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Líderes das seguradoras acreditam no fortalecimento da indústria, segundo PwC

Denise Bueno
Escrito por Denise Bueno

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Mesmo com taxas de prêmios baixas, das taxas de juros menores e do tímido crescimento econômico em muitos mercados em desenvolvimento, os líderes das seguradoras acreditam no fortalecimento da indústria e de suas empresas. Segundo a 20ª Pesquisa Global com CEOs, da PwC, que ouviu 95 CEOS da área de seguros em 39 países, 80% dos entrevistados do setor estão confiantes que podem atingir o crescimento de receitas ao longo do ano.

A despeito do otimismo com o crescimento, os CEOs de Seguros são os mais preocupados na comparação com líderes de outras 15 indústrias com questões relativas ao ambiente de negócios. Quase 70% deles estão muito preocupados com o excesso de regulação (ante 60% do setor bancário e 54% de Saúde); 45% estão muito preocupados com a mudança no comportamento dos consumidores; e 42%, com o impacto da velocidade doa avanços tecnológicos.

Tecnologia acirra competição – O relatório analisa o crescimento das InsurTechs, startups que unem o mercado de seguros com os benefícios da tecnologia. Trata-se de um fenômeno que preocupa os players do setor. Uma das razões é a diferença de investimentos nas Insurtechs na comparação com as empresas tradicionais – US$ 3,4 bilhões nos últimos 6 anos, número cinco vezes maior do que o investido nas seguradoras.

Contudo, as InsurTech podem se tornar aliadas das empresas do setor de Seguros. Parcerias entre elas permitirão às seguradoras aumentar a inovação, aprimorando processos e reduzindo custos. Além disso, as FinTechs também podem ajudar a melhorar as análises de dados das companhias tradicionais com as ferramentas que elas têm à disposição, facilitando o entendimento do cliente.

As preocupações com os avanços da tecnologia, entretanto, não se resumem à participação das InsurTech no mercado. A pesquisa revela que 28% dos CEOs de seguradoras acreditam que a tecnologia remodelará completamente a competição da indústria nos próximos cinco anos, enquanto 58% afirmam que a tecnologia terá, pelo menos, um impacto significante. Isso ocorre porque as mudanças na área de tecnologia aumentam a digitização e o uso de dados, trazendo, por consequência, um aumento de riscos cibernéticos. Cerca de 80% dos CEOS estão de alguma maneira preocupados com ataques cibernéticos e vazamentos de dados.

Equilíbrio – Para as promessas de crescimento se concretizarem, os CEOS acreditam que é necessário desenvolver as capacidades do negócio, mantendo o foco no consumidor e nos produtos – fatores que exigem investimento contínuo. Manter os custos reduzidos e aumentar a produtividade é fundamental. No entanto, cortar custos, apenas, não garante o crescimento em longo prazo. A chave incluir cada vez mais a transformação digital que, no fim das contas, entrega soluções mais individualizadas e focadas nos clientes por custo-benefício maior.

Ainda segundo a pesquisa, 94% dos CEOs dizem que promovem a diversidade e a inclusão (maior número entre as indústrias pesquisadas).

Sobre a Autora

Denise Bueno

Denise Bueno

Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista da revista Apólice, especializada em seguros, e também do SindSeg-SP. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalizacao entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil.

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