Reservas de previdência privada devem atingir R$ 273 bi este ano

Por Denise Bueno em 07/12/2011

matéria extraída do portal da CNseg (www.viverseguro.org.br)

O mercado de previdência privada aberta deve encerrar o ano com reservas na faixa de R$ 273 bilhões, o que corresponde a 7% de participação no Produto Interno Bruto (PIB), de acordo com dados da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi). Até setembro deste ano, o volume totalizou R$ 255 bilhões, crescimento de 21,9% sobre o mesmo período do ano anterior.

O salto esperado é justificado pelo maior foco dos bancos nas vendas de produtos de previdência, alertando os consumidores sobre os benefícios fiscais que podem ser usufruídos com o PGBL, como o abatimento de 12% na renda líquida declarada no Imposto de Renda.
Para 2012, confirmando-se os indicadores de baixo desemprego e alta do PIB no mesmo patamar deste ano, a aposta é de que o setor registre o mesmo índice de crescimento.

Neste cenário positivo do setor, a Brasilprev divulgou ontem suas expectativas com 2012 e o resultado obtido em 2011. “Estamos muito otimistas a longo prazo. 2012 podemos sentir um pouco a desaceleração observada até setembro, divulgada na terça-feira, mas o ritmo de expansão deve permanecer acelerado nos próximos anos, ao atingir 14% do PIB em 2019, com o setor responsável por um total de R$ 1 trilhão em ativos sob gestão”, disse o presidente da empresa, Sérgio Rosa.

Segundo ele, a Brasilprev deve encerrar o ano com R$ 50 bilhões em ativos sob gestão, avanço de 35%. As contribuições cresceram no mesmo ritmo, atingindo R$ 8,19 bilhões até setembro, bem acima dos 22% registrados pelo setor no mesmo período. Ele destacou também o índice de resgate, que ficou abaixo, de 8,9%, enquanto o mercado está em 11,5%. “É importante analisar esse item, pois ele mostra a liderança da Brasilprev em captação líquida, com 33,8% de participação de mercado”, orgulha-se Rosa.

Durante o almoço com jornalistas, a Brasilprev divulgou dados interessantes de uma pesquisa realizada com a base de dados dos 1,6 milhão de planos administrados pela companhia. Segundo o estudo, 24% dos clientes têm renda de até R$ 4 mil e com saldo no plano de até R$ 10 mil. O BrasilPrev Junior, plano voltado às pessoas com até 21 anos pagos pelos responsáveis, representa 54%, seguido pelos individuais, com 35%, e os planos empresarias, com 10%.

Segundo Rosa, o segmento empresarial tem grande potencial de expansão. “As taxas de desemprego estão inferiores a 7%, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)”, frisou. O apagão de talentos no mercado brasileiro, segundo Rosa, também ajudou as seguradoras a venderem planos de previdência para empresas que ainda não tinham incluído o benefício no pacote ofertado aos funcionários. Os planos instituídos, nos quais a empresa também faz aportes, estão mais presentes em empresas com faturamento anual acima de R$ 600 milhões, que representam 53% do total.

 

 

Brasileiros não se sentem preparados para a aposentadoria

Por Denise Bueno em 31/05/2011

Financeiramente, os brasileiros não se sentem preparados para a aposentadoria. Mas para curtir a vida sim. Afinal, a maioria associa aposentadoria com liberdade. Essa foi a constatação da sexta edição da tradicional pesquisa O Futuro da Aposentadoria – O Valor do Planejamento”, divulgada hoje pelo HSBC. Neste ano, foram entrevistadas mais de 17 mil pessoas de 17 países, com idades entre 30 e 60 anos, sendo 1027 brasileiros.

Fernando Moreira, CEO da HSBC Seguros ressalta que a atitude do brasileiro em relação à aposentadoria é de otimismo, porém é preocupante o percentual de brasileiros que não sabe qual será sua fonte de renda na aposentadoria. Por isso, é necessário desenvolver uma estratégia para incentivar estas pessoas a realizar seu plano financeiro e poder usufruir no futuro da recompensa do planejamento.

Cerca de 50% dos brasileiros entrevistados não se sentem financeiramente preparados para a aposentadoria e 25% não sabe qual será sua principal fonte de renda na aposentadoria. Além disso, 10% dos entrevistados esperam receber rendimentos de emprego remunerado para se manter em idade avançada. Apesar disso, 51% dos brasileiros tem o hábito de fazer planejamento financeiro, dado acima da média global (50%).

A pesquisa é o mais amplo estudo global sobre atitude e expectativa em relação ao envelhecimento. Entre os destaques, o levantamento revela que há falta de preparo das pessoas em relação ao futuro. No Brasil, este fato também é observado, em consequência do baixo nível de compreensão da população em relação a finanças. Porém, 43% dos entrevistados brasileiros afirmam que buscam aconselhamento financeiro profissional.

“Os resultados desta pesquisa revelam o otimismo dos brasileiros em relação a aposentadoria, mas por outro lado a falta de planejamento é uma questão que merece mais atenção”, afirma Fernando Moreira, CEO da HSBC Seguros.

Principais resultados do Brasil

• Mais de 25% dos brasileiros consideram a aposentadoria como uma idade de liberdade (29 %), satisfação (26 %) e sabedoria (26 %).

• 53 % dos brasileiros esperam ter uma situação melhor que a de seus pais na aposentadoria, enquanto apenas 18 % acreditam que estarão em situação pior.

• Mais de 50 % das mulheres estão preocupadas com as finanças na aposentadoria, em comparação com 46 % dos homens.

• 36 % dos brasileiros acreditam que o planejamento financeiro é importante para uma aposentadoria feliz, juntamente com o carinho da família e dos amigos (36 %).

• 22% dos entrevistados recorrem a consultores financeiros independentes para aconselhamento e 18% procuram bancos e contadores.

O cenário de aposentadoria no Brasil está mudando à medida que o perfil demográfico do país muda. Dados das Nações Unidas mostram que nos últimos 30 anos o perfil demográfico do país começou a evoluir, com a população de 65 anos ou mais aumentando ligeiramente de 4,1% em 1980 para 6,9 % em 2010. A previsão é que em 2050, 22,5 % da população esteja com mais de 65 anos.

No futuro, com o envelhecimento da população, haverá mais pressão sobre as pessoas em idade de trabalhar e sobre o Estado, pois será necessário prover rendimentos de aposentadoria e assistência médica para esse crescente número de aposentados. O resultado final dessas mudanças aponta que até 2030 o Brasil terá, pela primeira vez, mais adultos do que crianças, isso significa que aumentará o número de cidadãos aposentados, o que representa um encargo crescente para a economia brasileira. Planejamento e preparação adequados para a aposentadoria se tornarão essenciais.

Como em todo o mundo, o Brasil enfrentará nos próximos anos os desafios associados a uma população que está envelhecendo. É animadora a existência de uma forte tendência para maiores níveis de planejamento financeiro entre os jovens no país e uma disposição comum para continuar trabalhando por mais tempo para financiar a aposentadoria. Por outro lado, existe uma grande parcela da população que não sabe de onde virá sua renda na aposentadoria.

 

 

Famílias poupam mais, segundo Fenaprevi

Por Denise Bueno em 12/04/2011

Se por um lado as famílias se endividam mesmo com o aumento do IOF promovido pelo governo para conter o avanço do crédito e consequentemente do consumo, do outro temos indivíduos poupando. Pelo menos é isso que mostram os números divulgados hoje pela Fenaprevi, entidade que reúne 64 sociedades seguradoras e 15 entidades abertas de previdência complementar no país.

Segundo a pesquisa realizada mensalmente, os planos de previdência arrecadaram R$ 7,6 bilhões no primeiro bimestre deste ano, o que representou um crescimento de 25,16% na comparação com o mesmo período de 2010. Cinco pontos percentuais a mais do que a evolução do crédito concedido pelos bancos no mesmo período. A carteira do setor totalizou R$ 229,1 bilhões. “Começamos o ano em ritmo forte. O crescimento da massa salarial e o aumento da renda familiar estão contribuindo para o investimento em formação de poupança de longo prazo”, avalia Marco Antonio Rossi, presidente da Fenaprevi, em nota divulgada.

O VGBL acumulou R$ 6,1 bilhões, com alta de 27,62%. O PGBL, por sua vez, apresentou alta de 28,68% arrecadando R$ 1 bilhão frente aos R$ 788,9 milhões registrados no mesmo período do ano anterior. Os planos tradicionais apresentaram queda de 2,14% no período com arrecadação de R$ 522,3 milhões, em relação aos R$ 533,7 milhões de 2010.

Os planos individuais cresceram 27,04% e acumularam R$ 6,4 bilhões no primeiro bimestre deste ano em relação ao acumulado de 2010. Os planos empresariais tiveram alta de 14,51% e aportes de R$ 976,4 milhões. Os planos para menores arrecadaram R$ 256,3 milhões, alta de 22,95%, informa a Fenaprevi.

A Bradesco Vida e Previdência liderou o ranking de arrecadação em fevereiro de 2011, com 27,71% do total arrecadado, BrasilPrev (27,05%), Itaú Vida e Previdência (23,71%), Caixa Vida & Previdência (6,39%), Santander Seguros (4,66%), HSBC Vida e Prev (4,04%), Sul América (0,91%), Safra Vida e Prev. (0,90%), Icatu Seguros (0,88%), Metropolitan Life Seg. Prev. (0,73%). As demais seguradoras somam, no total, 3,03% da arrecadação.

 

 

Setor pode ajudar o Brasil a enriquecer antes de envelhecer, diz Delfim Neto

Por Denise Bueno em 15/09/2010

delfimmatéria extraída do site CNSeg www.viverseguro.org.br

A indústria de seguros pode ajudar o Brasil a ficar rico antes de envelhecer. A afirmação é do economista Delfim Neto (foto), que acaba de proferir palestra no V Fórum de Vida e Previdência, promovido pela Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi), nesta manhã, em São Paulo. O número de idosos está aumentando e é preciso que as pessoas preparem reservas para viver no futuro, ainda mais com o bônus da longevidade.

Tanto ele como o economista Marcos Lisboa, do Itaú, ressaltaram o momento único que o Brasil vive hoje, em virtude de construir uma base sólida econômica e social nos últimos anos, segundo informa o blog Sonho Seguro. Este é um momento propício para fazer reservas para o futuro. Segundo Delfim, uma das características do governo Lula foi conseguir reduzir a desigualdade social, o que faz o empresário acreditar que vale a pena investir, e o empregado acreditar em mudança social.

“As maiores crises brasileiras foram causadas por falta de energia ou pela falta de balanço nas contas governamentais. Hoje, temos esses dois itens sob controle, longe de ser um problema nos próximos 15 anos”, aposta Delfim Neto, citando o Pré-sal como uma fonte energética e também de reservas de um país.

Lisboa citou dois dos principais desafios do Brasil – a necessidade de investimentos em infraestrutura e a criação de mecanismos de financiamento, com preços adequados. “É preciso mudar muitas regras existentes hoje para que a iniciativa privada possa viabilizar os recursos necessários para o investimento em infraestrutura que o Brasil necessita”, disse Lisboa. “Veja o custo do transporte no Brasil. Qual o custo Brasil de um caminhão ficar dias para descarregar em um porto?”, indaga. Outro exemplo citado por Lisboa que precisa de revisões é a tributação de itens importantes para apoiar o crescimento econômico, como o custo energético e importação de computadores, por exemplo.

Um dos pontos vitais para este momento de bonança do Brasil é a confiança dos investidores e da sociedade na condução da política e da economia. Questionado pela plateia sobre se algo pode dar errado, Delfim Neto foi categórico: “O Brasil não tem competência para destruir este momento promissor de crescimento previsto para os proximos 15 anos”.

Tão enfático quanto ele foi Lisboa: “Desenvolvimento é um processo. Só há desenvolvimento quando resolvemos um problema e como consequência criamos outros dois. Vamos criar muitos problemas, que são parte integrante desse processo de crescimento. Precisamos entender que os problemas vão surgir e vamos resolver à medida que treinamos uma administração favorável e sustentável”.

Ambos destacaram que o crescimento do Brasil é o resultado da construção da sociedade nos últimos 20 anos. “O que podemos ver é que o crescimento pode ser mais ou menos aproveitado. Alguns setores ou regiões podem crescer mais ou menos, em razão das dificuldades com logística, por exemplo. Mas é um processo progressivo, de pequenas melhoras. Sem chance de alguém fazer com que tudo isso dê errado”, afirma Lisboa.

Em relação à capacidade de elevar a poupança das pessoas diante de um consumo desenfreado, tanto Delfim como Lisboa acreditam ser um desafio do mercado de seguros e previdência, que precisa ter produtos e serviços capazes de educar a sociedade a pensar no futuro e ver vantagens nisso. Não se trata de uma competição com o consumo, mas sim mostrar que poupar é uma questão de hábito.

“As pessoas têm desejos e é isso que motiva o crescimento”, diz Delfim, contando uma conversa com um senhor que comprava geladeira a prazo. “Se o senhor poupar por 24 meses vai se livrar desse juro e pagar menos”. O senhor prestes a fechar o financiamento lhe respondeu. “Sim. Eu sei. Mas quero assistir o jogo do timão com cerveja gelada nesses 24 meses”.

Ou seja, a população vai consumir e também está ávida por poupar, como mostra pesquisa da Fenaprevi, para quem formar reservas para o futuro é a prioridade dos lares brasileiros. Prova disso é que o percentual dos domicílios que planejam poupar era de 29% em 2008 e passou para 44% em 2010.

 

 

Bradesco cria projeto para ajudar idoso

Por Denise Bueno em 19/08/2010

42-21523224Desenvolver o respeito e a solidariedade pelo idoso é uma atitude nobre, principalmente nos dias de hoje onde as pessoas correm contra o tempo, deixando de lado detalhes vitais, como parar cinco segundos para ajudar alguém. Poucos se dedicam aos idosos, muitas vezes carentes financeiramente, afetivamente e de saúde. Na busca em humanizar o atendimento ao idoso, que em poucos anos representará 25% da população brasileira, o Bradesco vem apostando neste segmento da sociedade. A mais recente ação foi lançar o programa “Porteiro Amigo do Idoso”.

Segundo pesquisa realizada pelo grupo, os porteiros são os melhores amigos do idoso. No bairro carioca Copacabana, onde teve inicio o projeto, 3,3 a cada 10 moradores têm mais de 60 anos. A ação envolve o treinamento dos porteiros pelo Senac-Rio, que oferecerá o curso piloto para 250 porteiros. De acordo com a Bradesco, sindícos podem efetuar matrículas pelo telefone (021) 4002-2002.

Este projeto integra o programa de Longevidade, que já conta com a realização de um fórum anual, já em sua quinta edição, e também do Circuito de Corrida e Caminhada da Longevidade. “É uma forma que a seguradora encontrou de discutir a longevidade oferecendo à sociedade ações e ferramentas capazes de aprimorar a visão desse mercado crescente e cada vez mais consciente da importância da qualidade de vida, assegurada pelos avanços da medicina e pelas conquistas ofertadas pelos planos de previdência privada aberta, segmento no qual a Bradesco Vida e Previdência é líder de mercado no Brasil”, comenta Lúcio Flavio de Oliveira, em nota divulgada.

O projeto “Porteiro Amigo do Idoso” tem consultoria de Alexandre Kalache, da Academia de Medicina de Nova York, e coordenador de diversas ações para a longevidade ativa em Nova York. A intenção é que o trabalho a ser realizado em Copacabana possa, futuramente, ser propagado. O bairro será modelo desse projeto que integra as ações de responsabilidade social do Grupo Bradesco Seguros.

Oliveira ressaltou o compromisso do grupo segurador com o tema da longevidade e brincou com o fato de o lançamento ter atraído mais de 400 pessoas, que se dividiram em dois auditórios, sendo que em um deles, acompanhando a cerimônia de lançamento por telão. Além de síndicos, moradores, médicos representantes da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, também compareceram moradores ilustres do Rio, como o crítico musical e escritor Nelson Motta, ícone da música popular brasileira. Alexandre Kalache, que comandou as diretrizes globais para o envelhecimento ativo na Organização Mundial de Saúde (OMS) até 2008, disse que o grupo segurador deu um importante passo, maior até que governos, para assegurar qualidade de vida aos idosos.

 

 

Plano de previdência requer atenção*

Por Denise Bueno em 15/10/2009

1176463035xi0asd1*artigo escrito para a Revista Apólice

Quem poderia imaginar uma taxa de juros de um dígito no Brasil. Pois é. Poucos acreditavam que isto um dia aconteceria. Por isso, quase ninguém se dá conta do impacto da redução dos juros no plano de previdência. E aqui está uma grande oportunidade do corretor dar uma orientação relevante para o seu cliente.

Uma conta simples que todos podem fazer em site de corretoras, seguradoras, bancos ou de consultores financeiros é a simulação do impacto da taxa de juros no rendimento de longo prazo. Vamos imaginar que uma pessoa de 30 anos resolva poupar para a previdência. Com esta idade, poderá contribuir por 30 anos. Levando-se em conta a expectativa de vida, receberá seu benefício por 23 anos.

Se a disponibilidade deste cliente for de depósitos mensais de R$ 500, ele teria uma renda mensal de R$ 3,5 mil a partir dos 60 anos no ano passado, quando a taxa real de juro ainda era de 10% ao ano, época de vendas recordes de VGBL. Hoje, com a taxa Selic em 8,75% e juro real de 4,5% (descontada a inflação), a renda mensal desde mesmo plano cai para R$ 1,3 mil.

Isso aconteceu pois o principal item da simulação feita naquela época – a taxa de juro – mudou significamente. Há apenas dois anos, os juros estavam em 12,50% e há quatro, em 19,75%. Isso faz uma enorme diferença no planejamento da aposentadoria. Um impacto e tanto para a realização dos sonhos futuros. De deixar qualquer cliente preocupado e grato por ter sido alertado.

Há algumas saídas. Aumentar o valor do depósito mensal, ter um objetivo que exija menos recursos financeiros ou arriscar a aumentar o retorno financeiro do fundo correndo mais risco. Foi exatamente esta última alternativa que fez surgir nos Estados Unidos os fundos “life time” ou “life cycle funds”, lançados no Brasil em 2006 como fundos ciclos de vida pela BrasilPrev, Icatu e MetLife, ou fases da vida, como batizou o Itaú.

Esses fundos foram lançados para clientes com pouca experiência no mercado financeiro. Além de ter um forte coração para lidar com o sobe e desce das bolsas, o consumidor precisa entender um pouco de fundamentos econômicos para saber escolher ações de companhias promissoras, o momento mais oportuno de comprar e vender os papéis e ter tempo para cumprir a burocracia de negociar a carteira no dia a dia para atualizá-la. Pode também encontrar um home-broker ou optar pelos fundos “ciclo de vida”, onde os gestores de recursos fazem todo aquele trabalho citado anteriormente.

O objetivo desses planos é buscar um equilíbrio entre o tempo que o cliente tem para fazer a sua poupança e os riscos que pode correr nos diferentes períodos da vida. O cliente determina qual o valor que necessitará no futuro e quando precisará do dinheiro. Os gestores ficam com a responsabilidade de otimizar o retorno financeiro e proporcionar maior tranqüilidade no momento de utilização do patrimônio acumulado, calibrando as apostas em renda fixa e renda variável.

Quanto mais jovem, maior será a alocação dos recursos em ações. Na medida em que a data de realização do projeto de vida se aproxima, menor será o investimento em renda variável, com os ativos aplicados em um porto mais seguro, como os títulos de renda fixa públicos ou privados. Na Brasilprev, a recomendação é que se o resgate estiver programado para 2020, o percentual de ativos aplicados em ações passará, ao longo dos anos, de 20% para 30%. Se o limite for o ano de 2030, o percentual cresce de 34% para 42%, e, no último caso, para a data final de 2040, a migração é de 45% para 49%.

Apesar da aparente facilidade, é preciso acompanhar de perto o rendimento desses fundos, as notícias do mercado financeiro e se ele realmente está adequado à realidade do cliente. Afinal, a recente crise financeira adiou o sonho de milhares de americanos que no passado ficaram empolgados com as apostas no mercado acionário e mesmo estando perto da idade de se aposentar, tinham 90% do portfólio em ações, o que não é recomendado. Agora, o tempo de trabalho aumentou em média cinco anos para recuperar as perdas geradas com a crise e poder se aposentar com o que haviam planejado quando ingressaram no plano.

É necessário que fique claro para o consumidor o que ele está levando para casa, pois na maioria das vezes ele não é capaz de perceber isso sozinho. Muitos já estão atentos à necessidade de correr mais riscos. Em janeiro de 2008, cerca de 25% do dinheiro dos investidores estava em fundos de previdência com ações e 75%, nos de renda fixa. Atualmente, a relação mudou para 20% e 80%, respectivamente.

Como a bolsa praticamente recuperou as perdas do último trimestre de 2008 no primeiro semestre de 2009, os ansiosos que sacaram os recursos perderam. Por isso, é preciso ficar de olho na rentabilidade e nas taxas cobradas pelos fundos, principalmente neste período de ajustes de custos promovido pelas empresas de previdência. Afinal, um ponto percentual faz uma grande diferença em uma aplicação de longo prazo.

 

 

Seguradoras têm prazo maior para portabilidade*

Por Denise Bueno em 29/06/2009

A portabilidade dos planos de previdência terá prazo de até dez dias para ser efetivada pelas seguradoras, e não mais quatro dias como determinava a regulamentação. A mudança começa a valer a partir de agosto assim que for aprovada pela Superintendência de Seguros Privados (Susep). O pedido foi feito pelas seguradoras, que argumentaram que o prazo anterior era insuficiente para a burocracia interna necessária para transferir os recursos.

Os investidores de planos de previdência privada aberta, com R$ 151 bilhões aplicados no primeiro quadrimestre deste ano, intensificaram o uso da portabilidade desde setembro de 2008, com o agravamento da crise. Tanto os que estavam insatisfeitos com a performance do seu plano como os que buscaram nos bancos federais um porto mais seguro descobriram a facilidade de transferir seus recursos usando a portabilidade de forma simples, sem custos e com a manutenção de incentivos fiscais.

Segundo Marco Antonio Rossi, vice-presidente da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi), as seguradoras processam uma média de 5 mil pedidos de portabilidade mensalmente entre os 12,2 milhões de planos existentes. Hoje, há pedidos de resgates que podem ultrapassar o prazo médio, o que causa transtorno entre clientes e seguradoras. “Todos estão empenhados em fazer a transferência em até dez dias.”

A agilidade na transferência, que no início chegava a demorar três meses, foi possível em razão da implementação, em maio de 2006, do Sistema para Intercâmbio de Documentos Eletrônicos (Side), uma iniciativa da então Associação Nacional de Previdência Privada (Anapp), atual Fenaprevi.

O sistema funciona como uma câmara de compensação para a portabilidade de planos de previdência aberta e registrou 152 mil de transferências entre abril de 2006 até maio deste ano, segundo dados da entidade. Em 2007, o Side registrou um volume financeiro de R$ 1,46 bilhão. No ano seguinte passou para R$ 2,1 bilhões.

Nos quatro meses deste ano, o volume já atinge R$ 870 milhões e a perspectiva é de que deva superar os valores registrados no ano passado em razão do momento conjuntural. À medida em que a rentabilidade começa a cair, o investidor passa a rever o seu portfólio. No Brasil, o assunto está ainda mais latente em razão da queda da taxa de juros, a Selic, tornando a velha e tradicional caderneta de poupança mais atraente do que muitas aplicações financeiras.

A portabilidade ocorre sem pagamento de multas ou impostos se a migração for feita dentro do prazo de carência. A legislação determina que a carência não pode ultrapassar 60 dias, prazo adotado pela maior parte das empresas do setor. Ou seja: os recursos devem ficar por pelo menos dois meses aplicados no mesmo administrador. A principal vantagem, que vale para todos os planos de previdência, é a manutenção do incentivo tributário.

O uso da portabilidade, segundo os executivos, tem se dado basicamente pela troca de contas dos clientes entre bancos, por mudança de emprego ou para centralizar as operações bancárias em uma única instituição e, assim, ganhar descontos nas tarifas. José Eduardo Vaz Guimarães, diretor de produtos e mercado da Brasilprev, informa que 45% dos clientes que usam a portabilidade buscam concentrar recursos em uma ou duas instituições. A busca por melhores taxas representa 35% da portabilidade registrada pela Brasilprev.

Edson Franco, diretor de previdência do Santander, não acredita num cenário de guerra de preços para conquistar o cliente de previdência. “O relacionamento de longo prazo conta pontos. A portabilidade é mais uma ferramenta de gestão entre as entidades do que um estímulo à redução de tarifas apenas pela concorrência, sem bases técnicas.”

A Icatu Hartford e a HSBC Seguros registraram considerável aumento no volume de portabilidade no quarto trimestre do ano passado, em razão do agravamento da crise. “Foi um período tumultuado para todo o mercado, mas que já retomou para níveis de normalidade neste ano”, diz Luciano Snel, diretor de produtos da Icatu. “Muitos clientes optaram por portar recursos para bancos federais”, acrescenta Edson Lara, do HSBC.

Na Bradesco Previdência e Vida o volume de portabilidade se manteve dentro da normalidade, diz Rossi. A Brasilprev foi beneficiada pela crise, também por contar pontos o fato de ter como um dos principais acionistas o Banco do Brasil. Segundo Guimarães, de cada R$ 1 que perde, traz R$ 3, segundo cálculos baseados no primeiro quadrimestre deste ano.

“É importante levar em consideração pontos técnicos antes de optar, para não perder vantagens que podem estar embutidas numa palavra complicada, como tábua atuarial”, alerta Snel. Ela é que vai determinar a taxa que será cobrada quando o patrimônio do fundo aberto for transformado em renda

*Matéria feita com exclusividade para o suplemento “Portabilidade”, veiculado no jornal Valor Econômico

 

 

Busca por melhores taxas estimulam portabilidade*

Por Denise Bueno em 29/06/2009

As instituições financeiras estão em busca de serviços que atendam a um perfil de consumidor diferente do passado, que depositava todas as fichas no relacionamento com o velho e bom gerente do banco.
Hoje, o relacionamento é praticamente virtual. O que conta pontos na hora da escolha são os históricos de desempenho de rentabilidade, os custos e informações transparentes para que o cliente possa avaliar a solidez da instituição frente à mais grave crise financeira do século.

Esse novo perfil de cliente traz mudanças significativas para as empresas. Segundo uma pesquisa realizada pela Mercer, uma das principais consultorias de previdência do mundo, 95% das pessoas sacam 100% dos recursos acumulados quando se aposentam. O que deixa subentendido que o dinheiro terá um uso imediato.

O maior índice de pessoas que portam os recursos previdenciários, no entanto, está na faixa etária de até 25 anos. “Isso prova que vem aí uma nova geração, diferente da anterior, que pouco teve acesso à educação financeira e por isso tem dificuldades de buscar e entender os produtos financeiros”, Carolina Wanderley, consultora da Mercer.

Yvo Prado, superintendente de produto da corretora Pamcary, 48 anos, faz parte de uma geração que cresceu sem educação financeira, mas que aprendeu a buscar informações para evitar as perdas registradas pela geração de seus pais. Comprou um plano de previdência para garantir um futuro melhor na aposentadoria. Optou por fazer a aplicação em um PGBL para ter o incentivo fiscal do abatimento de 12% da renda bruta na declaração completa do Imposto de Renda no Bradesco, onde centraliza sua rotina bancária.

Cinco anos depois da compra do plano, ao ler a edição da revista “Valor Invest” com o ranking dos fundos de previdência, percebeu que a sua poupança estava aplicada em um plano com apenas duas estrelas. “Quando comecei a analisar, vi que pagava taxas elevadas e ainda tinha uma rentabilidade menor do que a média”, conta. Foi até a agência para negociar com o gerente, com a revista em punho. “Ele me disse que era assim mesmo e não poderia mudar as características do produto.”

Os gerentes têm, efetivamente, pouca flexibilidade para negociar. O produto é aprovado pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), o órgão regulador, e proíbe a mudança das características. “A taxa de administração não pode ser mudada, mas podemos negociar a taxa de carregamento”, explica Edson Lara, gerente de produtos do HSBC Seguros.

Prado decidiu ir ao Banco do Brasil para aplicar num plano da Brasilprev. “Nunca imaginei que fosse tão simples. Apenas assinei um papel que o gerente do banco me trouxe e recebo em casa um boleto que pago pela internet para fazer o aporte mensal. Se quiser fazer um depósito único, consultar saldos e taxas, acesso o portal na web”, conta.

*Matéria feita com exclusividade para o suplemento “Portabilidade” do jornal Valor Econômico

 

 

Uma tempestade ameaça a aposentadoria mundial

Por Denise Bueno em 17/06/2009

42-21521821Há uma grande tempestade sobre a aposentadoria mundial. Se nada for feito, os efeitos serão devastadores no futuro. Esta é uma das conclusões da pesquisa “O Futuro da Aposentadoria, Tempo de se Planejar”, divulgada pelo HSBC. Segundo Clive Bannister, diretor mundial de seguros do HSBC, esta tempestade vem se formando nos últimos anos e foi agravada pela crise financeira.

“A mudança demográfica, com o aumento da expectativa de vida e queda nas taxas de natalidade, a redução dos benefícios por parte de governos e de empresas, a queda nos rendimentos dos fundos dificultando o acréscimo do patrimônio acumulado, a interrupção dos depósitos por parte de empresas e indivíduos na poupança previdenciária em razão dos efeitos da crise são fatores que certamente podem comprometer o futuro da sociedade”, diz o executivo em mensagem gravada em vídeo e apresentada no lançamento da quinta edição do estudo.

“A sociedade vai ser melhor se criar o hábito de poupar”, reforça Fernando Moreira, presidente da HSBC no Brasil, durante o evento. “E poupar não é um fato conjuntural, ter ou não dinheiro. É cultural”, afirma, citando o exemplo dos chineses, que poupam, independentemente da faixa salarial, uma média de 30% da renda mensal. Já os americanos não poupam. Os europeus estão na média de 20% e os brasileiros por volta de 7%.

Segundo ele, o grande desafio para as empresas de previdência e governo é o investimento em educação financeira. Qual a idade de se aposentar com o efeito da longevidade? Quanto de reservas as empresas, os governos e as pessoas precisam fazer para ter uma sociedade saudável? E ao fazer a poupança previdenciária, onde aplicá-la, de forma a ter recursos para viver uma vida saudável na melhor idade?

A quinta edição do estudo, que ouviu 14 mil pessoas de 15 países, de 30 a 70 anos, sendo 1 mil pessoas entrevistadas no Brasil, relatou que, apesar do envelhecimento mundial da população, há uma imensa falta de preparação das pessoas em relação ao seu futuro, em muitos casos, como no Brasil, observado principalmente como conseqüência do baixo nível de compreensão de suas finanças atuais e de como estas poderão vir a ser no futuro. Um dado alarmante: 94% não estão preparados para o futuro. Apenas 6% dos brasileiros acreditam estar bem preparados para aposentadoria, enquanto são 13% no mundo.

Cerca de 35% dos brasileiros acreditam entender bem suas finanças de curto prazo, contra o dado mundial de 45%. Dois terços dos brasileiros (63%) nunca tiveram nenhuma forma de consultoria financeira profissional, acima da média mundial de 47%.

A crise econômica trouxe riscos para o futuro em termos de aposentadoria. Segundo a pesquisa, a turbulência afetou as finanças de 92% dos entrevistados, seja pela perda de emprego, por prejuízos em investimentos ou mesmo para pagamento antecipado de dívidas por não saber se perderá a renda com a nova modelagem mundial desenhada com a desaceleração da economia. Isso faz com que 19% afirmem que não vão se aposentar com a renda que pretendiam e outros 10% estão certos de que terão de trabalhar mais tempo para repor os recursos necessários no fundo para arcar com os custos necessários na aposentadoria.

Especialmente no Brasil, a queda da taxa básica de juros da economia requer uma revisão das taxas cobradas em fundos de acumulação de recursos, que hoje perdem para a mais tradicional das aplicações, a caderneta de poupança. Nos primeiros sete dias úteis de junho, a poupança somou R$ 2 bilhões em novos depósitos, já descontados os saques, segundo o Banco Central. O volume é maior que toda a captação líquida de maio, quando os depósitos somaram R$ 1,8 bilhão.

Com retorno menor, os fundos DI perderam R$ 2,2 bilhões, e os de renda fixa, R$ 1,7 bilhão nos primeiros sete dias úteis do mês, segundo a Anbid. “Há uma agenda de negociações com o governo para que as instituições adequarem seus custos a nova realidade de taxas de juros de um dígito e também de estímulos fiscais para quem quer poupar”, diz Moreira.

O incentivo fiscal é um pedido de boa parte dos entrevistados, como estímulo para organizarem suas poupanças individuais, uma vez que governos e empresas reduzem os benefícios concedidos. Cerca de 40% dos brasileiros são favoráveis ao encorajamento de poupança privada por meio de isenções fiscais, contra o dado global de 31%. Apenas 3% são a favor de aumento de impostos para pagar por melhores aposentadorias/ pensões sociais, bem menor que a média global de 13%. Pouco mais de 9% dos brasileiros são a favor de aumentar a idade limite da aposentadoria e apoiar as pessoas a trabalhar por mais tempo, quase metade da média global de 16%.

Quando o tema é a crise financeira, os brasileiros se mostram mais otimistas e os japoneses revelam o lado conservador de sua cultura. Embora o FMI espere que o Brasil permaneça em recessão durante 2009 e meados de 2010, 45% dos brasileiros esperam que a desaceleração deverá durar menos de 12 meses. Globalmente este percentual cai para 29%. No Japão, o índice dos que acreditam que a crise dura mais do que 12 meses supera 50%.

Muitos consideraram, no entanto, que a desaceleração deverá continuar a afetar-lhes por um tempo, mesmo depois de ter acabado, refletindo suas conseqüências no mercado de trabalho, no rendimento das poupanças e investimentos. Neste cenário, as famílias estão reduzindo despesas com grandes e pequenas compras e também pagando suas dívidas. Inclusive, a questão das dívidas é um tema forte para os brasileiros. 23% dos entrevistados a escolheram como um potencial obstáculo para economizar (em comparação com 18% a nível mundial). Outros 22% dizem que gostariam de procurar aconselhamento financeiro para ajudá-los a fazer escolhas melhores.

“A longevidade é um fato, o que resulta numa grande necessidade de incentivar a educação financeira na vida do brasileiro desde cedo. Somente com informação e planejamento, as pessoas poderão ter qualidade de vida na aposentadoria”, diz o presidente da HSBC Seguros. Segundo Moreira, o Brasil se defronta com uma sociedade em envelhecimento. “Neste cenário, vemos os indivíduos adquirindo mais necessidade de se responsabilizar pelo financiamento de sua aposentadoria, dado que a confiança de que os governos são capazes de cumprir com essa obrigação é baixa”.

A pesquisa conclui que como estratégia de sobrevivência à crise econômica, as pessoas focaram em reduzir suas despesas e dívidas. Como forma de solucionar a questão, o primeiro passo é a necessidade imediata de revisão das finanças pessoais e, principalmente, do aumento do acesso à educação financeira e ao aconselhamento profissional. “Cabe às instituições financeiras e ao governo estimular que as pessoas poupem para que tenhamos uma sociedade saudável no futuro”, finaliza Fernando Moreira.

 

 

Bradesco mantém previsão de crescer 10% no ano

Por Denise Bueno em 02/06/2009

images1A Bradesco Seguros e Previdência prevê manter o ritmo de crescimento de 10% neste ano, o que a levará, se confirmado, encerrar 2009 com faturamento próximo de R$ 24,5 bilhões tendo como base os R$ 22 bilhões registrados em 2008. Tal desempenho, em um cenário de crise, com previsão de estagnação do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, será sustentado pela venda de produtos para as classes de menor renda.

“Há uma maior cultura de seguros no País, que ainda exibe um percentual muito aquém dos países desenvolvidos em relação ao PIB, de 3,5% para uma média de 9%”, disse Marco Antonio Rossi, presidente da Bradesco Seguros e Previdência, durante coletiva concedida aos jornalistas no II Fórum de Riscos, promovido ontem em São Paulo.

Segundo ele, a demanda por seguros e previdência continua aquecida mesmo com os sinais de enfraquecimento da economia. “Registramos crescimento em praticamente todos os nichos de negócios”.

Já o banco Bradesco revisou para baixo o crescimento do crédito. Antes previsto para evoluir entre 12% e 17%, Luiz Carlos Trabuco Cappi, presidente do banco, estima um avanço de 10% para este ano. Na semana passada, o banco anunciou prazos maiores e taxas menores para incentivar os financiamentos. A inadimplência, disse, está em patamares aceitáveis.

Rossi informou que a crise pouco afetou a atividade de seguros e previdência. Pelo contrário. A carteira de automóvel foi beneficiada pela redução do IPI. Um dos temores dos executivos do setor é do aumento da criminalidade, típico em épocas de crise. Mas até agora, segundo ele, os indicadores do grupo segurador não apresentaram alterações significativas.

A segunda edição do Forum de Risco debateu os riscos a que o planeta e a sociedade estão expostos. Sérgio Besserman Vianna, Presidente da Câmara Técnica de Desenvolvimento
Sustentável da Prefeitura do Rio de Janeiro e Conselheiro do WWF Brasil, proferiu a palestra “Riscos que o planeta e a sociedade estão sujeitos”. Ele fez comentários que levaram a platéia a refletir sobre os diversos riscos a que todos estão expostos, desde a interrupçao dos negócios por catástrofes agravadas pelas mudanças climáticas até pela alteração no hábito do consumidor ao optar por emitir menos CO2 em suas atitudes cotidianas.

“Se todos fizerem a sua parte e mais um pouco, a previsão é de que daqui a 100 anos o aquecimento global suba três graus, o que seria suficiente para mudar toda a realidade que vivemos hoje. Uma mudança mais radical do que a trazida pela informática. Se não fizermos a nossa parte, a situação é alarmante, com um grande risco para a civilização”,

Ele citou um exemplo pitoresco para ilustrar os riscos a que todos estão expostos. “Boa parte da emissão de carbono feita pelos homens é para agradar as mulheres”, disse o irmão do humorista Bussunda, falecido no ano passado. Segundo ele, uma boa mudança para reduzir a emissão de carbono poderia vir do comportamento feminino.

“Quando tivermos um jovem num carro de ultima geração de um lado e um outro com um notebook, equipado com toda a coleção de Eça de Queiroz e este ultimo fizer mais sucesso com as mulheres do que o primeiro, com certeza o padrão de consumo da população mudará completamente e com ele toda a cadeia de negócios”.

Segundo Rossi, a indústria de seguros tem acompanhado a tendência de mudança de habito da população, assim como ofertado produtos adequados a nova realidade de riscos criada com as mudanças climáticas. “Temos produtos para proteger o cidadão de praticamente todos os riscos da vida moderna, que vão desde os de mudanças climáticas, como os que afetam a saúde até as conseqüências de longevidade”.

*matéria da autora feita com exclusividade para o site www.viverseguro.org.br

 

 

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