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Indústria global de seguro deverá avançar 4,5% durante 2017 e 2018, prevê Munich Re

Denise Bueno
Escrito por Denise Bueno

A indústria global de seguros está pronta para crescer, em média, 4,5% durante 2017 e 2018. É o que aponta a resseguradora Munich Re. A receita de prêmios deverá crescer apenas nominalmente em 2017. Mas um crescimento real ligeiramente acima de 3% é esperado para 2018.

Os prêmios no setor de seguros deverão, portanto, evoluir em conformidade com a economia mundial, que deve mostrar crescimento real de 2,9% em 2017 e 3.1% em 2018. É importante notar que o aumento do crescimento de prêmios será ligeiramente mais alto do que em 2016; excedendo a média de 2% de crescimento nos últimos 10 anos.

A Munich Re atribui essa expectativa de crescimento às melhores perspectivas econômicas nos EUA e em diversos mercados emergentes. Isso deverá compensar fatores negativos, como o declínio do crescimento no mercado chinês.

É esperado que os mercados emergentes asiáticos tenham o melhor potencial de crescimento. A resseguradora afirma que os prêmios de seguros primários deverão chegar ao mesmo patamar que a Europa Ocidental nos próximos anos.

“As economias de muitos mercados emergentes, como Brasil e até mesmo a Rússia, estão passando por uma boa recuperação”, afirma Michael Menhart, economista-chefe da Munich Re. “Esse fator está levando ao aumento de crescimento dos seguros de property e casualty. Na maior parte do mundo industrializado – como a zona do Euro, EUA e Japão – a demanda tem sido impulsionada por um ambiente econômico sólido.

Durante 2017 e 2018, o volume de prêmios na carteira de property e casualty deverá crescer em uma média de 4%. A análise da seguradora é de que a projeção de crescimento ajustada pela inflação será cerca de meio ponto percentual abaixo do crescimento econômico global.

Os mercados emergentes da Ásia, e cada vez mais o Oriente Médio e o norte do continente africano apresentarão as maiores taxas de crescimento. Enquanto os mercados estabelecidos, como a Europa, verão taxas menores de expansão.

Nos seguros de vida, o crescimento dos prêmios, que é direcionado pelos mercados emergentes da Ásia e América Latina é esperado um crescimento de, em média, 4,5% ou um pouco mais do que o crescimento econômico.

Nos mercados asiáticos emergentes, o crescimento nessa carteira será enfraquecido por conta do aumento do volume de prêmios no ano passado na China. Mesmo assim, isso significa um aumento de 10% em termos reais. Na América Latina, os prêmios de seguros de vida deverão crescer quase 8,5% em 2017 e 2018.

As prospecções nos países industrializados continuam nebulosas pelas taxas de juros persistentemente baixas. É possível que o crescimento fique abaixo do crescimento mundial. No entanto, a forte expansão de prêmios nos mercados emergentes irá quase que totalmente compensar isso, levando ao desenvolvimento moderado nesses países com mais penetração.

Com fortes índices de crescimento, os mercados emergentes estão ganhando mais peso perante a indústria de seguros internacional. Eles têm mais participação no volume de prêmios antecipados, que deverá subir de 20% em 2016 para 47% até 2025. A Munich Re explicou que o aumento do padrão de vida e das necessidades de coberturas são dois fatores que contribuem para essa perspectiva.

Os aumentos das taxas de juros e as tendências demográficas poderiam revitalizar o segmento de vida também nos países industrializados, segundo a companhia.

A expectativa é que, até 2025, o market share dos mercados emergentes na Ásia será de 21,4% se aproximando dos números da Europa Ocidental (24,5%), enquanto a América do Norte permanecerá claramente na lderança, com 27,8%.

O estudo pode ser lido, em inglês, aqui

Sobre a Autora

Denise Bueno

Denise Bueno

Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista da revista Apólice, especializada em seguros, e também do SindSeg-SP. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalizacao entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil.

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