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Black Friday pode impulsionar venda de seguro

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Uma das histórias existentes diz que o termo “Black Friday”, que marca as promoções especiais do comércio no fim de ano, surgiu na década de 60, nos EUA, como uma gíria policial. Os guardas ficavam transtornados com o trânsito causado pelo movimento das compras após o feriado de Ações de Graças e por isso apelidaram o dia de “Sexta-feira Negra”. Por outro lado, os comerciantes esperavam ansiosamente por essa data, que marcava o início de compras para o Natal e oferecia as melhores promoções do ano. Com o tempo, esse marco comercial chegou em outros países, com o objetivo de agitar o varejo. O Brasil, por exemplo, adotou o Black Friday em 2010, por meio das lojas online e, desde então, o movimento se repete e cresce anualmente.

Com sucesso testado e aprovado, diversos segmentos comerciais incrementaram o Black Friday para atrair clientes, por isso, além dos varejistas, muitos produtos e serviços entraram nesse movimento promocional, como automóveis e agências de viagens. Considerando as novas oportunidades, o mercado de seguros também seguiu o movimento promocional do Black Friday por meio dos seguros afinidades. Com forte associação ao Black Friday dos varejistas, as proteções que possuem maior volume de contratação são “garantia estendida” e “roubo e furto de eletrônicos”, especialmente celulares. Depois desses, aparece a proteção financeira, oferecendo cobertura para morte, invalidez, perda de renda ou desemprego.

O que muitos clientes não sabem é que o benefício, em muitas lojas, não vale apenas para o produto, mas também pode ser oferecido no seguro. Muitas seguradoras, juntamente com corretoras e varejistas, conseguem oferecer promoções especiais durante o período do Black Friday, como prorrogar a vigência da garantia estendida mantendo o preço original, fazer sorteios vinculados a título de capitalização ou reduzir o custo do seguro. Neste contexto, vale ressaltar que as promoções de seguros devem cumprir todas as determinações e normativas da SUSEP (Superintendência de Seguros Privados) que proíbe, por exemplo, dar vantagens na venda do produto mercantil buscando a venda casada ou reforçando o apelo da venda do seguro.

O movimento comercial é tão grande nessa época que, apesar do foco do consumidor estar voltado aos produtos, as contratações de seguros também crescem, dado o grande volume de negócios.

“É importante aproveitar essa atividade comercial para trabalhar com seguros afinidades de forma diferenciada, oferecendo promoções e outras iniciativas que aproximem os clientes dos seguros, para que possam ter a oportunidade de experimentar os benefícios desse produto em casos de necessidade e dentro das coberturas contratadas”, comenta Paulo Davidoff, Superintendente de Afinidades da TRR.

Sobre a Autora

Denise Bueno

Denise Bueno

Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista da revista Apólice, especializada em seguros, e também do SindSeg-SP. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalizacao entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil.

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