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Cigna compra Express Scripts por US$ 67 bilhões

Denise Bueno
Escrito por Denise Bueno

Fonte: Bloomberg

A Cigna, companhia de seguros de saúde dos EUA, vai comprar a Express Scripts num negócio de US$67 bilhões divididos em dinheiro e ações, de acordo com a Bloomberg.

A Cigna quer comprar a Express Scripts num negócio que atinge os 67 mil milhões de dólares. A oferta pressupõe uma contrapartida de 48,75 dólares em dinheiro e 0,2434 das ações, por cada título da Express Scripts, anuncia a companhia em comunicado, esta quinta-feira, 8 de Março.

Já em Novembro passado a Express Scripts, que também atua no sector da saúde, anunciou estar disposta a um negócio por um preço adequado, embora não estivesse ativamente à procura de um.

“Não precisamos de vender a companhia para sermos bem-sucedidos no futuro, mas estamos sempre abertos àqueles que possam concluir subitamente que querem o que temos” afirma o líder executivo da Express Scripts, Tim Wentworth.

A aquisição vai mexer com a indústria que lidera a prescrição de medicamentos nos programas de seguros. A Express Scripts cobre mais de 100 milhões de pessoas, no entanto, a sua rival está se tornando taticamente cada vez mais agressiva no controle de custos, negando a cobertura de certos medicamentos e exigindo co-pagamentos elevados para os tratamentos médicos mais caros.

Na mesma altura deste acordo a Express Scripts perde também o seu maior cliente. Isto porque o ano passado, a companhia de seguros Anthem Inc. anunciou que iria formar a sua própria unidade na área farmacêutica, acusando a Express Scripts de cobrar em demasia em cerca de US$ 1 bilhão.

A perda da Anthem Inc. já a partir de 2019, colocou pressão na Express Scripts numa altura de vários movimentos de fusões e aquisições na indústria da saúde. Em dezembro passado, a Anthem anunciou combinar-se com a CVS Health num negócio de US$67,5 bilhões, tornando-se a maior cadeia de medicamentos dos EUA e a terceira maior companhia de seguros de saúde.

Sobre a Autora

Denise Bueno

Denise Bueno

Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista da revista Apólice, especializada em seguros, e também do SindSeg-SP. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalizacao entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil.

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