Vida e Previdência

Ofertar produtos personalizados é a tônica das seguradoras em 2018

Denise Bueno
Escrito por Denise Bueno

Uma das maiores tendências no segmento de seguro de vida para 2018 é o aperfeiçoamento da oferta de produtos e serviços por meio da telesubcrição que consiste em entrevista por telefone para coletar e analisar informações de saúde, fornecidas pelos clientes. As entrevistas feitas por enfermeiras substituem o questionário de saúde preenchido pelos corretores ou clientes. O processo potencializa a venda de seguro de vida por ajudar a criar um produto personalizado e com taxas diferenciadas, além de reduzir custos e fazer a subscrição de maneira criteriosa.

Uma das principais prestadoras de serviços de telesubscrição no Brasil é o grupo Samplemed Soluções Médicas, que entra numa nova fase motivada pelo crescimento da empresa diante da elevada demanda das seguradoras de vida e de saúde. “Nosso crescimento veio da oferta diferenciada da companhia, que busca inovações que atendam as necessidades de agilidade em subscrição que as seguradoras precisam para elevar as vendas sem perder rentabilidade”, diz o médico e proprietário do grupo, Jairo Waitman.

No mundo, a telesubscrição já está consolidada entre as principais empresas do setor. Praticamente todas já usam as entrevistas para precificar de forma mais justa o seguro, bem como poder vender apólices para pessoas até então excluídas pelas seguradoras. Nos Estados Unidos, o método já é usado há mais de 15 anos e está consolidado entre as maiores do ramo. No Brasil, seguradoras como Liberty, Mongeral Aegon, Tokio Marine, Mapfre e Zurich aplicam esta ferramenta.

Geralmente são as resseguradoras, que ofertam o serviço para que as companhias de seguros possam ampliar as vendas. IRB Brasil Re, o maior ressegurador do Brasil, aplica essa tecnologia com muito sucesso. “A telesubscrição mudou a perspectiva das seguradoras em aceitar pessoas com doenças crônicas, ao tornar as regras do contrato mais claras. Também deu respaldo para a oferta em diversas cobertas diversas, incluindo doenças graves, um dos mais vendidos no Brasil em 2017”, comenta o empresário.

Esse cenário vale para o mundo todo. Um dos principais desafios das seguradoras de vida é otimizar a rentabilidade dos produtos de vida, principalmente dos que oferecem garantia de retorno financeiro diante. Diante do panorama mundial de taxas de juros baixas, algumas até negativas, fazer uma boa subscrição é condição sine qua non para manter a rentabilidade do produto e também captar clientes até então excluídos por falta de análise do risco.

Enquanto as grandes seguradoras mundiais de vida estão à frente de um grande desafio, que é tornar a operação mais rentável diante da queda das taxas de juros, as que atuam no Brasil tem o desafio de elevar as vendas, já que o país figura entre os primeiros colocados do ranking mundial de maiores taxas de juros. “Somos o 46o. no ranking mundial de seguros totais, segundo dados do estudo mais recente da Swiss Re. Particularmente em vida, representamos apenas 1,57% das receitas totais de US$ 2,6 trilhões registradas em 2016. O consumo per capita foi de apenas US$ 195, bem abaixo da média mundial de US$ 353 e aquém da média dos países europeus, com US$ 961, ou dos US$ 1,7 mil contabilizados pelos Estados Unidos. Isso mostra que temos muito a conquistar”, comenta o médico e empresário comprometido em agregar valores para o mercado como transparência, ousadia, inovação e principalmente senso de servir.

A Samplemed Soluções Médicas está há mais de 30 anos no mercado, com atendimentos médicos para avaliação de riscos em seguros de vida. Há 30 anos, o grupo criou a área de exames médicos, exames diagnósticos e atualmente, além desses produtos atua na área de treinamento e elaboração de pareceres na área de subscrição. A tele-entrevista surgiu há seis anos e em 2017 os investimentos foram canalizados para a criação da Synergy, braço de tecnologia da Samplemed. O grupo também atua com atendimento a companhias recrutadoras na área de cruzeiros marítimos há 10 anos.

Sobre a Autora

Denise Bueno

Denise Bueno

Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista da revista Apólice, especializada em seguros, e também do SindSeg-SP. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalizacao entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil.

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