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Títulos de capitalização arrecadam R$ 13,6 bi até agosto

Denise Bueno
Escrito por Denise Bueno

A receita global das 17 empresas que comercializam títulos de capitalização no país superou os R$ 13,6 bilhões no acumulado até agosto deste ano, queda ide 2,2% em relação ao mesmo período do ano passado. As provisões técnicas – valores acumulados pelos clientes e que serão resgatados ao fim do prazo de vigência dos títulos – superaram R$ 29,5 bilhões no mesmo período.

De acordo com os dados da Susep agrupados pela Federação Nacional de Capitalização (FenaCap), entre janeiro e agosto de 2016 as empresas do segmento distribuíram, juntas, R$ 699 milhões em sorteios. O montante registra um crescimento de 6,3% em relação ao mesmo período de 2015, e equivale ao pagamento de R$ 4,1 milhões em prêmios por dia útil no período.

O Sudeste foi a região que recebeu o maior volume de prêmios. Ao todo, foram R$ 363 milhões distribuídos para os clientes dos estados do Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo.

“O sorteio é uma forma de antecipar o que gostaríamos de realizar com o montante acumulado ao longo da vigência do título de capitalização. Mas, se nesse período o cliente não for sorteado, ele tem a opção de resgatar a sua reserva. É importante observar que há prazo de carência para resgates e que só é possível reaver todo o dinheiro guardado ao fim do prazo de vigência.

Antes disso, há percentuais diferenciados de devolução, dependendo do momento de retirada dos recursos”, diz Marco Barros, presidente da FenaCap. Por esta razão, ele orienta: “O título de capitalização é uma solução para quem quer guardar dinheiro e concorrer a prêmios e não para os que visam ao curto prazo. É um produto que contribui para a disciplina financeira e para o desenvolvimento do hábito de guardar dinheiro, mas não é um investimento”, alerta.

Os resgates finais e antecipados das reservas dos clientes atingiram R$ 13,3 bilhões no período. Isso representa um aumento de 19,4% em relação aos R$ 11,1 bilhões devolvidos no mesmo período de 2015. “São recursos que voltam às mãos dos clientes, movimentam o mercado e aquecem a economia”, diz Marco Barros.

Sobre a Autora

Denise Bueno

Denise Bueno

Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista da revista Apólice, especializada em seguros, e também do SindSeg-SP. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalizacao entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil.

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