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Envelhecimento da população e incentivos fiscais contribuem para a forte expansão dos seguros de vida e previdência

Denise Bueno
Escrito por Denise Bueno

Fonte: Portal CNseg

O setor de seguros de vida e previdência brasileiro deve continuar crescendo, sustentado por incentivos fiscais e crescente demanda decorrente do envelhecimento da população, apesar das condições desfavoráveis da economia, segundo relatório da Moody’s Investors Service, divulgado em 15 de maio.

O setor de seguros de vida e previdência brasileiro tem crescido a uma taxa média real anual de 4% nos últimos dez anos e está em ritmo de expansão mais forte do que o da economia pela sétima vez nesse período. Apesar das altas taxas de desemprego que comprometem a renda disponível, a demanda tem sido puxada por incentivos fiscais que encorajam as pessoas a investir em planos privados de previdência, assim como pelos esforços do governo brasileiro em reformar o sistema de seguridade social.

“Os esforços do Brasil para a reforma nessa área estão criando oportunidades de longo prazo para produtos de vida e previdência, já que a população procura alternativas para mitigar as incertezas dos benefícios previstos pela seguridade social no futuro,” disse o vice presidente da Moody’s Diego Kashiwakura.

Contribuições para os chamados planos PGBL, plano de previdência privado, são dedutíveis de imposto em até 12% da renda bruta do investidor. Embora as contribuições aos chamados planos VGBL não sejam dedutíveis de imposto, a tributação nos retornos de investimento é diferida até o momento da retirada.

O relatório afirma, ainda, que seguradoras ligadas a bancos continuarão a ter vantagens competitivas, já que elas são capazes de distribuir seus produtos de forma mais eficaz através da rede de agências dos bancos. Portanto, as posições de mercado são bastante concentradas, dificultando a entrada de novos participantes no setor.

Seguradoras de vida e previdência parecem ter um confortável excesso de capital, o que lhes permite atender aos requerimentos adicionais baseados em risco em 2017. Mesmo em um cenário de queda de taxa de juros e menores resultados financeiros, as seguradoras devem ser capazes de manter níveis sólidos de capital, sustentadas pelos fortes resultados operacionais e margens de subscrição.

Sobre a Autora

Denise Bueno

Denise Bueno

Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista da revista Apólice, especializada em seguros, e também do SindSeg-SP. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalizacao entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil.

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