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Seguro de riscos cibernéticos mitiga perdas causadas por ataques virtuais como os de sexta-feira

Denise Bueno
Escrito por Denise Bueno

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O ciberataque na Europa hoje demonstra que todos os setores podem sofrer impactos diante de um evento. “Numa era de hiperconectividade, toda e qualquer indústria possui exposição ao risco diante da utilização de tecnologia em suas operações e que podem resultar na paralisação de suas atividades”, afirma a especialista em risco cibernético da JLT Brasil, Marta Helena Schuh. “Os impactos de um ataque estão muito além de uma perda financeira, consequente da transferência de valores (como neste caso, os valores de regaste de ramsomware). Uma cadeia de perdas precisa ser considerada – desde a perda de receita pela interrupção de serviços prestados, custos de consultoria de investigação forense, possíveis danos causados a terceiros que envolvem custos jurídicos e indenizações; impacto sobre a imagem e reputação da empresa e até mesmo a queda no valor da ação caso a empresa possua capital aberto.”

Os incidentes cibernéticos cresceram 38% no mundo e no Brasil subiram 274%, de acordo com o CPqD,Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações.. Um estudo da mesma instituição aponta que 6,6% de todos os crimes cibernéticos financeiros no mundo acontecem aqui; o Brasil ocupa a 8ª posição dentre os países com maior atividade maliciosa no mundo e é o 5º dentre os países com maior tráfego de e-mails maliciosos. Apesar desse cenário, apenas 3 em cada 10 empresas brasileiras reconhecem ameaças cibernéticas como algo que possam impactar suas atividades. Um reflexo desse comportamento pode ser observado no mercado de seguros. De acordo com a Ernest&Young, as empresas compram seguro para proteger seus ativos, no entanto contabilizando apenas 30% dos ativos que são tangíveis, mas deixam 70% que são intangíveis ao risco.

“As empresas estão acostumadas a proteger seus ativos físicos com apólices de seguro, mas na era na qual vivemos os ativos digitais são tão valiosos quanto. O seguro de riscos cibernéticos é uma ferramenta para auxiliar as empresas com perdas indiretas decorrentes de ataques como o de hoje. Quando um evento como esse ocorre o seguro vem justamente ampará-los para mitigar ao máximo as perdas recorrentes destes eventos – sejam em pagamento do resgate, as perdas de receita, dano à reputação ou até mesmo em restauração de dados”, conclui Marta.

Sobre a Autora

Denise Bueno

Denise Bueno

Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista da revista Apólice, especializada em seguros, e também do SindSeg-SP. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalizacao entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil.

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