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FenaCap divulga que segmento cresceu 7,1% no bimestre

Denise Bueno
Escrito por Denise Bueno

De acordo com os números divulgados pela FenaCap (Federação Nacional de Capitalização), o segmento registrou um faturamento acumulado de R$ 3,3 bilhões nos dois primeiros meses do ano. O montante representa um crescimento de 7,1% na receita das empresas de capitalização, em comparação a igual período do ano passado. “É o primeiro avanço da arrecadação nos últimos dois anos”, diz Marco Barros, presidente da FenaCap.

Segundo ele, o volume das reservas, constituídas pelos recursos de títulos de capitalização ativos, se manteve no mesmo patamar registrado em 2017, fechando em R$ 29 bilhões. Sinal de que a melhora de alguns indicadores econômicos já começa a ser sentida, os resgates finais e antecipados de títulos recuaram 1,8%, somando R$ 2,8 bilhões. Os prêmios pagos em sorteios a clientes de todo o país alcançaram R$ 170 milhões, o que equivale ao pagamento de R$ 4,2 milhões por dia útil do período.

O segmento aposta no cenário de inflação e juros baixos para uma retomada ainda em 2018. “A capitalização está cada vez mais presente na vida das pessoas, seja como solução para a conquista da disciplina financeira, para garantia locatícia, para o exercício da filantropia ou para alavancagem de outros segmentos econômicos”, diz Marco Antonio Barros, presidente da FenaCap.

Região Centro-Oeste puxa o crescimento

Todas as regiões contribuíram para a performance do faturamento positivo do segmento de títulos de capitalização no primeiro bimestre de 2018. No ranking geral, a Região Centro-Oeste foi a que mais cresceu, cerca de 10,76%, registrando uma receita de R$ 261 milhões. A região também se destacou na distribuição de prêmios, foram R$ 14,2 milhões, crescimento de 20,31%.

Marco regulatório

A Fenacap tem trabalhado de maneira colaborativa com a Susep para a implantação do novo marco regulatório do setor, a fim de que as regras sejam adequadas à nova realidade do mercado e garantam o crescimento sustentado de um segmento que já emprega, direta e indiretamente, mais de 70 mil pessoas, contribui para a educação em seguros e para a formação de poupança de longo prazo no país. A Federação se manifestou em audiência pública sobre o marco regulatório, buscando contribuir com sugestões, no intuito de agregar valor a pontos que pudessem gerar dúvidas.  “Estamos bastante otimistas com o resultado final”, conclui Marco Barros.

Sobre a Autora

Denise Bueno

Denise Bueno

Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista da revista Apólice, especializada em seguros, e também do SindSeg-SP. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalizacao entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil.

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