mercado

Surpresa com VGBL em novembro reverte tendência estatística, segundo CNseg

Denise Bueno
Escrito por Denise Bueno

Fonte: CNseg

Desconsiderado o DPVAT, cuja arrecadação vem sendo afetada por medidas administrativas da Susep, os dados de janelas móveis de 12 meses até novembro divulgados pela Autarquia decepcionaram pela súbita reversão de tendências. Até outubro, as séries móveis mostravam contínuo crescimento nominal que chegou a 9,7%, enquanto o mês de novembro foi tão afetado que derrubou a taxa para 8,2%.

Mas, sabe-se que os Planos de Acumulação, especialmente o VGBL, têm forte peso na composição da carteira total de seguros. No ano de 2017, aquele último representa mais de 44%, ex-DPVAT. Pois então, foi a desaceleração do VGBL, saindo de incrementos na faixa de dois dígitos altos ao longo de todo o ano para 9% em novembro, quem fez toda a diferença.

Analistas do ramo de Vida e Previdência atribuem esse efeito a comportamento atípico de uma das companhias líderes do segmento. Apenas para tornar prático esse efeito para o conjunto do mercado de seguros (ex-DPVAT), sem o VGBL a evolução em 12 meses terminados em agosto foi de 5,2%, em setembro de 6,0%, em outubro de 7,3% e de novembro ainda cresceu para 7,6%.

A Reforma da Previdência é a ação de curto prazo mais importante para garantir o equilíbrio de longo prazo para as contas públicas e a solvência da economia brasileira. A opinião é do Ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, que, em entrevista exclusiva à Revista de Seguros, destacou: “Sem essa reforma, a fexibilidade do Orçamento para uma atuação discricionária do Governo e o Novo Regime Fiscal fcam comprometidos num futuro próximo, com impactos negativos no risco Brasil”.

Segundo o Ministro, o efeito sobre investimentos, infação e câmbio, gerado pela não aprovação da reforma, poderá resultar em perda de três a cinco salários mínimos (cerca de R$ 2.810 a R$ 4.680) na renda de cada brasileiro ao longo dos próximos anos”.Ainda observando a série de 12 meses até o mês de novembro, não há outras surpresas.

O segmento de Automóveis segue em lenta recuperação. Os segmentos de Crédito e Garantias, Rural e Vida/Prestamista permanecem com comportamento muito forte. Agora, faltando apenas um mês para o fechamento de dados de desempenho de 2017, e depois desse novembro desconcertante, ninguém pode se arriscar muito a prever o que acontecerá ao apagar das luzes, já que se trata de período de sazonalidades e esforços de venda extraordinários.

Sobre a Autora

Denise Bueno

Denise Bueno

Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista da revista Apólice, especializada em seguros, e também do SindSeg-SP. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalizacao entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil.

Deixar um comentário