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Aumenta demanda por seguro contra ataques de hackers, mostra pesquisa da Marsh

Denise Bueno
Escrito por Denise Bueno

A iminente implementação da Regulação Geral para Dados da União Européia (GDPR), que entra em vigor a partir de Maio 2018, elevou os riscos cibernéticos ao topo da agenda de corporações europeias, segundo pesquisa conduzida pela Marsh, líder global em consultoria para riscos e corretagem de seguros.

A pesquisa global com mais de 1300 executivos seniores, teve 65% de seus respondentes advindos de empresas que oferecem produtos ou serviços na União Européia e que dizem ter agora os riscos cibernéticos no topo de sua agenda. Numa pesquisa semelhante conduzida pela Marsh na Europa Continental durante o ano passado, somente 32% dos respondentes havia colocado o risco cibernético como um de seus principais riscos.

As organizações impactadas pelo GDPR já estão sentindo os efeitos das ameaças cibernéticas e 23% dos respondentes afirmaram que suas organizações europeias foram vítimas de ataques cibernéticos no último ano.

“A implementação iminente do GDPR está forçando empresas a olharem novamente para seus riscos cibernéticos, não somente para suas políticas e protocolos de segurança”, disse John Drzik, Presidente para Riscos Globais & Digital na Marsh. “Esta pesquisa indica que as empresas mais preparadas estão fazendo uso do GDPR para alavancar sua gestão dos riscos cibernéticos, com uma avaliação econômica de seu programa e um foco maior em resiliência”.

As organizações também responderam que pretendem focar mais tempo na gestão dos riscos cibernéticos. Das organizações que têm planos de implementar o GDPR, 78% disseram que endereçariam a questão cibernética com muito mais afinco nos próximos 12 meses, inclusive no que tange a seguros. Importante notar também que 52% das organizações que não têm planos de implementar o GDPR indicaram que seus investimentos em gestão de riscos cibernéticos aumentariam.

Preparar-se para o GDPR vai requerer atenção adicional no curto prazo. Somente 8% dos respondentes pertencentes a organizações afetadas pelo GDPR afirmaram que suas empresas estavam de fato cumprindo efetivamente com os requisitos; 57% dos respondentes indicaram que suas empresas estavam desenvolvendo planos de governança corporativa e 11% disseram que suas empresas ainda nem começaram a desenhar tais planos. Organizações de menor escala estavam mais propensas a ter um plano para GDPR, com 19% de seus respondentes advindos de empresas com USD 50 milhões de faturamento ou menos, anualmente, responderam que não havia nenhum plano no horizonte.

Sobre a Autora

Denise Bueno

Denise Bueno

Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista da revista Apólice, especializada em seguros, e também do SindSeg-SP. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalizacao entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil.

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