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Bruno Garfinkel deixa diretoria de auto da Porto Seguro para fazer parte do Conselho de Administração

Denise Bueno
Escrito por Denise Bueno

Mudanças na Porto Seguro, a maior e mais importante seguradora de automóvel do Brasil. Bruno Garfinkel, diretor de automóvel do grupo, deixa o operacional para assumir um posto no Conselho da Administração do grupo, onde está o pai Jayme Garfinkel, desde setembro de 2012. Ainda não há um nome para substitui-lo, com Luiz Pomarole, diretor geral da Porto Seguro, acumulando a função.

A notícia foi confirmada ao blog Sonho Seguro pelo CEO Fábio Luchetti. Bruno vinha atuando como executivo em várias áreas das empresas do grupo Porto nos últimos 15 anos. Passou pela Azul Seguros, conhecida como a seguradora light do grupo. Também atuou na área de produção e vendas no canal corretor que representa mais de 90% da distribuição de seguros patrimoniais no Brasil.

A área de sinistros, considerada pelo próprio Bruno como a principal de uma seguradora, por ser a entrega do produto ao cliente, também agregou muito a experiência do herdeiro da família Garfinkel, principal acionista e controlador da Porto Seguro, para atuar no Conselho de Administração. Bruno também teve um papel decisivo na criação da Renova Ecopeças, a primeira desmontadora de veículos do Brasil.

Segundo Fábio Luchetti, durante essa jornada “Bruno pode construir uma ótima visão da cadeia de valor da Porto e entender nossas forças e o que nos diferencia. Pode vivenciar, transpirar a Porto e compreender a alma da companhia”. De acordo com Luchetti, a ideia com essa mudanca é intensificar a convivência do Bruno com o Jayme no Conselho.

Em dezembro de 2016, Jayme Garfinkel estendeu por dois anos à sua atuação frente da presidência do Conselho de Administração da Porto Seguro. Pelas regras, o presidente do Conselho da empresa não pode ter mais de 70 anos. Garfinkel completou 71 anos no final de novembro passado. “Assim, teremos um membro da familia Garfinkel no Conselho, representando a familia e muito bem preparado para sustentar os valores e principios da Porto que nos trouxeram ate aqui”, comenta Luchetti.

A diretoria executiva possui muitos executivos preparados para tocar a Porto e suas empresas no dia a dia, que poderá contar Bruno. Porém, é importante para todos os stakeholders que o DNA do jeito Porto de ser esteja bem protegido no Conselho. “Ninguém melhor do que o Bruno Garkinkel, filho de Jayme, para garantir essa proteção. E ele ja foi vacinado por 15 anos”, brinca Fabio Luchetti.

Luiz Pomarole acumulará o cargo da diretoria de automóvel, principal carteira da seguradora. “Não queríamos nos precipitar na substituição imediata do Bruno por algum executivo”, informou o CEO da Porto. Segundo ele, existem várias opções e inclusive preparadas. “Estamos no meio de uma transição de sistemas no produto auto das três marcas e um ajuste de comando agora poderia gerar mais interferência e desnecessária. Como o Pomarole é um dos executivos que mais conhece do mercado de seguros de automóvel no Brasil, e eu diria da América Latina, ele se propôs a assumir, interinamente, a gestão do produto Auto Porto, pois tem muita facilidade, até que as prioridades atuais sejam entregues e depois decidiremos pelo executivo que assumirá a posição deixada pelo Bruno”, finaliza Luchetti.

A família Garfinkel comprou a Porto em 1972 e no mesmo ano Jayme entrou na empresa, como assistente da diretoria. Em 1978, com o falecimento de seu pai, Abrahão, assumiu, ao lado de sua mãe, Rosa, o comando da seguradora. Em novembro de 2004, a Porto abriu o capital na BM&FBovespa, operação que movimentou R$ 440 milhões.

Em 2016, o grupo Porto Seguro faturou R4 16,3 bilhões, 4% acima do resultado obtido em 2015.O lucro líquido foi de R$ 932 milhões, queda de 9% em relação ao ano anterior. Os seguros de auto sofreram com os efeitos da crise econômica, resultando no aumento da criminalidade (principalmente nos estados do RJ, MG e RS) e no enfraquecimento da demanda, que associada a política de ajustes de preços adotada para melhorar as margens ocasionou uma redução do número de veículos segurados, segundo explicou a companhia em nota no balanço divulgado em fevereiro.

Sobre a Autora

Denise Bueno

Denise Bueno

Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista da revista Apólice, especializada em seguros, e também do SindSeg-SP. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalizacao entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil.

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