mercado

Seguradoras lucram R$ 12,1 bilhões até novembro, segundo dados da Susep agrupados pela Siscorp

Denise Bueno
Escrito por Denise Bueno

As seguradoras consolidaram lucro líquido de R$ 12,1 bilhões de janeiro a novembro deste ano, praticamente igual ao registrado no mesmo período do ano anterior, de R$ 12,3 bilhões, segundo ranking elaborado pela consultoria Siscorp, com base nos dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep). Os dados consolidados de 2017 geralmente são divulgados em fevereiro, quando as seguradoras divulgam suas demonstrações financeiras. Segundo a CNseg, a expectativa é de que o setor apresente crescimento entre 9% e 10,5% nas vendas. Até outubro, o avanço foi de 9,4%. Em números absolutos, todo o mercado supervisionado pela Susep acumulou em dez meses a cifra, em prêmios arrecadados, de R$ 201,9 bilhões.

Quatro grupos formam o “clube do bilhão” e todos tem bancos como acionistas. Bradesco, BB Mapfre, Itaú e Caixa. A líder do ranking de lucro líquido é a Bradesco Seguros, com R$ 3,95 bilhões, valor inferior aos R$ 4 bilhões registrados em mesmo período de 2016. A BB Mapfre vem em segundo, com R$ 2,38 bilhões, abaixo dos R$ 2,58 bilhões de janeiro a novembro de 2016. Em terceiro vem a Caixa, com R$ 1,5 bilhão, praticamente o mesmo do onze meses de 2016. O Itaú exibe o quarto maior ganho, com R$ 1,3 bilhão, menor do que os R$ 1,7 bilhão do mesmo período de 2016.

O clube dos “milhões” começa com a Zurich na quinta colocação, com R$ 658 milhões. A Porto Seguro está na sexta colocação, com R$ 650 milhões. SulAmérica vem em sétimo lugar, com R$ 382 milhões, seguido pela Icatu, com R$ 222 milhões. Completando o ranking das 10 maiores temos Tokio Marine, com R$ 166 milhões, forte incremento comparado com os R$ 99 milhões registrados de janeiro a novembro de 2016, e AIG, que transformou perdas de R$ 288 milhões nos onze meses de 2016 em lucro de R$ 133 milhões até novembro do ano passado.

A Generali lidera o ranking de perdas, com R$ 91 milhões. A Chubb, que aparecia com lucro R$ 31,7 milhões de janeiro a novembro de 2016 e com R$ 21,7 milhões até outubro de 2017, em novembro aparece com perdas de R$ 71 milhões. O blog Sonho Seguro já procurou a companhia para explicar a reversão do ganho. Uma rápida análise mostra que a diferença está em outras despesas operacionais. Até outubro era R$ 61 milhões, que representava 6% do prêmio ganho. Até novembro foi para R$ 146 milhões, passando para 13% do prêmio ganho. Nas demais rubricas não há alteração significativa, inclusive em sinistro. A terceira maior perda entre as seguradoras vem da QBE (R$ 54 milhões), seguida pela Swiss Re (R$ 45 milhões) e pela Allianz (R$ 41 milhões).

Sobre a Autora

Denise Bueno

Denise Bueno

Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista da revista Apólice, especializada em seguros, e também do SindSeg-SP. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalizacao entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil.

Deixar um comentário