Indústria de seguros no Brasil desenha novo perfil

Por Denise Bueno em 07/03/2010

reuniaoO novo perfil da indústria de seguros brasileira começa a ficar mais claro, após dois anos de intensas mudanças realizadas para preparar o setor para este ciclo virtuoso de evolução da economia no qual o Brasil está engrenado. “O crescimento do país não é mais uma expectativa e sim uma realidade. As seguradoras têm um papel importante na manutenção deste circulo virtuoso que se criou“, disse Joaquim Levy, secretario de Finanças do Rio de Janeiro, em sua palestra de abertura do II Brazilian Reinsurance Conference, realizado no Rio de Janeiro entre os dias 4 e 5 de março.

O evento, promovido pela revista britânica Reactions e que teve como principais patrocinadores o grupo francês Scor e o IRB Brasil Re, debateu os desafios e oportunidades da indústria de seguros no Brasil. Tanto um quanto outro são enormes. De um lado, um setor que vem crescendo a taxas de dois dígitos desde 1994, com a estabilização da moeda brasileira. Em 2009, as seguradoras faturaram quase R$ 100 bilhões.

O Brasil é um forte candidato a galgar cinco posições no ranking mundial das maiores economias do mundo. Isto quer dizer que haverá negócios para todos os segmentos da indústria de seguros, desde seguros de R$ 2 para ofertar a uma nova classe de consumidores que se consolida com o crescimento da economia brasileira até garantias para assegurar que os milionários contratos que serão assinados para viabilizar a realização dos dois jogos esportivos mundiais, a Copa Mundial em 2014 e as Olimpíadas em 2016.

Jacques Bergmann, ex-executivo do Itaú na área de grandes riscos e que há quase um ano aguarda a autorização da Superintendência de Seguros Privados (Susep) para oficializar a atuação da seguradora canadense FairFax no Brasil, prevê que entre 2010 e 2014 os prêmios dos seguros de garantia de contratos e de riscos de engenharia deverão somar R$ 9 bilhões. Hoje as duas carteiras somam menos de R$ 500 milhões.

Prêmios de R$ 9 bi em garantia e riscos de engenharia

“Se levarmos em conta os mais de 200 programas de investimentos estimados com investimentos acima de US$ 200 bilhões já em andamento no Brasil, os prêmios deste dois seguros, presentes em praticamente todos as obras de infraestrutura, representam R$ 3 bilhões. Além dos investimentos já anunciados, muitos outros virão para sustentar o crescimento do Brasil e preparar todos os setores para a demanda da Copa e Olimpíadas”, argumenta o executivo.
Além dos jogos esportivos, Pierre Ozendo, presidente e CEO da Swiss Re América, cita a importância da agricultura brasileira, um mercado ainda incipiente para seguro e resseguro e com grande demanda, os investimentos necessários em energia para suportar o crescimento.

Segundo previsões da segunda maior resseguradora do mundo, os preços das commodities e de alimentos ficarão elevados nos próximos anos, favorecendo o Brasil, tido como a quinta maior economia do mundo em 2050 e o terceiro maior em vendas de automóveis em 2025, atrás da China e Estados Unidos. “Este cenário traz um panorama muito positivo para o crescimento da indústria de seguros e resseguros brasileira”, disse em sua palestra.

Com tais números, o otimismo é uma realidade. Mas os desafios também são, principalmente se considerarmos que este mercado sofre hoje da asfixia que monopólios criam a uma economia. Durante 69 anos as seguradoras conviveram com apenas um ressegurador, o IRB Brasil Re, único autorizado a fazer resseguro, popularmente conhecido como o seguro das seguradoras.

Todos estão animados com a abertura, até mesmo o IRB Brasil Re. Nos dois primeiros anos de mercado, que se completam em abril, o IRB ainda detém quase 80% dos negócios. “É notável que o Brasil já tem quase 70 empresas de resseguros atuando em dois anos de abertura”, diz Joaquim Levy. Cingapura, por exemplo, demorou quase seis anos para ter o número de sindicatos do Lloyd’s of London que o Brasil atraiu em dois anos.

“Estas empresas já movimentam prêmios de R$ 500 milhões e o IRB Brasil Re tem se adaptado ao mercado aberto”, acrescenta Levy. Tanto se adaptada que se prepara para expandir suas operações para a América Latina e também operar com mais força no seguro garantia, ramo que tinha pouco apetite na época do mercado fechado.

Mas se depender dos concorrentes, o market share do IRB vai se reduzido. “Só estamos aqui porque acreditássemos na queda da participação do IRB”, disse Mark Byrne, presidente e fundador da Flagstone Re. Benjamin Gentsch, CEO da Scor Global Property & Casualty, reconhece que a participação do IRB é elevada após dois anos de abertura. “Mas é preciso ressaltar que o mercado não é totalmente aberto e isso justifica a eleva participação”.

Durante os dois primeiros anos de abertura, os resseguradores locais, onde se encaixa o IRB, tiveram o direito da oferta preferencial de 60%. A partir de janeiro, o percentual foi reduzido para 40%. “Isso vai mudar e vamos desenvolver um mercado aberto. A Scor quer otimizar os ramos que são atraentes. Há carteiras muito expostas e que necessariamente não se encaixam no nosso foco de negócios”, acrescenta o executivo da Scor.

IRB mantém a preferência mesmo com abertura

O IRB, que há anos vem se preparando para o mercado aberto, reage a críticas com um tom de parceria. “Estamos motivados e com grande expectativa no curto e médio prazo. Há muitos investimentos programados para acontecer e eles vão precisar de todo o mercado. Há negócios para todos no Brasil”, diz Rogério Acquarone, diretor do IRB.

As seguradoras, por sua vez, correm contra o tempo. João Carlos Botelho, responsável por resseguro no Itaú Unibanco, afirma que as seguradoras demoraram a se preparar para um mercado aberto de resseguro porque não acreditavam que a abertura realmente aconteceria. “Foram tantos anos de discussão, que era difícil acreditar que ela fosse concretizada”.

“Como seguradora esperamos uma contribuição mais profunda e intensa dos resseguradores, que hoje oferecem capacidade. Precisamos, no entanto, de novos produtos e que eles tragam experiência para as seguradoras”, afirmou Akira Harashima, presidente da Tokio Marine.

A vingança do underwriter

A quebra de paradigmas e das mudanças internas dentro das seguradoras é uma realidade no dia-a-dia. Elas investem em tecnologia para ter um banco de dados capaz de ajudar na precificação do contrato de seguro. “Eu diria que é a vingança dos underwriters”, brincou o presidente da Generali, Frederico Baroglio. Ele se refere a mudança de padrão de prioridades no fechamento de contratos, sendo hoje o cálculo técnico mais importante do que o aspecto comercial. Este profissional é importante, pois assim como há grandes contratos para serem segurados, há grandes sinistros para serem pagos caso as contas não sejam bem feitas.

Em razão dos atuários terem sido ignorados durante os anos de monopólio, uma vez que o preço do resseguro era determinado pelo IRB, há uma grande carência de profissionais que façam subscrição de riscos, executivos conhecidos como underwriting. “Nem mais roubar funcionários da concorrência atende a necessidade que temos no mercado. Precisamos preparar nossas equipes para estarem aptas a encarar os desafios do setor nos próximos anos”, afirma Antonio Trindade, executivo do Itaú Unibanco responsável por grandes riscos.

Além dos profissionais, o monopólio podou a criativadade das seguradoras em relação a produtos, uma vez que as apólices eram desenhadas pelo IRB para todo o mercado. Agora é preciso oferecer ao cliente contratos e serviços diferenciados. “Criamos mais de 20 novos produtos neste último”, disse Luis Maurette, presidente da Liberty Seguros, em sua fala no painel onde CEOs de seguradoras analisaram os dois anos de abertura do resseguro. Além dos produtos, a Liberty diversificou a operação, trazendo para o Brasil a subsidiária de gestão de grandes riscos do grupo Liberty Mutual, a Liberty Internacional Underwrinting (LIU).

Marcos Couto, presidente da ACE, aproveitou o momento para ressaltar a importância do cliente. “Neste evento estamos falando nós para nós mesmos. Precisamos envolver o cliente na discussão. Fazer mais evento com o segurado”, reforçou.

Cliente quer ser ouvido pelo setor

A única empresa compradora de seguro com direito a proferir palestra no evento foi Marcos Mendonça de Mello, coordenador de seguros da AES Brasil Company. E ele fez questão de dizer que a parceria entre cliente, seguradora, ressegurador e corretor é prioritária. “Quem conhece o risco é o segurado. Com certeza nós podemos desenvolver juntos soluções para o mercado”, afirmou.

Muitos clientes queixam-se dos preços elevados e da falta de apetite das seguradoras pelo risco. No próximo dia 15, a Petrobrás vai receber as propostas das seguradoras para três apólices de seguros, com riscos avaliados em mais de US$ 50 bilhões e prêmios acima de US$ 25 milhões. “Espero uma boa redução de preço e ampla cobertura, afinal o mercado internacional de seguros está num momento muito favorável”, comentou Luiz Octavio, gerente de risco da Petrobras.

Algumas seguradoras deixaram de operar com grandes riscos. De um lado este fato reduziu a oferta. Umas ficaram temerosas do risco de crédito de resseguradores com a crise financeira, uma vez que na ocorrência de um acidente a seguradora é responsável por pagar a indenização, mesmo se o ressegurador não honrar o contrato. Outras em razão de uma nova estratégia de atuação que privilegia mais os seguros massificados do que grandes riscos.

“Por outro lado, esta realidade acirrou a competição entre as seguradoras especializadas internacionais, como Liberty, ACE, Allianz, Mapfre entre outras”, afirma Paulo Pereira, presidente da Associação dos Resseguradores (Aber) e da Transatlantic Re. Para ele, o que há na verdade é risco mal taxado.

Ou seja, alguns clientes não apresentam informações suficientes para o calculo do risco ou tem um histórico ruim. Como conseqüência, o preço do seguro sobe e as coberturas ficam reduzidas. Alguns sequer encontram ofertas no mercado, como é o caso da CSN, que há mais de dois anos está sem seguro e conta com um reserva para fazer frente a perdas inesperadas. A Celesc também enfrenta dificuldades, com várias licitações já realizadas sem o comparecimento de seguradoras com ofertas.

“Dos dez maiores resseguradores do mundo, nove estão no Brasil, que representa apenas 1% do mercado mundial de resseguros”, informa Pereira. E vai além: “Estes números mostram que quem está encontrando dificuldade de comprar resseguro é quem tem um risco ruim, inadequado ou quer um preço que não condiz com a análise de risco exigida pelo mercado internacional”.

Resseguro da Transnordestina fechado em uma semana

Outros riscos, no entanto, são disputados a tapa e com isso o preço fica competitivo. Rodrigo Protássio, da corretora de resseguros JLT, disse que em uma semana conseguiu fechar o resseguro de riscos de engenharia da rodovia Transnordestina, com mais de R$ 5 bilhões em investimentos. “Fizemos uma análise de risco tão detalhada que o primeiro ressegurador que ofertamos ficou com toda a cobertura”, disse. O contrato foi fechado com a seguradora Mafpre e com a resseguradora alemã Munich Re.

Como bem definiu o secretário de finanças do Rio de Janeiro, Joaquim Levy, a recente catástrofe que aconteceu no Chile mostra a importância do seguro na reconstrução do país. As indenizações, estimadas em US$ 8 bilhões, serão pagas pelas seguradoras aos clientes que tiveram perdas com terremoto e tsunamis que devastaram o país no início de março, causando mais de 800 mortes.

Apesar de o Brasil contabilizar um pequeno número de catástrofes, elas não são mais um item ignorado dos clientes, investidores e governo. “A crise financeira mostrou que ninguém está inume de riscos, sejam eles criados pelo homem ou pela natureza”, comentou Levy. Diante de um cenário de incertezas, a demanda pelo seguro cresce e isto faz com que as apostas neste mercado sejam animadoras.

 

 

Bradesco patrocina o World Bike Tour em SP

Por Denise Bueno em 25/01/2010

25012010015Valeu patrocinar o Bike Tour, Bradesco. É muito valioso ensinar a população a praticar saúde e companheirismo. Isso é bom para a instituição, para mim e para todos nós.

O evento, em sua segunda edição no Brasil, marca a comemoração dos 456 anos da cidade de São Paulo. Mais de 6 mil ciclistas, sendo 40 cadeirantes e 40 deficientes visuais, percorreram 9 quilômetros no trajeto da ponte estaiada até a Universidade de São Paulo, vestindo camiseta vermelha e divulgando o nome Bradesco Seguros e Previdência.

Estava uma linda manhã de sol nesta cidade onde a chuva não dá trégua há mais de 30 dias, tirando vidas e deixando centenas de pessoas desabrigadas. Parte dos prejuízos gerados com as chuvas será ressarcido pelas seguradoras aos proprietários que investem no seguro como uma forma de mitigar perdas decorrentes dos riscos a que todos estão expostos.

Felizmente, foi um evento seguro, sem acidentes, mesmo com o congestionamento gerado na marginal Pinheiros, que deixou os motoristas enlouquecidos em pleno feriado. Ao contrário deles, os ciclistas curtiram o passeio, apesar das filas para encher o pneu da bike. Havia uma bomba incluída no kit, mas muitos não conseguiram usá-la e precisaram da ajuda dos “mecânicos das magrelas”.

“O sucesso do evento reforça o estímulo ao uso da bicicleta como meio de locomoção não poluente e promoção da prática de exercícios, alinhada à filosofia de gestão integral do bem-estar e da saúde adotada pela Bradesco Seguros e Previdência, uma das patrocinadoras”, comentou Jorge Nasser, diretor de marketing da Bradesco Seguros e Previdência, em nota divulgada.

Alguma notícia sobre a negociação com a SulAmérica e Allianz? Muitos comentários entre os funcionários do grupo que participaram em peso do evento. Mas nada oficial que possa ser divulgado.

 

 

Que 2010 seja repleto de notícias interessantes!!!

Por Denise Bueno em 24/12/2009

fogosMais um ano termina. 2009 realmente foi diferente. Dinâmico. Arrojado. Movido mais pelas atitudes do que pela política. Como dizem os estrangeiros, que geraram tanta notícia quanto os brasileiros, a indústria de seguros brasileira:

- fez a diferença, como Lula
- está na moda, como o Brasil
- protegida de tsunamis financeiros pela Susep
- e de catástrofes, por mais de 70 resseguradores aqui presentes
- se reinventa, como o Banco do Brasil
- exercita a arte de torear para vencer, como a espanhola Mapfre
- respeita as diferenças, como diz Trabuco, do Bradesco
- revoluciona em nome dos stakeholders, como Bom Ângelo, da Lazam
- investe em atitudes coerentes para vencer o caos e aliviar o estresse, como a SulAmérica
- se renova para romper fronteiras, como o Itaú Unibanco
- encanta clientes, como a Porto Seguro
- e também é cabeça dura, como Jayme Garfinkel, quando precisa mostrar que o diferente pode ser inovador
- diversifica para mitigar riscos, como o grupo Liberty Mutual
- oferece coberturas de A a Z, como a Allianz
- aposta em ser única, no estilo puro sangue, como a Chubb
- investe na capilaridade, na especialização e nas mulheres, como a Aon (elas representam 60% do quadro de funcionários)
- apoia a infraestrutura, como a ACE
- incentiva a responsabilidade civil, como a Zurich
- está dinâmica, como a Mongeral
- arrojada, como a “dama do aço” que comanda a Icatu
- consciente da importância de ser sustentável para evoluir, como João Gilberto Possiede, da JMalucelli e também o grande mestre do seguro garantia, um dos produtos com mais destaque neste e nos próximos anos
- não mede esforços para se popularizar, como a Caixa
- aponta falhas para transformá-las em virtude, como Leôncio de Arruda, do Sincor-SP
- trabalha em equipe, como Marcos Lima da Odebrecht
- difunde a cultura, como a Funenseg
- constrói sua política, como a CNSeg
- faz parcerias para se fortalecer, como a Marítima
- cultiva a perseverança, como a japonesa Tokio Marine
- ambiciona ser a melhor do mundo, como o Santander
- aposta na longevidade, como o HSBC
- dribla as catástrofes jurídicas e técnicas, como os advogados
- faz malabarismos, como o IRB, para se livrar das amarras e manter a forma
- insiste nas mudanças de processos, como as consultorias
- une o útil ao agradável como os “headhunters”
- luta pela informação e pela ética para escrever a história, como os jornalistas
- e permanece saudável, como todos nós.

A todos que tornam este setor cada dia mais sustentável, Feliz Natal e um 2010 repleto de good news!!!!

 

 

Bradesco inaugura árvore de natal no Rio

Por Denise Bueno em 06/12/2009

arvore-de-natalA Bradesco Seguros e Previdência entregou ontem ao Rio de Janeiro a maior árvore de Natal flutuante do mundo, segundo o Guinness Book of Records. O eventou contou com a presença de mais de 500 convidados vips, reunidos no camarote montado para festejar o terceiro maior evento da cidade, superado apenas pelo Carnaval e Reiveilon, segundo informou a assessoria de imprensa. Segundo a Polícia Militar, 400 mil pessoas estiveram na Lagoa Rodrigo de Freitas para assistir ao espetáculo de música e fogos.

Trata-se de um dos mais significativos investimentos do grupo na marca da seguradora, líder no mercado brasileiro, com quase 25% das vendas de R$ 100 bilhões anuais da indústria e responsável por aproximadamente 35% do lucro do banco, hoje presidido por Luiz Carlos Trabuco, que até o ano passado comandava a seguradora.

Uma das prioridades do grupo para 2010 é desenvolver o microsseguro e o seguro popular, comentou Eugenio Velásquez, diretor da seguradora. Para tanto, o grupo criou no ano passado uma área somente para seguros affinity, que já conta com mais de 90 funcionários. A área de saúde foi um dos destaques deste ano, com a compra de 43,5% da Odontoprev, por um valor estimado superior a R$ 600 milhões.

O mestre de cerimônia foi José Mayer, um dos principais atores da novela das oito da Globo, quebrando um seqüência de apresentações realizadas por Edson Celulari. Lá estavam os executivos mais importantes do conglomerado Bradesco, artistas, celebridades e pesos pesados do mercado de seguros.

Com 85 metros, o equivalente a um edifício de 28 andares, decorada com 150 guirlandas, o tema deste ano foi “a união de nossos melhores desejos”. O show de inauguração teve a participação da cantora Simone, apresentação da Orquestra Sinfônica de Barra Mansa e do Coral da Fundação Bradesco. A partir de agora, os espetáculos de luzes da árvore serão diários, sempre às 20h, 21h e 21h50m.

 

 

Pronto para crescer em 2010?*

Por Denise Bueno em 04/12/2009

*Artigo escrito para a revista Apólice, edição 11/2009, direcionado aos corretores de seguros
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Planejar e investir em 2010. Este assunto faz parte da agenda da maioria das pessoas no mundo. Afinal, estamos em tempos de mudanças. E quem quiser mudar algo, tem de ter atitudes. Fazer a lista de sonhos e traçar os caminhos para concretizá-los é o primeiro passo.

Eis aqui um bom serviço para o corretor de seguros prestar aos seus clientes. Afinal, prestar um bom serviço é a chave do sucesso de uma empresa sustentável. Que tal fazer um resumo de tudo e dar subsídios para que cada um possa tomar a melhor decisão para aumentar e proteger o patrimônio já conquistado?

Bem, o primeiro conselho dos especialistas para realizar um plano financeiro de sucesso é organização, dedicação e definição de metas. Comprar carro novo, trocar de apartamento, investir na educação do filho, onde desfrutar aqueles bem merecidos dias de férias. Todos esses desejos podem ser bem planejados. Separar o que é curto, médio e longo prazo aumentará as chances de sucesso.

Para todos eles, poupar é recomendação número um. Quem tem dinheiro em caixa vai conseguir negociar muito melhor. No curto prazo, a saída pode ser a poupança, uma vez que o governo desistiu de taxar o rendimento da tradicional aplicação. Com rendimento de 6% ao ano mais a variação da Taxa Referencial, trata-se de um bom porto seguro para aquele dinheiro reservado para emergências do dia a dia.

Tenha vários dias de vencimento para não precisar sacar antes dos 30 dias de carência para o crédito do rendimento.

As aplicações de médio e longo prazos merecem uma avaliação mais cuidadosa dos indicadores econômicos. O economista chefe da Coinvalores, Paulo Nepomuceno, acredita no aumento da Selic em 2010, a taxa básica de juros da economia brasileira. O acréscimo ao atuar patamar de 8,75% ano pode se dar, caso o mostro da inflação mostre sinais vitais de ataque.

O que determinará o aumento da Selic será o incremento do consumo acima da capacidade de oferta das indústrias. Este cenário poderá ocorrer em 2010 porque os bancos estão determinados a conquistar clientes interessados em pagar taxas de juros para antecipar o sonho de consumo. Como as indústrias suspenderam os investimentos planejados em 2008 em razão da crise financeira, a capacidade instalada de produção é menor do que o apetite do consumidor. Além da infinita lista de desejos, o brasileiro será estimulado por taxas de juros acessíveis e prazo longo para quitar sua dívida.

Como o Brasil é a bola da vez em todo o mundo, com uma avalanche de recursos entrando no País, os investimentos das indústrias saem da gaveta para atender a demanda de um País em franco crescimento. E que ainda teve a sorte de ser escolhido como o anfitrião da Copa 2014 e Olimpíadas 2016. Imagina o volume de investimento e de empregos que isto vai gerar?

Para se ter uma idéia, a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto do Brasil está entre 4,5% e 5% para 2010, um ano projetado onde Estados Unidos e Europa ainda estarão se recuperando dos estragos da crise. Este atraente cenário interno facilita a captação de recursos pelas empresas para investir em produção. Por isso, todos os economistas descartam um aumento substancial da Selic, com expectativa de encerrar o próximo ano em 10,75%. “Teremos apenas uma correção de rota”, diz Roberto Texeira da Costa, economista da SulAmérica.

Quem quiser ter uma rentabilidade maior em seus investimentos precisará avançar num território mais arriscado: as ações. Depois de amargar desvalorização de 41% em 2008, o índice Ibovespa acumula valorização superior a 70% neste ano até outubro. Este risco, no entanto, pode ser mitigado se houver algum conhecimento para escolher as empresas com maior tendência de ganho.

Companhias do setor de serviços, elétrico, bancos, construção e infraestrutura são as vedetes para o próximo ano. Roberto Kropp, responsável pela gestão de recursos do Banco Daycoval, as empresas do setor imobiliário ainda tem possibilidade de ganho no valor das ações. “Este é um setor que promete crescer muito no Brasil e o preço das ações não chegou ainda no teto”, diz. Para quem quer correr menos risco, o conselho é entender quatro números prioritários dos balanços das empresas. Ebitda, lucro antes dos impostos, depreciação e desvalorização; ROE, valor que os acionistas obtiveram de retorno sobre o dinheiro investido no negócio; e endividamento, que é a relação de dívidas em relação ao ativo; solvência – a capacidade de a empresa honrar seus compromissos.

A oferta na Bolsa de Valores de São Paulo também deverá aumentar significativamente. Segundo Lucy Sousa, presidente da Apimec Nacional (Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais), prevê a entrada de várias novas empresas na Bovespa em 2010, ampliando a oferta aos investidores. Ela acredita que a taxação do IOF pelo governo para tentar controlar a desvalorização do dólar frente ao real não será suficiente para inibir a entrada de recursos no País. “Os investidores que têm interesse no longo prazo vão permanecer”, diz.

Já um setor em que os analistas evitarão em 2010 é o de empresas ligadas ao comércio exterior. Isso porque a projeção é de que o dólar continue fraco em relação ao real. Um problema? Sim, para o Brasil em razão das commodities e todo o mundo em razão do desequilíbrio que esta relação pode trazer para a balança comercial. Para pessoas comuns, uma solução. Quem sonhava em viajar para o exterior, deve aproveitar este momento de dólar fraco para planejar as férias. O Bradesco reduziu as estimativas para o câmbio. Para 2010, a previsão passou de R$ 1,75 para R$ 1,65. É isso.

Para atingir seus objetivos, não há outra saída: é preciso suar a camisa colocando o plano em prática. Insista. Pois cultura de planejamento financeiro no Brasil ainda faz parte da lista de reformas que precisa pegar no tranco. A maioria dos brasileiros tem dificuldade em dar o primeiro passo. Mas quando dão, o céu é o limite.

 

 

Valeu a torcida! Vencedora do Prêmio Allianz 2009

Por Denise Bueno em 12/11/2009

premio-allianz-2009-044Valeu a torcida!!! Graças a todos aqueles que sempre me privilegiam com boas informações, ao apoio da minha família, ao editor Antonio Felix, a todos os amigos que torcem por mim diariamente e a Deus que nos ensina e protege em tempo real, cá estou eu de novo embasbacada de tanta alegria. Venci pelo segundo ano consecutivo o Prêmio Allianz de Jornalismo. Desta vez com a matéria “Sob a proteção de leis mais rigorosas”, produzida para a revista Valor 1000, do jornal Valor Econômico.

Sou muito grata a todos, pois esta conquista não aconteceria sem as informações que recebo diariamente das mais variadas fontes. Desde o segurança que me quebra sempre um galho para estacionar o carro na apertada garagem dos prédios até os mais ocupados CEOs das companhias da indústria de seguros.

Espero atrair cada dia mais novas fontes e informações. Estou aqui, de mente e coração abertos para todas as notícias que quiserem me dar. Não só para concorrer no Prêmio Allianz novamente, mas para divulgar um setor que se torna a cada dia mais sustentável.

Namastê!

A matéria completa está no link abaixo:

http://www.revistavalor.com.br/home.aspx?pub=18&edicao=2

Chegando lá, digite a página 171 na coluna da esquerda.

Conheça todos os vencedores:

Tema Especial de Sustentabilidade - Mudanças Climáticas

Mídia Impressa e Online Nacional e Regional
Soraya Aggege venceu com a série “O caos no clima”, O Globo.

Mídia Eletrônica - Telejornalismo

Jorge Luiz dos Santos, com reportagem de Nélson Araújo e equipe - Sandro Queiroz, Francisco Maffezolli Jr., Epitácio Araújo, Wilson Berzuini e Fernando Passarelli -, foi premiado por “Buriti Veredas”, veiculada na TV Globo - Globo Rural.

Mídia Eletrônica - Radiojornalismo
Akemi Nitahara venceu com a série “Todos pelo cerrado: pesquisa, tecnologia e preservação”, Rádio Nacional.

Tema Seguros - Categoria Linguagem Escrita

Mídia Impressa e Online Nacional e Regional

José Carlos Chaves, em coautoria com Cláudio Gradilone, Tatiany Cavalcante e Ana Borges, venceu com o especial “Seguros - O que você precisa saber para dormir tranquilo”, publicado na revista Quatro Rodas.

Mídia Impressa e Online Especializada em Seguros

Kelly Lubiato foi premiada pela matéria “Reciclagem de veículos beneficia mercado e sociedade”, revista Apólice.

Mídia Impressa e Online Especializada Economia e Finanças
Denise Bueno, com a matéria “Sob a proteção de lei mais rigorosa”, publicada na Revista Valor 1000, recebeu o prêmio máximo.

Menção Honrosa- A premiação iniciou-se com a entrega de menções honrosas ao jornal Correio Braziliense e à revista Quatro Rodas, por terem sido os veículos que mais deram espaço ao setor de seguros, somente considerando as matérias inscritas em Mídia Impressa Nacional e Regional. José Carlos Chaves, redator-chefe da revista Quatro Rodas e Dad Squarisi, colunista e editora do Correio Braziliense, receberam as homenagens.

 

 

Bradesco Seguros é premiada em Londres

Por Denise Bueno em 06/11/2009

bradesco-premioA Bradesco Seguros e Previdência foi premiada hoje como a “Melhor Seguradora da América do Sul”. A premiação, concedida pela revista britânica World Finance, foi realizada nesta sexta, 6 de novembro, na Bolsa de Valores de Londres.

Esta é a segunda vez consecutiva que o grupo leva o troféu pela sua solidez financeira, carteira de produtos, ações de sustentabilidade e programas sociais na comunidade. A Bradesco Seguros e Previdência é líder do mercado brasileiro com 23,5% de market share e faturamento de R$ 18,3 bilhões até setembro deste ano.

Na foto, o Presidente do Grupo Bradesco de Seguros e Previdência, Marco Antonio Rossi, e o Diretor Vice-Presidente Executivo do Grupo, Samuel Monteiro dos Santos Jr., no momento da premiação em Londres.

 

 

Finalista do Prêmio Allianz Seguros de Jornalismo!!

Por Denise Bueno em 30/10/2009

london-090-150x1501Nada melhor do que ficar feliz. E hoje comemorei muito com minha família e amigos ao receber o email “Parabéns! Você é finalista do Prêmio Allianz Seguros de Jornalismo”. No ano passado, ganhei o primeiro lugar na categoria economia e finanças, com o especial Seguros, publicado pela infelizmente falida Gazeta Mercantil.

Entre mais de 300 textos inscritos neste ano, a minha matéria “Sob a proteção de lei mais rigorosa” foi uma das cinco selecionadas do tema Seguros, categoria Linguagem Escrita e subcategoria Mídia Impressa e On-line Especializada em Economia e Finanças. Esta matéria foi publicada no Valor 1000, revista do jornal Valor Econômico, que por sinal ficou com três das cinco selecionadas.

Estou concorrendo com pesos pesados. “A guerra dos seguros”, de Marcio Kroehn e Milton Gamez, da IstoÉ Dinheiro; “Crise faz mercado mundial de seguros recuar 2%; Brasil sobe 8%”, de Altamiro Silva Júnior, repórter do Valor Econômico; “Especial: área coberta por seguro rural cresce com subvenção”, de Fabíola Gomes, da Agência Estado - AE Agronegócios; e “Temporada de duras negociações na saúde”, de Beth Koike, do Valor Econômico.

A Revista Apólice, da qual sou colunista, também é finalista com três das cinco indicações na categoria Mídia Impressa e On line Especializada em Seguros. “Reciclagem de veículos beneficia mercado e sociedade”, da Kelly Lubiato, “Show business descobre o Brasil e o seguro”, da Aline Bromatti, e “Retrato de uma empresa em nota”, de Luciano Máximo.

Os vencedores receberão o prêmio de R$ 15 mil. Na verdade, quase R$ 12 mil, considerando o desconto do leão. Serão conhecidos no dia 11 de novembro, no Apollinari, em São Paulo. Espero que cruzem dos dedos por mim novamente. Toda a minha família e amigos agradecem desde já a torcida. Namastê!

 

 

Fecomercio articula ações para facilitar empréstimos*

Por Denise Bueno em 01/10/2009

*matéria produzida com exclusividade para o especial “Pequenas e Médias Empresas” do jornal Valor Econômico,que circulou no dia 30/09/2009

Quem olha de fora, dificilmente imagina o corre-corre dos bancos oficiais e de entidades de classe nos bastidores da economia para mitigar os efeitos da crise internacional. Graças à dedicação de uma força tarefa, o Brasil foi um dos primeiros países a sair do tsunami financeiro.

Um dos sustentáculos da engrenagem do crescimento tem sido o crédito. Por isso, ele se tornou a bandeira da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio), entidade que representa 151 sindicatos empresariais do setor de comércio e serviços espalhados pelo interior do Estado de São Paulo, dono do maior Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil.

Há anos a Fecomercio busca articular a oferta e a demanda de crédito entre os pequenos empresários. A entidade insiste que as instituições financeiras precisam ter mais recursos direcionados para esse universo de empresas: cerca de 600 mil no total, que respondem por 10% do PIB e geram em torno de 5 milhões de empregos. “Temos lutado para levar o crédito ao micro, pequeno e médio comerciante a preços acessíveis, de forma rápida e sem tantas burocracias”, conta Antonio Carlos Borges, diretor executivo da Fecomercio.

A crise, apesar da escassez de crédito, ironicamente, ajudou a destravar projetos que há anos estavam para deslanchar. Muitos deles estão sendo consolidados neste ano. De janeiro para cá, a Fecomercio vem montando uma verdadeira operação de guerra. Fez parcerias com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Nossa Caixa Desenvolvimento e Caixa Econômica Federal. Além dos agentes financeiros, a Fecomercio negociou com empresas de consultoria de investimentos, como a Mazzo Projetos de Investimentos, sediada em Ribeirão Preto e escritório em São Paulo.

A empresa orienta gratuitamente os pequenos empresários sobre linhas de crédito. “Caso eles necessitem de um projeto de investimento para o crédito, temos um acordo com a Fecomercio que viabilizou um preço mais acessível aos associados”, informa Marcos Mazzo, sócio proprietário. A consultoria já realizou mais de 300 projetos e aposta na parceria que acaba de ser criada.

O passo seguinte da Fecomercio foi capacitar funcionários que, por sua vez, treinam pessoas dentro dos sindicatos, 90% deles instalados no interior de São Paulo. “Criamos uma espécie de escritório de informações para levar às empresas tudo o que elas necessitam para ter crédito. E crescer com ele”, enfatiza Borges.

A tarefa agora é informar. Para que tudo isso chegue ao público interessado, uma grande campanha foi criada para detalhar as linhas disponibilizadas pelos agentes. Em agosto, a Fecomercio realizou uma plenária, onde reuniu boa parte dos sindicatos associados. No encontro, a Federação lançou a cartilha “Crédito para o Comércio - BNDES”, onde, de forma simples e clara divulga as opções de crédito oferecidas pelo banco de fomento às empresas do comércio e serviços.

O BNDES é o maior parceiro até agora da Fecomercio. Além das seis linhas de crédito, uma para cada finalidade, os outros agentes parceiros também disponibilizam os recursos do banco de fomento. A carteira de pequenas e médias do BNDES foi a que mais cresceu no primeiro semestre, passando de R$ 7 milhões para R$ 10 milhões, principalmente disponibilizando o cartão BNDES. Para o setor de bens de capitais, o mais atingido pela crise, o banco passou a oferecer programas especiais. O BNDES estima desembolsar R$ 6 bilhões para capital de giro neste ano, apostando que em 2010 os bancos privados normalizem a oferta nesta linha para as pequenas, para que ele possa voltar a sua origem de fomento.

Para garantir empréstimos de investimentos financeiros às empresas menores, o BNDES criou o Fundo Garantidor de Investimento (FGI), que oferece 80% de cobertura e limite de garantia de R$ 10 milhões por beneficiário. O fundo tem parcerias com mais cinco grandes bancos. A operação começou com um total de R$ 700 milhões e nos próximos anos deve chegar a R$ 4 bilhões.

A crise também ajudou a criar novas opções de crédito, como a Nossa Caixa Desenvolvimento. Nascida em março deste ano, com recursos de R$ 1 bilhão obtidos pela venda da Nossa Caixa ao Banco do Brasil, a agência de Fomento do Estado de São Paulo começou a operar em julho na concessão de crédito para capital de giro para o setor de bens de capital.

Por não ter agências, a Nossa Caixa Desenvolvimento utiliza-se de parceiros como a Fecomercio para levar várias modalidades de crédito às pequenas empresas. A agência conta apenas com 60 funcionários, sendo 30% para a venda e 70% lutam para viabilizar as áreas operacionais, que ainda exigem todos os esforços para suportar o crescimento. “Já colocamos um edital na rua para contratar mais 50 funcionários”, informa Milton Luiz Melo Santos, presidente da Nossa Caixa Desenvolvimento

A missão da Nossa Caixa, como agência de fomento, é alocar recursos do acionista controlador, o Governo do Estado de São Paulo, em negócios que permitam aumentar o emprego e a renda. Entre os segmentos iniciais estão os de automação de escritório, máquinas e equipamentos, veículos utilitários e franquias. O objetivo é ofertar crédito com prazo mais longo e taxas mais acessíveis para a economia paulista e assim impulsionar o crescimento do PIB do Estado.

A primeira linha disponível foi a de capital de giro. O produto era prioritário diante da dificuldade das pequenas e médias em conseguir recursos nos bancos de varejo. “Temos a melhor taxa para capital de giro”, diz, exibindo um cartaz com 0,96% ao ano. A Agência também opera com uma linha para empresas com faturamento anual de até R$ 2,4 milhões, que conta com a garantia do Fundo de Aval Paulista, para financiamento de aquisição de máquinas e equipamentos, de veículos utilitários e abertura de franquias com taxa de até 1,3% ao mês. “São as garantias que dificultam muitas vezes que um pequeno empresário consiga o crédito, buscamos facilitar isso dentro do nosso programa.”

Em setembro, a Nossa Caixa foi autorizada a repassar os recursos do BNDES, com R$ 162 milhões para a linha Finame (máquinas e equipamentos), e para a linha PEC (capital de giro). Inicialmente serão destinados R$ 160 milhões, dos quais R$ 32 milhões já estão prontos para ser liberados, em duas linhas de financiamentos para empresas de pequeno e médio porte da indústria, comércio, serviços e agronegócio. “Pretendemos usar os recursos até o final do ano.”

As taxas para o Finame PSI são de 7% ao ano para equipamentos móveis e de 4,5% ao ano para demais equipamentos. Já na linha PEC, para capital de giro, as taxas são de 13,5% ao ano para pequenas e médias empresas e de 14% ao ano para as grandes. O valor mínimo do financiamento é de R$ 20 mil. Os financiamentos têm carência de até um ano, e mais dois anos para pagamento.

Com apenas cinco meses, a Nossa Caixa Desenvolvimento já concedeu R$ 65 milhões em financiamentos para 47 empresas de diversos setores produtivos de São Paulo. O segmento que mais tem demandado o crédito da Nossa Caixa é a indústria, principalmente a ligada ao setor automotivo. “Como se trata de um setor que gera muito emprego, foi o mais atendido até agora”, revela o presidente da agência de fomento paulista.

Aos poucos, outros segmentos se tornam alvo da Nossa Caixa, como supermercados e empresas de call center, pelo grande volume de empregos que geram, bem como a indústria de calçados, com uma importante cadeia produtiva espalhada por cidades do interior.

O volume de operações proporcionado por meio da Fecomercio não foi consolidado. “Até o fim do ano teremos um balanço para poder medir a eficiência desse balcão de crédito”, diz o diretor da entidade. “O objetivo é fazer dos sindicatos um esclarecedor do crédito.”

 

 

Porto e Bradesco, da ficção para a realidade*

Por Denise Bueno em 24/07/2009

42-21522418A confirmação da Porto Seguro sobre negociações com o grupo Bradesco por meio de comunicado enviado a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) esquentou o dia a dia das conversas de profissionais da indústria de seguros. A notícia deixou de ser um oba a oba das rodas de conversas - das mais discretas até aquelas formadas pelos fofoqueiros de plantão – para ser estampada na primeira página do principal jornal de economia do País.

Desde então, o assunto passou a ser analisado com mais profundidade e leva a reflexões sobre o segmento de automóvel, a cada dia mais competitivo e que ganha mais destaque com a reestruturação de taxas do VGBL, produto que vinha puxando o crescimento do setor e que agora terá de passar por uma ampla revisão. O tema também trouxe a tona questões como a consolidação da indústria de seguros brasileira diante da crise mundial, beneficiada pelo interesse dos investidores estrangeiros em busca de crescimento e lucratividade.

A Porto Seguro é hoje a principal seguradora de carros do Brasil. Tem o maior volume das vendas de R$ 6,5 bilhões de janeiro a maio deste ano, com market share de 20,28%, enquanto a Bradesco tem 13,40%. E por que consegue vender mais mesmo tendo um dos preços mais caros? Segundo pesquisa da CVA Solutinos, a Porto Seguro é a empresa mais bem avaliada, tanto por quem tem o seguro como por quem não tem. Quem não tem, gostaria de ter seguro com a seguradora.

Além de ter a preferência dos consumidores, tem a dos corretores. Para fazer um seguro de carro, o cliente é muito mais fiel ao corretor do que à seguradora, diz a pesquisa que entrevistou 200 corretores, dos quais 42% estão nesse mercado há mais de dez anos. A Porto, segundo relata o estudo e a realidade de quem observa este mercado atentamente, também é adorada pelos corretores por atender plenamente um dos principais critérios de escolha: a agilidade na resolução dos pagamentos de indenização, momento em que o corretor ganhará o céu ou o inferno com os clientes. É como estar acima do bem ou do mal por ter seguido uma estratégia fundamentada em atitudes justas.

No entanto, ela não é mais a única que oferece bons serviços aos clientes e corretores. Tem concorrentes fortes, focados em estruturar a operação nos últimos anos. Estrategicamente, Jayme Garfinkel e sua equipe de executivos criaram a Azul Seguros para competir no mercado.

Apesar de os executivos do grupo afirmarem que a Azul não compete com a Porto, é óbvio que atrai para si aqueles clientes que mesmo gostando dos serviços extras da Porto se vêem num momento financeiro difícil. Em vez de ir para a concorrência, migram para a Azul. Economizam e mantêm a qualidade de atendimento dos serviços básicos proporcionados pela rede de prestadores já consolidada.

Depois de deixar de lado a busca da liderança do ranking de automóvel a qualquer preço, há uns três anos, a Bradesco vem fazendo de tudo para cativar os corretores. Dia a dia tenta afinar o tato no relacionamento e ainda conta com problemas operacionais que atrasam a cotação ou elevam o preço, comentam os profissionais de vendas.

Em números, o ganho da Porto há anos vem do operacional e o da Bradesco ainda é gerado pelo financeiro. Enquanto o índice combinado da Porto é de 56,30%, o menor entre as seguradoras, a Bradesco ficou na outra ponta, liderando o ranking dos piores índices, com 81,83%, segundo estatísticas de janeiro a maio deste ano.

Para Porto e Bradesco, que juntas passariam a deter 35% do mercado de seguro de carro, escala é vital neste momento de queda de taxas de juros da economia. A Porto tem sentido mais a aproximação da concorrência e com sofrido os impactos das oscilações do mercado acionário. Agregar novos clientes e um canal de distribuição alternativo são caminhos naturais para o crescimento.

O conglomerado Bradesco, que perdeu a liderança com a fusão Itaú e Unibanco e passou a ser presidido por um executivo de seguros, sabe do potencial de ganho que uma operação de seguros bem estruturada pode gerar a um banco, principalmente no maior banco do Brasil em número de clientes e com grande potencial de venda de produtos massificados como o seguro de carro.

Em uma parceria de tamanho porte, onde a única informação é de que não haverá mudança acionária do controle da Porto, só pode se esperar que se mantenha o melhor de cada uma das empresas, como vem fazendo Itaú e Unibanco. Imagine uma Bradesco administrada pela cultura da Porto? Uma Porto Seguro tendo a oportunidade de fazer a inclusão social proporcionada pela dimensão e cultura de um Bradesco?

Seja como for, juntas ou separadas, a realidade é que não há mais espaço para serviços ruins, preço elevado e desrespeito aos direitos dos consumidores. O crescimento será uma realidade para aqueles que respeitarem o tripé da sustentabilidade, que leva em conta três aspectos: o econômico, o humano e o ambiental.

*artigo escrito com exclusividade para a Revista Apólice

 

 

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