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Estudo da Mapfre aponta caminhos para o mercado de seguros na América Latina

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Em um novo relatório, o Serviço de Estudos da Mapfre aponta possíveis caminhos para melhorar a expansão do seguro na América Latina. Apesar de ter aumentado sua participação de forma crescente no mercado global, hoje a região tem um índice de penetração dos seguros abaixo de 3%, enquanto nos Estados Unidos e em grandes economias europeias a aderência é de mais de 7%.

A análise aponta que o desenho de quadros regulatórios mais ajustados aos riscos associados ao grau de desenvolvimento do país e, portanto, em linha com uma visão competitiva de cada mercado, é um dos fatores que pode contribuir para aumentar a penetração de seguro na região. Nesse sentido, o Brasil, ao lado de México, Colômbia, Porto Rico, Chile e Peru, está entre as nações com regimes de regulação que mais progrediram.

O mercado latino-americano deve encontrar mecanismos mais eficientes e flexíveis, que reduzam o tempo e o custo envolvidos na colocação de lançamento de produtos, não apenas para expandir a oferta de seguros, mas para levar aos consumidores, em tempo hábil, soluções que melhor atendam às suas necessidades de proteção. De acordo com o estudo, também é necessário perseguir a eficiência de gastos com redução de despesas operacionais.

Outros fatores imprescindíveis focaram em desenvolver melhorias na eficiência de gastos, favorecer o crescimento equilibrado de diferentes canais de distribuição e possíveis colaborações em nível setorial, a fim de compartilhar dados e procurar sinergias na digitalização necessária das empresas de seguros.

“Um crescimento econômico dinâmico, juntamente com a melhoria na distribuição da renda, e medidas que visam uma melhor educação e inclusão financeira, são fatores estruturais que certamente influenciam na expansão do setor de seguros na região”, afirma o CEO da MAPFRE no Brasil, Wilson Toneto.

O relatório completo, em espanhol, está disponível neste link

Sobre a Autora

Denise Bueno

Denise Bueno

Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista da revista Apólice, especializada em seguros, e também do SindSeg-SP. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalizacao entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil.

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