
Durante o evento também será oferecida a oficina “Quer começar a pedalar?”. Realizada na tenda do movimento “Conviva” e com o auxilio dos Bike Anjos, as crianças poderão dar suas primeiras pedaladas. Os ciclistas que quiserem verificar o estado dos pneus e correia da sua bike podem contar com a ajuda do SOS Bike, serviço que possibilita a realização de pequenos reparos nas bicicletas gratuitamente.
A CicloFaixa de Lazer SP, que interliga os Parques da Bicicleta, do Povo, do Ibirapuera, Villa-Lobos e o futuro Parque Clube do Chuvisco, totaliza 45 quilômetros para pedalar, das 7h às 16h, aos domingos e feriados nacionais. A iniciativa integra o movimento “Conviva”, promovido pelo Grupo Bradesco Seguros, que difunde a prática do exercício físico, incentiva a qualidade de vida, o bem-estar e a adoção de hábitos mais saudáveis, como também a convivência harmoniosa entre ciclistas, motoristas e pedestres.
Allianz patrocina Projeto Música Osquestral Alemã
Por Denise Bueno em 16/12/2011
A melhor parte da concorrência entre as seguradoras para conquistar seus clientes é o investimentos em projetos sociais e culturais. A notícia do dia vem do patrocinio da Allianz no Projeto Música Osquestral Alemã, desenvolvido pela Orquestra Sinfônica do Conservatório de Tatuí, que tem o objetivo de despertar o interesse pela música sinfônica em todas as classes sociais. A primeira etapa de concertos acontece no dia 17 de dezembro, às 20h30, no Teatro Procópio Ferreira, em Tatuí. Já no dia 18 de dezembro, às 11h, a apresentação acontece no Teatro Municipal Miguel Cury, em Ourinhos.
Obras de compositores alemães dos séculos XVII ao XX como Bach, Haydn, Mozart, Beethoven e Strauss serão apresentadas pelos alunos do conservatório sob a regência de um dos mais proeminentes maestros alemães da atualidade, Felix Krieger, e monitoria de músicos da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (OSESP).
Seguro de Jirau é motivo de disputa
Por Denise Bueno em 12/12/2011
Quanto mais os contratos forem claros, menos problemas deste tipo a indústria de seguros vai ter. A repórter Thais Folego, do Valor Econômico, escreveu exatamente tudo o que todos dizem em off. Os executivos dizem que a mídia SÓ gosta de assuntos picantes. Sim, da mesma forma que os executivos adoram falar coisas picantes. Dos concorrentes, é claro.
Parabéns Thais! Merece o prêmio Allianz 2012!!!!
Segue o link da matéria
http://www.valor.com.br/financas/1132922/seguro-de-jirau-e-motivo-de-disputa
Corretores Dabus fazem último show de jazz do ano
Por Denise Bueno em 12/12/2011
A Dabus Brothers no All Of Jazz se apresentará em São Paulo, nesta quarta feira, dia 14, no ALL OF JAZZ, a partir das 22:00hs e contará com a participação especial do Maestro, Arranjador e Saxofonista Hector Costita. Realmente imperdível.
Vejam uma amostra do ultimo Show da Banda no link abaixo
Chubb investe no projeto 4.0
Por Denise Bueno em 01/12/2011
Tão interessante a matéria da minha editora Kelly Lubiato, na revista Apólice. Como não pude ir ao encontro com jornalistas, realizado por Acácio Queiroz, presidente da Chubb, vou reproduzir o texto da Kelly para deixar de consulta aqui no blog. Boa leitura!
Kelly Lubiato
Revista Apólice
A Chubb Seguros se prepara para enfrentar um mercado ainda mais competitivo investindo no Projeto 4.0, idealizado pelo seu presidente Acácio Queiroz (foto). Ele acredita que o que fará a diferença no futuro será o engajamento dos funcionários no âmago da empresa. “Já treinamos 60 colaboradores que irão disseminar seus conhecimentos para os cerca 500 funcionários da companhia”, adiantou Queiroz, lembrando que este não é um treinamento convencional, mas uma forma de mostrar ao funcionário que ele é, efetivamente, parte do conglomerado.
Durante encontro com mídia, Queiroz também disse que a Chubb já está preparada para iniciar o ano com os “pés calçados”. A companhia já realizou o alinhamento de preços necessário para se adequar à queda dos juros e dos ganhos financeiros, melhorando o seu resultado operacional.
“Esta será uma característica do mercado no próximo ano. As empresas deverão equalizar suas despesas e a produção, o retorno financeiro e o operacional”, previu.
Com a ascensão dos mercados emergentes, o investimento das matrizes multinacionais no Brasil deve continuar. A Chubb Seguros do Brasil responde por 4,5% das operações internacionais da companhia, sendo a terceira maior empresa do grupo fora dos Estados Unidos, atrás apenas de Inglaterra.
A empresa que é conhecida como a “seguradora Platinum do mercado” por investir no nicho de alta renda. Ela comercializa produtos para veículos (acima de 60 mil reais), iates, helicópteros, obras de arte, residência etc. “Em alguns casos de sinistros, por exemplo, a primeira preocupação do cliente não é com seu bem, mas com a sua segurança. Por isso, investimos também num serviço de assistência que acompanhe o padrão dos segurados”, declarou Sidney Munhoz, vice-presidente da companhia.
Tanto em 2011 quanto em 2012, a Chubb Seguros deverá crescer 10% ao ano, em faturamento. Segundo Queiroz, o segmento de vida deve ter elevação de 30% na Chubb em 2011, totalizando R$ 250 milhões em prêmios e o de garantia “deve mais que dobrar”, para R$ 16 milhões em prêmios. “Tínhamos uma carteira muito pequena”, justificou.
Se prepare para escolher o seu seguro. A concorrência no setor está apenas começando
Por Denise Bueno em 30/11/2011
Nove em cada dez entrevistas que faço, os CEOS respondem que não dá para a concorrência ficar mais acirrada na indústria de seguros, principalmente na área de automóvel, um segmento já consolidado no setor. Hoje, com a declaração de Roberto Setubal, presidente do Itaú Unibanco ao Valor Econômico, a frase mais dita é “eu era feliz e não sabia”. Segundo o Valor, o Itaú Unibanco vai redobrar os esforços na venda de produtos, inclusive de seguros, para compensar o crescimento menor da carteira de crédito. “O esforço será mais acentuado em serviços e seguros”, afirmou Setubal.
Isso signfica um forte aumento da concorrência, principalmente em automóvel, residência, vida, seguro de garantia estendida, além de grandes riscos, com apólices estruturadas para corporações que precisam garantir o patrimônio mesmo num cenário de risco como o previsto para 2012. Se pensarmos que seguro participa só com 3,4% no PIB brasileiro, enquanto a média mundial é de 7%, e que a penetração de seguros na base dos bancos brasileiros não chega a 10%, o empenho do Itaú vai ajudar a indústria de seguros dobrar a participação do PIB rapidamente.
A frase de Setubal pode parecer corriqueira para quem não acompanha a área de seguros. Mas é um fato inédito. Setubal nunca estimulou a venda de seguros pois não acreditava que o banco estava preparado para prestar um bom atendimento ao cliente. Ele tinha receio de perder um cliente do banco, com investimentos e tomador de crédito pelas linhas tradicionais como financiamentos e cartões, altamente rentáveis, por ter ficado insatisfeito com seguros, uma operação até pouco tempo atrás ineficiente e com qualidade de prestação de serviços precária. Porém, a crise mudou muita coisa. Trouxe regras mais transparentes, governança e a necessidade dos bancos recuperarem a lucratividade reduzida com operações de crédito, derivativos e fee com operações de IPO, fusões e aquisições, além da redução de taxas cobradas em fundos de investimentos.
A crise também evidenciou o risco da sociedade moderna, aumentando a procura por seguros. Hoje, todo mundo tem medos, o que estimula a indústria de seguros a lançar uma gama enorme de produtos, que vai de seguro garantia para tenis até seguro de fraudes financeiras. Hoje, um pai de família aceita com facilidade o seguro de vida ofertado na tomada de crédito no varejo para quitar a divida do financiamento e assim evitar que o bem seja tomado em caso de desemprego, morte ou invalidez. Só a venda do microsseguros sinaliza potencial de 100 milhões de consumidores.
Governos e empresas exigem seguros que garantam a gestão dos riscos e assim tragam maior garantia de que as obras que preparam o país para os mundiais esportivos ficarão prontas mesmo com imprevistos. Se acreditarmos nas contas do governo, que estima invetimentos de R$ 1 trilhão em obras de infraestruturas, podemos imaginar quantos seguros serão contratados.
Diante desse cenário de demanda maior, Itaú se associou a Porto Seguro em 2010 em automóvel e residência, com perspectivas de ampliar a abrangência de produtos do acordo inicial com o tempo. A parceria esta cada dia está mais madura tanto em produtos modernos com preços acessiveis, como em retorno ao acionista. Também está no radar do Itaú uma parceria em grandes riscos para substituir a que tinha com a XL.
Assim como o Itaú, BB e Santander consolidam a integração das parcerias realizadas, sendo as principais BB e Mapfre e Santander com Zurich em vida e previdência. Falta o Santander ter um parceiro em seguros gerais. O HSBC também quer lucrar com seguros. Colocou a operação mundial à venda e acredita que terá um bom ganho extra com isso em breve.
O Bradesco, único que ainda não fez uma parceria por ter seguro como uma atividade prioritária há tempos, também vem aprimorando o atendimento, os produtos e a margem obtida com os produtos de seguros gerais, uma vez que a maior lucratividade ainda vem do segmento de previdência. Há uma grande fila de seguradoras independentes, sem canal bancário, interessadas em negociar com o Bradesco. Mas a negociação sempre esbarra na consolidação dos dados e controle acionário. A gestão não seria um problema, bem como o dinheiro envolvido em termos de participação acionária.
O impasse está no ranking de faturamento. O terceiro maior banco do Brasil precisa consolidar os dados para voltar a ser o primeiro de vários segmentos, o que atrapalha a vida do candidato a uma fusão com o Bradesco. Boa parte deles tem ações negociadas em bolsas estrangeiras e não pode correr o risco de ser mal avaliado por analistas ao não mostrar crescimento no faturamento, principal variável considerada na análise fundamentalista para calcular o preco justo de uma acão.
Com Itaú, BB Mapfre, Bradesco e Santander Zurich lutando pela liderança, as seguradoras independentes terão de se reinventar para manter market share e rentabilidade. A equipe econômica do Itaú trabalha com uma projeção de crescimento do PIB brasileiro de 3,5% em 2012. A perspectiva quanto à taxa Selic é de que ela encerre o próximo ano em 9%. Com a queda da Selic, poucas terão margem para baixar preço num cenário tão adverso como o que se desenha. Há rumores de que negociações estão em andamento envolvendo as gigantes brasileiras.
Realmente, o que se vê é um setor que se descobre diante da forte demanda da sociedade por proteção e um órgão regulador que busca regulamentar esse crescimento para que não viva, no médio prazo, as consequências que vimos nos Estados Unidos com a desregulamentação excessiva do mercado financeiro, principalmente no uso de derivativos.
“A atuação irregular de uma empresa representa o índice máximo de gravidade para a Susep”, afirma Luciano SantaAnna, titular da Superintendência de Seguros Privados (Susep). Com isso, o xerife do setor quer dizer que o governo colocou em primeiro plano assegurar os direitos dos consumidores. Fica o alerta para quem colocou mais clientes para dentro de casa do que podia para conquistar market share a qualquer preço.
Quem fez isso terá de refazer as contas, para que as mudanças de projeções de taxas de crescimento das vendas em razão da reviravolta externa não coloque em risco o pagamento futuro de indenizações e tire o apetite do acionista por aportar mais dinheiro no negócio. “Criamos grupos especializados para fiscalizar e priorizamos as regras de governança e monitoramento online da aplicação de ativos”, explica. Segundo ele, o setor esbanja solvência. “Temos todos os controles para manter o patamar de segurança das empresas”, afirma o ex-procurador chefe da Procuradoria Federal, que assumiu em junho deste ano o comando da Susep.
Que bom!




