Quem é quem

Quem é quem – Wilson Toneto, CEO da Mapfre no Brasil

Denise Bueno
Escrito por Denise Bueno

wilsontonetomapfreWilson Toneto é CEO da Mapfre no Brasil e recentemente passou a ser o único brasileiro a integrar o Comitê Executivo do grupo Mapfre, o maior conglomerado de seguro da Espanha, um dos maiores da AL e entre os dez maiores da Europa. A nomeação entrará em vigor no dia 1º de janeiro de 2017. Veja abaixo como ele vê o mercado segurador no Brasil para este ano e também o que imagina que vá acontecer em 2017.

Quais as metas do grupo para 2016?

O planejamento estratégico da Mapfre no Brasil reúne uma série de objetivos para os próximos anos, todos alinhados com as Estratégias Globais de nosso Grupo. No país, considerando o atual entorno macroeconômico, priorizamos um conjunto de inciativas distribuídas em dois blocos.

Quais?

Ccrescer mais que o mercado – priorizando projetos que fortaleçam a orientação ao cliente e a diversificação do portfólio de produtos e atuação multicanal e multidistribuidor; e, segundo, na redução de gastos e melhora técnica – destinando esforços para redução de custos de administração e de comercialização além de melhoras operativas e na gestão de subscrição e dos sinistros. Reconhecemos que o momento econômico atravessa um período de instabilidade, o que no conjunto pode aumentar riscos e postergar investimentos e a própria atividade econômica. No entanto, o Brasil permanece como o segundo país mais importante para os negócios da Mapfre, atrás apenas da Espanha. No primeiro semestre de 2016, as atividades no Brasil foram responsáveis por 16,7% dos prêmios e 14,7% dos resultados globais da companhia.

E nas novas áreas como asset e saúde?

Acreditamos que os produtos de acumulação financeira e asset management se apresentam com fortes oportunidades para crescimentos orgânicos e inorgânicos, podendo ser complementares a nossos clientes que nos conhecem muito mais pelos produtos tradicionais de seguros. Em Seguros mantemos a aposta no Saúde, atividade que iniciamos há pouco tempo no Brasil e cujo o potencial de desenvolvimento é enorme, principalmente em alguns nichos pouco explorados. Para as atividades onde operamos em associação com a BB Seguros, acreditamos na retomada gradativa dos crescimentos já neste segundo semestre de forma a melhorar nossa performance observada no primeiro semestre.

Como dribla a crise?

Estamos conscientes de que a retomada econômica seguirá de forma gradual, mas lenta. Neste cenário, obviamente a disputa pelo mercado já existente aumenta. “Ganha o jogo” quem consegue oferecer produtos modernos a preços competitivos. Por isso, estamos fazendo a ‘lição de casa’ com rigor na contenção de custos, implementação de ferramentas que melhoram o atendimento ao cliente e, ao mesmo tempo, nossa eficiência, lançamento de novos produtos, incentivos aos canais de venda. Neste cenário muito mais competitivo, o reconhecimento de marca e a presença em diversos canais de distribuição, fatores presentes no Grupo MAPFRE, são essenciais para atravessar este período de turbulência.

Alguma mudança significativa no grupo?

A Mapfre está em constante mudança, sempre fazendo movimentações para agregar valor aos serviços prestados e, principalmente, aos clientes finais. A área mais recente do grupo, de Saúde, iniciou a atividades em Seguro Odontológico e pretende em pouco tempo ampliar sua atuação, atualmente focada em planos de saúde de pós-pagamento, para planos de pré-pagamento (seguro tradicional).
Estamos muito satisfeitos com a Parceria com o Banco do Brasil no Grupo 
Segurador BB e Mapfre e acreditamos que todavia podemos melhorar a rentabilidade, sinergias e ofertas a nossos Clientes e Distribuidores.
Embora nosso foco seja no crescimento orgânico, não descartamos avaliar aquisições e parcerias em negócios onde atuamos de forma independente do BB.

E quanto as mudanças trazidas pela tecnologia?

A companhia também tem se preocupado com iniciativas que a aproximem cada vez mais de seu cliente, principalmente em um cenário de mudanças tecnológicas. A Mapfre desenvolveu mais de 200 projetos que impactam a companhia de maneira global, acreditando que a digitalização da relação com o cliente pode melhorar sua experiência em todos os seus pontos de contato com a Mapfre. A empresa acredita na gestão da informação como fonte de conhecimento que guia a companhia na tomada de decisões. Esse empenho mostra que a aposta por inovação na MAPFRE não é nova e está incorporada à sua maneira de fazer negócios.

Tem alguma start-up em operação ou prevista para este ano ou 2017?

Reiteramos que a aposta por inovação na MAPFRE não é nova e está incorporada à sua maneira de fazer negócios. Uma das características da atuação da companhia é a antecipação às necessidades de seus clientes. Para seguir com essa premissa e guiar os esforços globais da empresa, a MAPFRE criou um modelo de inovação específico com foco no desenvolvimento de propostas de valor dirigidas ao cliente, em um modelo que impulsione o crescimento orgânico da companhia, além de possibilitar o desenvolvimento de projetos de inovação que resultem em um impacto econômico tangível. De maneira paralela, as áreas têm desenvolvido grupos de trabalho com a participação de diversos colaboradores para compartilhar conhecimentos sobre fidelização, economia colaborativa e sinistros. Desenvolvemos e implementamos uma plataforma Global de Inovação onde discutimos e compartilhamos projetos e experiências bem-sucedidas em todo o mundo. Hoje, por meio de nossa Matriz Espanhola, participamos de Fundos de Investimentos em start-ups vinculadas aos setores onde atuamos e acreditamos que não podemos deixar de olhar e seguir estas oportunidades.

Sobre a Autora

Denise Bueno

Denise Bueno

Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista da revista Apólice, especializada em seguros, e também do SindSeg-SP. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalizacao entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil.

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