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Investimento em insurtechs soma US$ 2,3 bi em 2017, revela estudo da Willis

Denise Bueno
Escrito por Denise Bueno

2017 foi outro ano de investimento recorde em insurtechs, as novatas de tecnologia que estão revolucionando o mercado segurador mundial. Pelo menos é isso que mostra a quarta edição do InsurTech Briefing produzido pela corretora Willis Towers Watson. O estudo mostra que no quarto trimestre de 2017, os investimentos em insurtechs totalizaram US$ 697 milhões e US$ 2,3 bilhões no ano de 2017, alta de 36% em relação a US$ 1,7 bilhão registrado em 2016.

Cerca de 65% dos investimentos estabelecidos até o momento se concentraram em melhorar a atual cadeia de valor, já que as (re) seguradoras buscam otimizar a eficiência da entrega, subscrição, indenizações e outras funções administrativas. O capital externo que entra na indústria procura por possíveis unicórnios (empresas avaliadas em mais de US$ 1 bilhão), financiando idéias disruptivas e tecnologias revolucionárias que podem parecer loucas no início.

O estudo destaca a tendência significativa em mudanças fundamentais para (re) seguros provenientes de fora do setor tradicional. A aquisição da Cywern (start-up de modelagem de risco cibernético) de US$ 275 milhões da Guidewire marca a entrada de uma empresa de tecnologia em um nicho de mercado atraente, o que pode representar uma das oportunidades de crescimento mais convincentes no setor de (re) seguro. É interessante que uma das principais empresas de modelagem de risco cibernético tenha sido adquirida por um fornecedor de tecnologia e não uma (re) seguradora, comenta o estudo.

O principal crescimento, segundo a pesquisa da Willis, concentra-se ainda nas necessidades de back-office das companhias. Com a tecnologia avançando a um ritmo sem precedentes, os operadores locais estão cada vez mais eleitos para terceirizar funções para novos operadores altamente especializados, alugando módulos evolutivos de tecnologia que podem ser adaptados às suas necessidades individuais.

A pesquisa nas (re) seguradora mostra que a inovação não se correlaciona necessariamente com a geografia, tamanho ou mesmo produto subjacente. Aa quatro empresas citadas como as mais inovadoras (Munique Re, Lemonade, AXA e Swiss Re) variam em tamanho de centenas de milhões para mais de US$ 30 bilhões, representam produtos de linhas comerciais ou pessoais, foco em seguros ou resseguro e possuem plataformas globais ou locais.

Sobre a Autora

Denise Bueno

Denise Bueno

Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista da revista Apólice, especializada em seguros, e também do SindSeg-SP. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalizacao entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil.

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