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Estudo da Swiss Re traz expectativas para o mercado global de seguros para 2018 e 2019

Denise Bueno
Escrito por Denise Bueno

Mais uma bela análise sobre o seguro de seguro mundial da Sigma, divisão de estudo da Resseguradora Swiss Re. O estudo Global Insurance Review afirma que a melhora mundial da economia em 2017 provavelmente seguirá no próximo ano. O crescimento real nos Estados Unidos e na área do euro deverá chegar a cerca de 2% em 2018. No entanto, o crescimento no Reino Unido será mais lento, uma vez que a incerteza relacionada com a Brexit dificulta o investimento das empresas. A economia do Japão superou em 2017, mas o crescimento deverá diminuir para 0,9% no próximo ano. O crescimento na China deverá diminuir para 6,4%, de 6,8% este ano.

E isso é uma excelente notícia para o mercado segurador, pois uma perspectiva econômica melhor sinaliza que provavelmente a demanda por seguro deverá aumentar. Por exemplo, no setor dos seguros não vida, os prêmios globais prevêem crescer pelo menos 3% em 2018 e 2019 em termos reais, e possivelmente mais, dependendo da magnitude dos aumentos de preços esperados. Em não vida, o principal motor do crescimento continuará sendo os mercados emergentes, em particular a China, mas o Brasil também é destaque no relatório, como uma das locomotivas da recuperação do seguro não-vida na região da América Latina, na qual é esperada um forte aumento na demanda por seguros empresariais e financeiros.

Prevê-se que os prêmios de vida globais aumentem cerca de 4% ao ano, após a inflação, nos próximos dois anos. o mercado latino-americano deve seguir se recuperando, após ter encolhido 1,8% em 2016. A rentabilidade no setor de vida continua desafiadora devido a baixas taxas de juros. Nesse ambiente, as seguradoras continuam a reconfigurar suas carteiras de investimentos em busca de retornos mais elevados, como demonstrado pelo aumento do apetite por classes de ativos menos líquidos. E várias seguradoras de vida procuraram reestruturar suas carteiras de seguros para se concentrar em linhas de negócios mais atraentes. A gestão em vigor também é cada vez mais reconhecida como uma ferramenta eficaz para melhorar a lucratividade.

Os analistas responsáveis pelo estudo acreditam que os aumentos de preços de seguros e resseguros serão inevitáveis para o que o mercado recupere seu rentabilidade, após o forte impacto das catástrofes naturais em 2017. Segundo o economista chefe Kurt Karl, os aumentos de preços nos segmentos mais afetados já estão acontecendo e podem ser substanciais. “O volume total de perdas ainda não é conhecido, mas parece que vai ser elevado suficiente para causar aumentos para além dos setores afetados. Isso também está acontecendo porque os preços caíram a patamares tão baixos nos últimos anos.”

De acordo com a Swiss Re, a taxa de rentabilidade líquida (ROE) das seguradoras não-vida globais caiu para 3% neste ano, contra 6% em 2016.

Sobre a Autora

Denise Bueno

Denise Bueno

Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista da revista Apólice, especializada em seguros, e também do SindSeg-SP. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalizacao entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil.

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