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Seguro para eventos é uma aposta promissora, garante executiva da Chubb

Denise Bueno
Escrito por Denise Bueno

Juliana Santos, responsável pela área de seguros de entretenimento da Chubb, aposta na divulgação de seguro para eventos entre os pequenos e médios produtores. “Para os pequenos e médios, que são a grande maioria, é possível cotar, fechar negócio e emitir a apólice em até 24 horas, a partir de qualquer localidade do Brasil e a qualquer hora, pela internet”, conta ela. Veja abaixo trechos da entrevista concedida ao blog Sonho Seguro.

2017 foi um ano recorde de grandes shows no Brasil. Como isso ajudou o segmento de seguros?

Em 2017 houve grandes shows e isso contribuiu com o segmento de seguros, uma vez que, por essa razão, foi possível comercializar grandes apólices. Esse foi um aspecto positivo em um período ainda influenciado pela retração econômica, que afetou o poder aquisitivo da população como um todo. De qualquer maneira, em relação a 2016, observamos que no ano passado houve uma melhora gradativa no ritmo dos negócios dentro do setor de eventos e essa tendência ainda continua.

Quais os principais seguros comprados pelos produtores?

Atualmente, um dos seguros mais solicitados pelos produtores de eventos é o de responsabilidade civil. As coberturas abrangem danos corporais, materiais e morais ao público presente e aos profissionais contratados de forma direta e indireta para os serviços de montagem e desmontagem das estruturas. Outro seguro muito procurado é o de acidentes pessoais, que cobre lesões físicas ou morte em função de quedas, desabamentos e várias outras ocorrências. Temos ainda o seguro de riscos diversos, que pode indenizar perdas relacionadas com condições climáticas, além de prejuízos por danos a equipamentos, instrumentos musicais, objetos cenográficos e estruturas retráteis.

Quais seguros deverão passar a ser mais procurados?

As coberturas de seguro para cancelamento, adiamento e interrupção de eventos passaram a ser procuradas de forma mais intensa no Brasil. Isso ocorre na medida em que fica cada vez mais clara a extensão dos prejuízos provocados pela suspensão de um evento. Grande parte das perdas se refere a gastos com publicidade, locação de espaço, contratação das atrações, serviços de montagem e desmontagem de equipamentos, devolução dos valores dos ingressos já adquiridos e vários outros.

A exigência de seguro pelas autoridades tem ajudado?

A Câmara Federal tem aprovado em suas comissões internas um projeto de lei que pretende tornar obrigatória a contratação da cobertura de Responsabilidade Civil para qualquer tipo de evento. Conforme o projeto, nas ocasiões em que houver cobrança de ingresso, a apólice de Acidentes Pessoais também deverá ser adquirida. O processo se encontra no último estágio antes de seguir a plenário, para votação. Motivada pela tragédia ocorrida na boate Kiss, a proposta tem o objetivo de abrandar as consequências de incêndios, destruições ou explosões de qualquer natureza.

Como anda a cultura do seguro entre os eventos corporativos e de shows e feiras de menor porte?

Os organizadores de grandes feiras no Brasil estão começando a exigir que cada estande contrate um seguro para o seu espaço. Esse é o início de um processo que já há muitos anos está consolidado nos países mais desenvolvidos. Para o Brasil, esse é um marco importante dentro do processo de conscientização. Não deverá durar muito até que o processo chegue também aos organizadores de médias e pequenas feiras, na medida em que passem também a perceber que seus negócios poderão ficar comprometidos em função de incidentes como quedas, desmoronamentos, incêndios e outras possibilidades. De uma forma geral, muitos organizadores de pequenos e médios eventos já estão conscientes da importância do seguro, sobretudo no eixo Rio-São Paulo. Mas é verdade que a maioria ainda deixa para a última hora a contratação da apólice. Em função disso, a Chubb passou a emitir em até 24 horas as apólices para eventos dos mais variados portes, desde um simples casamento a um grande festival. O boleto e o certificado já estavam sendo emitidos dentro desse prazo. Agora, a apólice está também sendo processada com a mesma rapidez.

Quais as expectativas para 2018?

Hoje, o Brasil está na 15ª colocação no ranking dos países que mais realizam eventos, conforme o International Congress & Convention Association (ICCA). Como logo antes da crise o Brasil se encontrava no 7º lugar, é razoável considerar que o país poderá galgar posições nesse mesmo ranking ao longo da retomada da economia – o que irá favorecer o setor de seguros para eventos. Para contribuir com esse processo de expansão, a Chubb está apresentando aos corretores amplas condições para oferecer seguros aos promotores de eventos dos mais variados portes. Para os pequenos e médios, que são a grande maioria, é possível cotar, fechar negócio e emitir a apólice em até 24 horas, a partir de qualquer localidade do Brasil e a qualquer hora, pela internet. Já com relação aos grandes eventos, a Chubb disponibiliza uma equipe de engenheiros especializados no setor, a fim de analisar os riscos rapidamente. Assim, para os corretores de seguros, não há como deixar de fechar negócio. Basta que se especializem cada vez mais nesse promissor nicho de seguros para eventos.

Sobre a Autora

Denise Bueno

Denise Bueno

Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista da revista Apólice, especializada em seguros, e também do SindSeg-SP. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalizacao entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil.

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