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Swiss Re divulga estudo sobre as principais insurtechs no mundo

Denise Bueno
Escrito por Denise Bueno

Avanços na tecnologia provocam mudanças na cadeia de valor tradicional e reconfiguram o cenário competitivo do mercado segurador. É isso que mostra o novo estudo da Swiss Re “Technology and insurance: themes and challenges”. Após um início lento, as seguradoras começam a responder às implicações da transformação digital. Muitos já se posicionam investindo em start-ups, especialmente aquelas focadas na distribuição.

É fato que alguns empreendimentos recentes de alta tecnologia irão inevitavelmente falhar. A bolha ponto-com da década de 1990 é um lembrete sóbrio de como os investimentos com tecnologia podem ser propensos a excesso de exuberância. Mas existem razões para acreditar que as coisas serão diferentes desta vez, concluem os autores do estudo. Além de obter retornos financeiros puros da InsurTech, as seguradoras bem sucedidas serão aquelas que sabem aproveitar os conhecimentos de seus investimentos, parcerias e colaborações para atualizar suas práticas comerciais. Essas empresas usarão tecnologia para adquirir novos clientes e aumentar o engajamento, fornecer e monetizar novos serviços, melhorar a subscrição (incluindo novos riscos) e reduzir os custos de back-office.

A fragmentação em escala total dos setores de seguros existentes parece improvável, pelo menos no curto prazo. As instituições estabelecidas têm tempo de se adaptar ao ambiente de risco em mudança, mudanças nas atitudes dos clientes e acelerando os avanços em tecnologia. “Utilizado de forma mais completa e inteligente, a tecnologia mais recente oferece uma oportunidade ao setor de seguros para reforçar sua relevância para seus clientes. Embora protegidos um pouco pela regulamentação, as seguradoras devem, no entanto, continuar a adotar inovações incrementais e às vezes mais radicais. Isso será essencial, não só competindo com a atual onda de participantes para o setor, mas também posicionando-se para responder aos futuros concorrentes”, afirma o estudo.

No apêndice, o estudo resume as principais insurtechs, quem são os acionistas e quais os ramos de atuação.

O estudo, em inglês, pode ser acessado aqui

Sobre a Autora

Denise Bueno

Denise Bueno

Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista da revista Apólice, especializada em seguros, e também do SindSeg-SP. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalizacao entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil.

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