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Fundos fechados somam R$ 808 bi em ativos no primeiro semestre

Denise Bueno
Escrito por Denise Bueno

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As entidades fechadas de previdência complementar (EFPCs) obtiveram uma rentabilidade de 4,24% ficando próxima à taxa padrão que foi de 4,44%, e acumularam R$ 808 bilhões de ativos, o que representa 12,7% do PIB, no primeiro semestre de 2017. Os dados são do consolidado estatístico da Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (ABRAPP).

No longo prazo o resultado foi positivo: a rentabilidade no acumulado (2003 a jun/17) foi de 594,03%, superior à meta atuarial do período, que foi de 452,80.

O levantamento destaca também a evolução da categoria instituídos, fundos de pensão formados pelas instituições de classe como cooperativas, sindicatos e associações, que passaram a somar 250 mil participantes ativos e R$ 8,872 bilhões de ativos.

O valor médio mensal da aposentadoria programada foi de R$ 5.137, segundo o levantamento, enquanto a média da aposentadoria por invalidez foi de R$ 2.091 e o valor das pensões chegou à média de R$ 2.443.

O total de participantes ativos das EFPCs supera 2,5 milhões e os assistidos chegam a mais de 735 mil, enquanto o número de dependentes fica acima de 3,9 milhões de pessoas.

Dos participantes ativos das EFPCs 66,1% são homens e 33,9% são mulheres. A faixa etária predominante na carteira é de 35 a 45 anos (31,9% homens e 14,4% mulheres). Entretanto, vale destacar também a faixa etária de 25 a 34 anos (20,4% homens e 11,8% mulheres).

A distribuição por tipo de aplicação no primeiro semestre mostra que a maior parcela dos investimentos foi em Renda Fixa, totalizando 74,1% no semestre, somando R$ 571 bilhões, ante R$ 546 bilhões em 2016. A modalidade Renda Variável totalizando 16,9%, recuando de R$ 137 bi em 2016 para R$ 130 bi este ano no período. A rentabilidade maior da Renda Fixa no semestre (4,92%) ante os 2,14% da Renda Variável, reflete a performance do portfólio da carteira das EFPCs.

Sobre a Autora

Denise Bueno

Denise Bueno

Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista da revista Apólice, especializada em seguros, e também do SindSeg-SP. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalizacao entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil.

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