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Luiz Pomarole segue para Conselho e Roberto Santos, atual vice-presidente, assume a carteira de auto

Denise Bueno
Escrito por Denise Bueno

Depois de preparar o caminho para ter uma agenda mais flexível por um ano, o diretor geral de automóvel da Porto Seguro, Luiz Pomarole, deixa o cargo e assume uma cadeira no Conselho de Administração do grupo. “Desde o final de 2016 Pomarole nos sinalizou que queria ter mais tempo para projetos e para os filhos. De lá para cá temos investido na transição de cargos para que nada atrapalhe no nosso dia a dia”, contou o CEO Fábio Luchetti ao blog Sonho Seguro.

Tal transição também inclui a ida da Luchetti para o Conselho e que Roberto Santos, atual vice-presidente, assuma o comando. Mas tudo será feito dentro da filosofia do atual presidente do Conselho, Jayme Garfinkel, herdeiro e principal acionista do conglomerado que tem 27 empresas em diversos segmentos. Além de seguros, o grupo atua em consórcios, soluções financeiras, proteção e monitoramento, telefonia móvel, saúde ocupacional entre outros, empregando mais de 14 mil funcionários que atendem mais de 10 milhões de clientes, 37 mil corretores e 17 mil prestadores de serviços em todo o Brasil.

“A nomeação de Marcelo Zorzo, como diretor da Porto Seguro Saúde, Odonto e Bioqualynet liberou Roberto Santos e então pudemos atender a solicitação de Pomarole”, acrescentou Luchetti. Segundo Luchetti, a vaga de Pomarole não será substituída neste momento. “Pode ser que volte a criar, mas neste momento nosso propósito é fazer a sucessão presidencial com toda a tranquilidade do mundo para depois avaliar a estrutura de vices e diretores gerais”, disse. Os três diretores que apoiavam Pomarole agora passam a responder para Santos. São eles: Jaime Soares, diretor Porto Seguro Auto; Marcelo Sebastião, diretor Porto Socorro e Seguro Auto Itaú; e Felipe Milagres, diretor Azul Seguros.

Geralmente, mudanças desse porte são definidas na reunião de Conselho que acontece em março. Em 2018, Garfinkel ainda terá 71 anos, pois só completa 72, limite para o cargo que atualmente ocupa, em novembro. Ou seja: pode ser reeleito presidente do Conselho em 2018 e ficar até março de 2019, mas no ano seguinte terá de ser substituído. Isso sinaliza que as decisões tomadas na maior seguradora de automóvel do Brasil são “em passos de bebe”, como gosta de dizer Garfinkel.

As expectativas para 2018 se mostram otimistas. O orçamento do próximo ano será debatido com o Conselho em reunião que acontecerá nos próximos dias. Segundo Luchetti, o cenário sinaliza que 2018 será melhor do que 2017 para a companhia. Neste ano, o grupo perdeu market share em automóvel por privilegiar crescer com rentabilidade.

“Temos a queda da taxa Selic e o aumento da sinistralidade. Um cenário deste exige a prática de preços técnicos e nós mantivemos essa disciplina, o que fez o mercado em geral exigir um crescimento de vendas maior do que o nosso. Acreditamos que a concorrência fará um reajuste no preço do seguro no próximo ano, o que aumenta a nossa oportunidade de crescermos mais em vendas, com a tranquilidade de uma subscrição técnica que favorece o nosso resultado em 2018”, finaliza Luchetti.

Sobre a Autora

Denise Bueno

Denise Bueno

Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista da revista Apólice, especializada em seguros, e também do SindSeg-SP. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalizacao entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil.

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