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Ituran comemora crescimento com produto voltado para driblar crise

Denise Bueno
Escrito por Denise Bueno

A crise ajudou alguemas empresas. Uma delas foi a Ituran. Líder no setor de rastreamento automotivo. o grupo israelense fez parceria com algumas seguradoras e passou a vender um produto para perfis até então excluídos dos portfolios das companhias de seguros. “O produto pode cobrir quase a totalidade de veículos que circulam no Brasil, como carros com até 20 anos de uso e valor de tabela FIPE de até R$ 90 mil”, afirma Roberto Posternak, diretor comercial da Ituran. “Também passamos a ter aceitação de carros blindados, modificados (tunados e rebaixados) e Uber”, acrescenta.

O produto cobre apenas roubo ou furto e custa partir de R$69,00 por mês, com preço fixo por categoria de carro, independente do perfil ou CEP do motorista. Ou seja, se o veículo não for recuperado, o segurado recebe uma indenização de 100% do valor da tabela FIPE do carro. Se o veículo for recuperado, no entanto, e a perda for de 60%, quem perde é o cliente, pois pelas regras da Susep a perda total é considerada quando a recuperação atinge 75% do valor do bem.

O que assusta as seguradoras em produtos como esse é o alto índice de fraude e muitas delas de difícil comprovação. No entanto, Posternak afirma ser um trabalho do dia a dia da empresa detectar indícios de fraudes. “A nossa sindicância sabe quando um pedido de indenização deve ser investigado”, afirma. O maior número de investigações está em casos de furtos simples, conta. “Todos os veículos tem rastreadores. Se ele é desligado, temos no máximo uma hora para localizar, tempo suficiente para as quadrilhas desmontarem o veículo”.

A empresa já tem mais de 500 mil automóveis em sua carteira e, com a ampliação da cobertura, pretende atingir um público ávido por esse tipo de proteção. Certamente o produto, que além de aceitar os excluídos, pode custar até 60% menos do que os seguros tradicionais, combate de forma efetiva o avanço das cooperativas de proteção veicular, combatidas pela seguradoras em diversas campanhas disparadas ao longo de 2017, com o foco de mostrar que proteção veicular não é seguro.

“Graças às parceiras com seguradoras de envergadura mundial, estamos conseguindo a cada momento ampliar ainda mais a cobertura do ICS. O produto já é um sucesso de mercado, apresentando um crescimento nas vendas de mais de 30% por ano. Agora com essas novidades, o cliente pode ter um serviço muito mais completo por um preço que cabe no seu bolso”, explica Posternak. Entre as seguradoras parceiras ele cita Liberty, QBE, HDI e Mapfre. Também não esconde a frustração de ter perdido algumas clientes, que optaram por copiar o seu produto.

A Ituran chegou ao País em 2000, apresenta resultados significativos e índices imbatíveis de eficiência. Desde então, cresce continuamente, contando com mais de 700 mil clientes ativos, 650 funcionários e recuperou mais de 60 mil veículos, o que equivale a um patrimônio aproximado de R$ 2,8 bilhões.

Outro produto que o grupo vem apostando é o aplicativo 55 guinchos. Desenvolvido pela Ituran em Israel e feito sob medida para o Brasil, o dispositivo, além de remover o veículo parado, o app ajuda você, de uma maneira muito simples, a solicitar guincho, troca de pneus, carga de bateria e chaveiro utilizando a localização do reboque mais próximo. “O aplicativo disponibiliza um mapa, na tela do smartphone, que dá coordenadas do trajeto e a localização do prestador do serviço até o cliente – tudo em tempo real. O software é muito simples e fácil de operar e funciona 24 horas por dia, 7 dias por semana” ressalta.

Sobre a Autora

Denise Bueno

Denise Bueno

Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista da revista Apólice, especializada em seguros, e também do SindSeg-SP. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalizacao entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil.

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