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Octavio de Lazari deseja que em 2018 cada correntista tenha dois produtos de seguros

Denise Bueno
Escrito por Denise Bueno

Que cada um dos 35 milhões dos correntistas do Bradesco tenham dois produtos do braço segurador. Esse é um dos desejos de Octavio de Lazari, CEO do grupo Bradesco Seguros, para 2018. Em 2017, a média foi de 1,6 por cliente, sendo títulos de capitalização, seguros de carro, vida e saúde os mais demandados. “Imaginam o ganho para todo o conglomerado de apenas chegarmos a dois produtos por cliente?”, diz o executivo de carreira do banco para assumir o comando da seguradora neste ano aos jornalistas durante almoço na sede paulista, em Alphaville (SP).

O Brasil pode não mostrar um céu de brigadeiro para tal conquista, uma vez que seguro e previdência são atividades que dependem do bom desempenho da economia e do poder de aquisição das famílias. “Temos em mente crescer dois dígitos como em 2017, com projeção de encerrarmos este ano com alta de 10%”, afirma. De janeiro a setembro, o grupo acumulou faturamento de R$ 55,1 bilhões, avanço de 9,8% comparado ao mesmo período do ano anterior. Vida cresceu 19,2% e previdência 12,6%. O lucro líquido do período foi de R$ 4,1 bilhões, com retorno anualizado sobre o PLA de 19,4%. As provisões técnicas totalizaram R$ 240 bilhões.

Questionado se esse crescimento de dois dígitos desejado para 2018 — um ano eleitoral geralmente marcado por volatilidade nos mercados financeiros e na economia — viria do aumento de preço, Lazari é categórico: “Isso seria fazer mais do mesmo. Nosso propósito é agregar. Tal previsão tem o ganho de escala como base, pois com a inflação a 3% o bolso do consumidor não suporta qualquer reajuste de preço de produtos. Ao ofertar produtos inovadores, com preços acessíveis e serviços que agregam valor ao consumidor, conseguimos conquistar mais consumidores para o mercado de seguros”, garante ele.

Segundo ele, o crescimento das vendas é condição “sine qua non” para que as empresas do grupo compensem a queda de receita financeira, uma vez que a taxa básica de juros entrou num ciclo de queda, encerrando 2017 em 7% ao ano, com viés de nova baixa em fevereiro. “Todos estão focados na geração de receita que compense a redução do ganho financeiro, seja com ganho de eficiência, seja com lançamento de produtos, entrada em novos mercados e canais de distribuição, venda cruzada na base de clientes e outras parcerias e ideias que agregam valor ao cliente, citou.

Lazari e executivos do grupo receberam jornalistas no prédio do grupo. Tal visita estava agendada há dois anos, quando o prédio foi inaugurado. No entanto, a morte de Marco Antonio Rossi chacoalhou o dia a dia do grupo, sendo só agora possível uma visitação. O Bradesco Seguros Alpha Building é um empreendimento Triple A, de alto padrão tecnológico, com 80 mil metros quadrados de construção e 18 pavimentos. A construção segue as melhores práticas de eficiência energética, reuso de água, acessibilidade, Compliance e controle de risco. O primeiro item colocado no prédio foi um grande telão alimentado com todas as estatísticas que ajudam o grupo a gerenciar riscos. Ou seja, a matéria prima de qualquer seguradora.

Alexandre Nogueira mostra a central de inteligência do grupo, com dados em D+1

Sobre a Autora

Denise Bueno

Denise Bueno

Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista da revista Apólice, especializada em seguros, e também do SindSeg-SP. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalizacao entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil.

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