GP coloca Tempo Assist à venda

Por Denise Bueno em 15/10/2010

42-17773524Assim como o Brasil, a indústria de seguros atrai o interesse dos investidores, cada dia mais familiarizados com o custo benefício dos projetos nos quais pretendem apostar. A notícia de hoje vem da Tempo Participações. Depois de matéria publicada pelo Valor Econômico nesta sexta-feira, a empresa disparou um comunicado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para afirmar que as negociações ainda estão em andamento. “A Companhia informa que não há no presente momento qualquer definição com relação às oportunidades ora avaliadas”, diz a nota.

O banco de capital suíço UBS foi contratado para negociar a venda de até 100% do capital da empresa, avaliada em mais de R$ 900 milhões. Segundo o Valor, o grupo GP Investimentos já tem vários compradores para a Tempo Assist, uma empresa de prestação de serviços de saúde e de assistência 24 horas que abriu capital no final de 2007, ano do boom da bolsa brasileira.

Desde a oferta inicial até ontem, as ações da Tempo caíram 21,4%. Nesse mesmo período, o Ibovespa foi positivo em 17,3%. Segundo analista entrevistado pelo Valor, o fraco desempenho é fruto “do mercado brasileiro ainda não tem maturidade para entender esse tipo de empresa, mais comum lá fora”. Quem acompanha de fato o mercado de seguros sabe que as seguradoras internalizaram a assistência 24 horas por acharem este um momento único de ter contato com os clientes e assim diferenciarem o serviço prestado num mercado altamente competitivo.

Isso fez com que a Tempo não tivesse muitos clientes na área de assistência. Já na área de saúde, com a aquisição da carteira da Unibanco Seguros, há grande interessse, segundo fontes do setor. A Mapfre, por exemplo, tem interesse em entrar em saúde, único ramo em que não atua no Brasil. Já Bradesco e SulAmérica, as maiores em seguro saúde, buscam escala, assim como Amil. Apesar de rentável, o setor de saúde no Brasil é amarrado por uma regulamentação rígida, onde o preço dos produtos individuais é controlado pelo governo, o que conta pontos negativos para a entrada de novos investimentos.

Mas uma coisa atrai. A parceria com a Caixa Econômica Federal, com 2 mil agências espalhadas pelo Brasil. A parceria é para a criação de uma seguradora de planos de saúde e odontológicos que começa a operar em janeiro. Mas há um risco com a mudança de governo e este contrato sofrer mudanças, segundo analistas do setor.

Chegaram a analisar a empresa a operadora de planos de saúde Amil; as seguradoras Bradesco Saúde, Mapfre e SulAmérica; a corretora de saúde Qualicorp, adquirida em julho pelo fundo americano Carlyle; além da gigante United Healthcare, empresa de saúde dos Estados Unidos que há algum tempo tenta entrar no mercado brasileiro.

Veja abaixo a íntegra do comunicado divulgado na CVM.

FATO RELEVANTE

TEMPO PARTICIPAÇÕES S.A.
CNPJ/MF: 06.977.739/0001-34
Cia. Aberta (Registro CVM 1991-7)
(Bovespa: TEMP3)

A TEMPO PARTICIPAÇÕES S.A. (“Companhia”), em cumprimento ao disposto no artigo 157 da Lei nº 6.404/76 e na Instrução CVM nº 358/2002 e com base nas notícias veiculadas na imprensa sobre uma possível transação envolvendo a Companhia, vem a público informar que esta sendo assessorada pelo Banco BTG Pactual S.A. e UBS Securities LLC na avaliação e prospecção de oportunidades de combinação de negócios, investimentos e desinvestimentos para seus diversos segmentos de negócios.

A Companhia informa que não há no presente momento qualquer definição com relação às oportunidades ora avaliadas.

A Companhia manterá o mercado informado do assunto.

Barueri, 15 de outubro de 2010.

 

 

Setor pode ajudar o Brasil a enriquecer antes de envelhecer, diz Delfim Neto

Por Denise Bueno em 15/09/2010

delfimmatéria extraída do site CNSeg www.viverseguro.org.br

A indústria de seguros pode ajudar o Brasil a ficar rico antes de envelhecer. A afirmação é do economista Delfim Neto (foto), que acaba de proferir palestra no V Fórum de Vida e Previdência, promovido pela Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi), nesta manhã, em São Paulo. O número de idosos está aumentando e é preciso que as pessoas preparem reservas para viver no futuro, ainda mais com o bônus da longevidade.

Tanto ele como o economista Marcos Lisboa, do Itaú, ressaltaram o momento único que o Brasil vive hoje, em virtude de construir uma base sólida econômica e social nos últimos anos, segundo informa o blog Sonho Seguro. Este é um momento propício para fazer reservas para o futuro. Segundo Delfim, uma das características do governo Lula foi conseguir reduzir a desigualdade social, o que faz o empresário acreditar que vale a pena investir, e o empregado acreditar em mudança social.

“As maiores crises brasileiras foram causadas por falta de energia ou pela falta de balanço nas contas governamentais. Hoje, temos esses dois itens sob controle, longe de ser um problema nos próximos 15 anos”, aposta Delfim Neto, citando o Pré-sal como uma fonte energética e também de reservas de um país.

Lisboa citou dois dos principais desafios do Brasil – a necessidade de investimentos em infraestrutura e a criação de mecanismos de financiamento, com preços adequados. “É preciso mudar muitas regras existentes hoje para que a iniciativa privada possa viabilizar os recursos necessários para o investimento em infraestrutura que o Brasil necessita”, disse Lisboa. “Veja o custo do transporte no Brasil. Qual o custo Brasil de um caminhão ficar dias para descarregar em um porto?”, indaga. Outro exemplo citado por Lisboa que precisa de revisões é a tributação de itens importantes para apoiar o crescimento econômico, como o custo energético e importação de computadores, por exemplo.

Um dos pontos vitais para este momento de bonança do Brasil é a confiança dos investidores e da sociedade na condução da política e da economia. Questionado pela plateia sobre se algo pode dar errado, Delfim Neto foi categórico: “O Brasil não tem competência para destruir este momento promissor de crescimento previsto para os proximos 15 anos”.

Tão enfático quanto ele foi Lisboa: “Desenvolvimento é um processo. Só há desenvolvimento quando resolvemos um problema e como consequência criamos outros dois. Vamos criar muitos problemas, que são parte integrante desse processo de crescimento. Precisamos entender que os problemas vão surgir e vamos resolver à medida que treinamos uma administração favorável e sustentável”.

Ambos destacaram que o crescimento do Brasil é o resultado da construção da sociedade nos últimos 20 anos. “O que podemos ver é que o crescimento pode ser mais ou menos aproveitado. Alguns setores ou regiões podem crescer mais ou menos, em razão das dificuldades com logística, por exemplo. Mas é um processo progressivo, de pequenas melhoras. Sem chance de alguém fazer com que tudo isso dê errado”, afirma Lisboa.

Em relação à capacidade de elevar a poupança das pessoas diante de um consumo desenfreado, tanto Delfim como Lisboa acreditam ser um desafio do mercado de seguros e previdência, que precisa ter produtos e serviços capazes de educar a sociedade a pensar no futuro e ver vantagens nisso. Não se trata de uma competição com o consumo, mas sim mostrar que poupar é uma questão de hábito.

“As pessoas têm desejos e é isso que motiva o crescimento”, diz Delfim, contando uma conversa com um senhor que comprava geladeira a prazo. “Se o senhor poupar por 24 meses vai se livrar desse juro e pagar menos”. O senhor prestes a fechar o financiamento lhe respondeu. “Sim. Eu sei. Mas quero assistir o jogo do timão com cerveja gelada nesses 24 meses”.

Ou seja, a população vai consumir e também está ávida por poupar, como mostra pesquisa da Fenaprevi, para quem formar reservas para o futuro é a prioridade dos lares brasileiros. Prova disso é que o percentual dos domicílios que planejam poupar era de 29% em 2008 e passou para 44% em 2010.

 

 

Educaçāo é prioridade das seguradoras

Por Denise Bueno em 15/09/2010

42-22036014Proteger o presente e o futuro dos brasileiros. Este é o objetivo para o qual todas as lideranças da indústria de seguros dedicam as 24 horas de cada dia. Fruto deste esforço, o setor conta hoje com 37 milhões de pessoas protegidas por seguros. Este número representa cerca de 30% da população brasileira.

“Podemos conquistar muitos mais clientes. O seguro de pessoas é a porta de entrada dos consumidores na indústria de seguros. Temos a grande oportunidade de fazer esta recepção de forma eficiente”, disse Marco Antonio Rossi, presidente da Bradesco Seguros e Previdência e também da Fenaprevi, ao abrir o segundo painel do V Fórum Nacional de Seguro de Vida e Previdência Privada, em São Paulo.

“Este cenário econômico que o Brasil veio construindo nos últimos 20 anos e uma oportunidade única para a industria de seguros. A nossa comunicação precisa ser melhorada. Temos de usar palavras menos técnicas. Usar o termo mensalidade paga a seguradora e não prêmio. Mudanças sutis como essa podem fazer grande diferença para atendermos de forma adequada este novo consumidor que ingressa no mercado de consumo”, disse o mediador do painel Cenário Macroeconômico- Análises, informa o blog Sonho Seguro.

Participaram Thomaz Menezes, CEO da SulAmérica, Antonio Cássio dos Santos, CEO da Mapfre, e Antonio Trindade, diretor responsável por seguros do Itaú. Todos foram unânimes em afirmar que o setor precisa se unir para simplificar processos e produtos, além de investir ainda mais em treinamento de funcionários e corretores, para que todos juntos possam mostrar à sociedade que seguro é simples e significa proteção.

Santos, da Mapfre, citou uma tendência na Europa apos a crise financeira. “As vendas de seguros estão crescendo e uma das explicações para isso e que uma parcela da população perdeu a confiança em bancos e direcionou parte dos recursos para as seguradoras de vida e previdência administrarem”, disse.

No mesmo raciocínio, Trindade relembrou que as seguradoras foram pouco afetadas pela crise no mundo. “No Brasil fomos reconhecidos como uma indústria bem regulada. Mundialmente, apenas seguradoras com produtos pontuais, ligados a bancos, enfrentaram problemas”, comentou. Quanto a nova etapa da regulamentação de solvência, o risco de crédito, que a Susep colocou em audiência publica, Trindade concorda que a modernização das regras de solvência é necessária, mas alertou que o excesso de exigências pode levar o mercado a uma concentração ainda maior.

 

 

SulAmérica fica com fatia do BB na Brasilsaúde

Por Denise Bueno em 20/05/2010

sulamerica1Veja a íntegra do comunicado enviado aos jornalistas:

A SulAmérica Seguros e Previdência adquiriu, por meio de sua controlada Sul América Seguro Saúde, a participação de 49,92% que o Banco do Brasil detinha na Brasilsaúde. O contrato de compra e venda de ações firmado hoje estabelece que a SulAmérica pagará R$ 28,4 milhões por esta aquisição, correspondendo a 1.2 vezes o valor patrimonial da Brasilsaúde.

O acordo encerra a associação entre a SulAmérica e o Banco do Brasil nos segmentos de seguro saúde e odontológico. Sua conclusão depende, ainda, de aprovação pelas autoridades regulatórias competentes. “A aquisição da totalidade das operações da Brasilsaúde reforça a posição da SulAmérica nos segmentos de seguro saúde e odontológico, nossa carteira consolidada atinge a marca de 1,8 milhão de membros”, afirma o presidente da companhia, Thomaz Cabral de Menezes.

“Este é um mercado que apresenta um grande potencial de crescimento e nós acreditamos que a SulAmérica está muito bem posicionada para aproveitar as oportunidades que certamente se apresentarão”, complementa Menezes.

O executivo fez questão de salientar que a operação em nada modificará as condições previstas nas apólices emitidas pela Brasilsaúde em favor de seus segurados e tampouco seu relacionamento com sua rede de prestadores de serviços médicos e odontológicos e corretores de seguros. Segundo a companhia, todas as suas demais operações nas áreas de saúde, automóveis, ramos elementares, vida, previdência e gestão de ativos, seguem sem qualquer alteração.

 

 

BB detalha parceria com Mapfre e acena com compra de ações do Tesouro no IRB*

Por Denise Bueno em 05/05/2010

bb-mapfre*Matéria exclusiva do site da CNSeg (www.viverseguro.org.br)

Mapfre e Banco do Brasil (BB) anunciaram há pouco como será a formatação da nova seguradora de vida e ramos elementares dos grupos, com valor de mercado de R$ 10 bilhões e prêmios de R$ 7,7 bilhões, o que a torna a maior da América Latina e do Brasil em seguros de ramos elementares e vida, com 5 mil pontos de vendas do BB e 10,5 mil corretores da Mapfre.

Trata-se da maior parceria dentro do segmento de seguridade do banco. “O resultado que apresentamos hoje é fruto de uma reestruturação que o Banco do Brasil iniciou há três anos”, disse Ademir Bendine, presidente do BB (foto, a esquerda). O objetivo é levar a partipação de seguridade no lucro do banco dos atuais 12% para 24% nos próximos dois anos.

“Tenho certeza de que a parceria contribuirá para o desenvolvimento não só do resultado financeiro do banco como também trará perpetuidade ao BB”, acrescentou Jose Manuel Martinez, presidente mundial da Mapfre (foto, a direita). Segundo Martinez, o Brasil é um país com potencial gigantesco em vários setores da economia, principalmente em seguros e previdência. “Estou há 40 anos na Mapfre, já participei de várias negociações, mas esta me impressionou em razão da qualidade e integridade com que foi conduzida pelas duas equipes”.

Foram criadas duas holdings. A holding BB Mapfre – da qual a Mapfre terá 50,01% das ações ordinárias (ON) e 25,01% do capital da companhia e o BB 49,99% das ON e 74,99% da companhia, além de 100% das ações preferenciais – atuará com distribuição no canal bancário dos produtos no segmento de pessoas, com seguros de vida, prestamista, funeral, acidentes pessoais, agrícola, imobiliário e penhor rural.

A segunda holding, Mapfre BB, terá como canal de distribuição o canal corretor e concentrará os seguros de automóvel, residencial, empresarial, aeronáutico, proteção financeira, garantia e crédito, riscos industriais, garantia estendida, transporte e canal affinity. Nesta holding o BB terá 49% das ações ordinárias e 50% do capital total. Nas preferenciais, o BB terá 51% e a Mapfre os 49% restantes.

Nas duas holdings a participação da Mapfre é majoritária e assim evita que a companhia tenha a morosidade típica de uma estatal em termos de aspectos burocráticos. Para viabilizar a parceria, o BB comprou a participação de 30% da SulAmérica na Brasilveículos por R$ 340 milhões. Somando ativos entre BB e Mapfre, o BB terá de desembolsar R$ 295 milhões à seguradora espanhola, informou Paulo Rogério Cafarelli, vice-presidente do Banco do Brasil.

“Levando-se em conta todos os segmentos, exceto saúde, previdência e capitalização, a nova seguradora é a maior do País com base nos dados de 2009, com R$ 7,7 bilhões, seguida pela Bradesco com R$ 5,7 bilhões”, informa Antonio Cássio dos Santos, presidente da Mapfre. A operação ainda aguarda a aprovação dos órgãos reguladores.

A integração tecnológica das 11 empresas envolvidas na parceria deverá estar finalizada em seis meses, segundo Cafarelli. “A integração total das marcas e produtos deverá ser concluída em até um ano”, estima o vice-presidente do BB, que acaba de ser nomeado também o presidente do Conselho de Admininstração do IRB Brasil Re.

Praticamente a única parte da área de seguridade que ainda falta definição é em resseguro, onde já publicou fato relevante para a compra da participação do Tesouro Nacional no capital do IRB Brasil Re, e também em seguro odontológico, onde busca um parceiro estratégico. Em previdência a parceira é a americana Principal e em capitalização a Icatu.

Segundo Cafarelli, o assunto está na esfera do governo. “O governo está fazendo um levantamento sobre o valor do IRB para que possamos comprar a parte do Tesouro Nacional no ressegurador”, informou. A criação da seguradora estatal já anunciada pelo governo, para atuar em segmentos onde a iniciativa privada não tenha interesse ou haja excesso de riscos, depende do desfecho da estratégia que será implementada no IRB.

 

 

Colemont conclui fusão com AmWINS

Por Denise Bueno em 13/04/2010

colemontA Colemont Global Group anunciou a conclusão do processo de fusão com a AmWINS Group Inc, criando uma corretora responsável por movimentar mais de US$ 4,8 bilhões em prêmios anuais de seus clientes, contando com um time de 1.800 funcionários e atuando em 16 países. “Acreditamos que a combinação dessas duas operações desenvolverá ainda a capacidade técnica de nossa empresa, sendo mantido o foco em desenvolver soluções para nossos clientes”, diz o vice presidente executivo da Colemont Brasil Insurance & Reinsurance Brokers , Felipe Leão de Moura, em carta enviada aos clientes brasileiros.

Segundo ele, o braço internacional da nova empresa não será alterado e continuará a operar com a bandeira Colemont. Nos Estados Unidos, a nova empresa passará a operar sob a estrutura organizacional AmWINS Group, Inc, comandada por M. Steven DeCarlo, como CEO nos EUA. A Colemont Global Group permanecerá sendo gerida por Surinder Beerh, a partir de Londres. O Brasil, como toda a operação mundial, manterá seus sócios locais e a estrutura atual.

 

 

Prudential deve comprar AIA por US$ 35,5 bilhões

Por Denise Bueno em 28/02/2010

1227225842obb0ki1Uma das maiores aquisições da indústria de seguros mundial deverá ser anunciada nesta segunda-feira. Segundo divulgaram as agências de notícias durante o final de semana, a seguradora britânica Prudential vai ficar com a American International Assurance (AIA), subsidiária de seguros de vida da AIG na Ásia, por US$ 35,5 bilhões, de acordo com fontes próximas à negociação. A próxima negociação da AIG para ser concluída é a venda da Alico para a MetLife, por US$ 15 bilhões.

A idéia inicial era fazer uma oferta inicial pública de ações (IPO, na sigla em inglês) da AIA, mas a disputa das seguradoras pela empresa, assediada há quase um ano por concorrentes, acabou por mostrar ao governo dos Estados Unidos, dono de 80% da AIG, ser um negócio melhor a venda individual. Além disso, a recente volatilidade dos mercados acionários, principalmente com os problemas da Grécia, ajudaram na decisão da suspensão do IPO e aposta na venda da seguradora sediada em Hong Kong e que conta com mais de 20 mil funciona´rios e 250 agentes de seguro.

Para a Prudential, a compra vai acrescentar volume aos negócios que já tem na região, instalada na China, Hong Kong, Índia, Indonésia, Japão, Coreia do Sul, Malásia, Filipinas, Cingapura, Taiwan, Tailândia e Vietnã. Estes países já representam quase 50% das vendas da Prudencial.

 

 

Arthur J Gallagher compra Securitas no Brasil

Por Denise Bueno em 17/02/2010

A Arthur J Gallagher & Co, uma das maiores corretoras de seguros do mundo, anunciou na segunda-feira que abriu escritório no principal mercado da América Latina ao adquirir a corretora de resseguros brasileira Securitas Re, do fundo de investimento Estater. A Securitas já era a representante oficial da corretora no Brasil.

Segundo nota divulgada pelo grupo, a operação local terá Fernando Prado no comando. David Ross, CEO da Gallagher International disse no comunicado que a grande vantagem é que a aquisição ajuda o grupo a não começar do zero. O objetivo da corretora é atuar com resseguro facultativo de empresas de petróleo, energia, construção, assim como seguro garantia, risco político e riscos financeiros, como D&O e crédito.

 

 

Allianz está capitalizada para ir às compras

Por Denise Bueno em 29/01/2010

allianzA Allianz, maior seguradora da Europa e com forte presença no Brasil, está sólida e capitalizada para ir às compras. Este foi o recado dos executivos do grupo durante entrevistas concedidas em Davos, Suíça, onde acontece o Fórum Econômico Mundial.

Segundo as agências de notícias internacionais, os executivos despitaram sobre os boatos de que o grupo estaria negociando com a Swiss Life. De acordo com as agências, Joachim Faber, que comanda a divisão Global Investors da Allianz, “nós estamos olhando grandes aquisições”.

Outro executivo do grupo, membro do Conselho, Paul Achleitner, disse que o grupo está em uma posição sólida para comprar assim como os bancos estão para vender. “Estamos olhando com muito cuidado antes de tomar qualquer decisão”. Segundo ele, é preciso esperar para ver como ficará a nova regulamentação do sistema financeiro mundial, em debate nos principais países do mundo. Ele ressaltou que os órgãos reguladores precisam ficar atentos que bancos e seguradoras atuam de forma diferente e que por isso precisam ter regras próprias.

Paul Achleitner, no entanto, não descartou aquisições de pequeno porte. No Brasil, há boatos de que a Allianz estaria negociando com o Bradesco. Segundo informou o jornal Brasil Econômico há uma semana, a negociação chegaria a um valor de R$ 5 bilhões. Ou seja, um negócio de grande porte.

 

 

Especulações sobre as negociações no setor

Por Denise Bueno em 20/01/2010

1231420097rpgf5g1As diversas opiniões sobre as notícias de fusões e aquisições na indústria de seguros recebidas por este blog dizem a mesma coisa: “Faz sentido. O amor entre as duas é antigo.” Mas uma merece destaque.

O entrevistado, que pede anonimato, diz:

Pensando cá com os meus botões……

É de se supor que a Sul América, quando da parceria Itaú Porto, viu que seu preço poderia aumentar, sabendo que o Bradesco não deixaria de se mexer. Já deveria ter alguma conversa com o Bradesco e, a partir do negócio do Itaú com a Porto, deu uma “endurecida” na negociação para se valorizar.

Por sua vez, o Bradesco deve ter buscado alguma atitude para baixar a bola da SulAmérica. E aí a negociação com a Allianz pode ser bem isso, ou seja, a Bradesco pode estar dizendo para a SulAmérica que ela pode “micar”. Pode acontecer do Bradesco levar primeiro a Allianz, intimidando a SulAmérica, e depois comprar a SulAmérica também. Isto seria um troco com juros para o Itaú Unibanco, que conseguiu levar a melhor na negociação com a Porto Seguro.

Também pode ser que a negociação com a Allianz seja apenas “encenação” para ajudar na negociação com a SulAmérica. Isso até pode ser, mas acho que se puder, o Bradesco compra as duas, pois dinheiro (e vontade também) para isso não falta.

Bem, vamos ver no que dá…

 

 

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