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Bradesco Seguros lucra R$ 4,1 bi, equivalente a 29,1% do ganho do banco

Denise Bueno
Escrito por Denise Bueno

O lucro líquido ajustado do Bradesco é composto por R$ 10 bilhões provenientes das atividades financeiras, correspondendo a 70,9% do total, e por R$ 4,1 bilhões gerados pelas atividades de seguros, previdência e capitalização, representando 29,1% do total. 
Os prêmios emitidos de seguros, contribuição de previdência e receitas de capitalização atingiram o R$ 55 bilhões em nove meses, evolução de 9,8% em relação ao mesmo período de 2016. O crescimento foi creditado aos produtos de vida e previdência, com alta de 13,8%, saúde, com avanço de 7,5%, capitalização, com 5,6% e automóveis e riscos patrimoniais, com 2,1%. As provisões técnicas alcançaram R$ 239,2 bilhões, apresentando uma evolução de 12% em relação ao saldo de setembro de 2016.

Octávio de Lazari, CEO do grupo Bradesco, contou ao blog Sonho Seguro que a menina dos olhos em 2018 é a área de saúde e também de grandes riscos em razão da consolidação da joint venture com a Swiss Re Corporate Solutions. Em grandes riscos, o executivo ressaltou que espera bons frutos já em 2018 da joint venture. “Tinhamos uma operação tímida em grandes riscos, pois nao era nosso core business. Temos os clientes e vamos buscar alguem que tenha a expertise e encontramos a Swiss Re, que é uma gigante mundial, tem conhecimento e juntou a fome com a vontade de comer. São duas empresas que tem muita complementariedade, com o conhecimento do ramo da Swiss Re e a força de vendas da Bradesco Seguros”, afirmou Lazari ao blog Sonho Seguro.

Já em saúde, ele citou que essa é uma carteira que potencializa o poder de ofertar outros seguros aos clientes. Bradesco Saúde e Medservice possuem mais de 3,7 milhões de clientes. Aproximadamente 141 mil empresas no Brasil possuem seguros da Bradesco Saúde e planos da Mediservice. Dentre as 100 maiores empresas em faturamento no País, 43 são clientes da Bradesco Saúde e Mediservice.

Outra frente para o grupo segurador é a plataforma Next, banco digital do Bradesco, que também vai comercializar produtos do braço segurador do grupo. “A venda vai obedecer a jornada do cliente. É uma nova comunicação, que visa atender as necessidades do cliente em todos os seus momentos de vida”, afirmou.

Quanto ao ciclo declinante da taxa básica de juros, Lazari afirmou que certamente terá impacto para todos no mercado financeiro, inclusive para as seguradoras. “Temos mais de R$ 260 bilhões em reservas técnicas aplicadas em boa parte em títulos remunerados pela Selic. Não tem como fugir disso. O ganho faz parte da composição do preço do seguro. Temos margem para obter ganhos operacionais, o que já tem sido feito há tempos no grupo. Certamente um dia a taxa de juro iria cair, como temos visto agora e como prevemos que continuará acontecendo em 2018 com a retomada da economia, e vamos ganhar dinheiro com aquilo que sabemos fazer, que é vendendo seguro, atendendo clientes, protegendo vida e patrimônio”, afirmou.

Sobre a Autora

Denise Bueno

Denise Bueno

Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista da revista Apólice, especializada em seguros, e também do SindSeg-SP. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalizacao entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil.

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