Quem é quem

Quem é quem – Armando Vergilio, presidente da Fenacor

Denise Bueno
Escrito por Denise Bueno

armando-vergilioArmando Vergilio é presidente da Federação Nacional dos Corretores de Seguros Privados e de Resseguros, de Capitalização, de Previdência Privada, das Empresas Corretoras de Seguros e de Resseguros (Fenacor. Ingressou no mercado de seguros em 1985, como securitário. Formado corretor de seguros em 1989, é empresário no setor desde então. Armando Vergilio é

Foi superintendente da Superintendência de Seguros Privados (Susep), presidente da Copaprose e vice-presidente do Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP). Também foi presidente da Escola Nacional de Seguros, do SINCOR-GO e do COREMEC (Conselho Regulamentador dos Mercados Financeiro, de Capital e de Seguros, de Previdência e de Capitalização).

Exerceu ainda mandato de deputado federal pelo Estado de Goiás (legislatura 2011 a 2015) e foi diretor, hoje membro titular, do Conselho da Confederação Nacional do Comércio (CNC). Em Goiás, ocupou cargo de Secretário de Estado de Governo e de Assuntos Institucionais; das Cidades; de Trabalho; e de Previdência e Seguridade. Atualmente, é Membro do Conselho Superior da Academia Nacional de Seguros e de Previdência (ANSP) e do Conselho de Administração da Escola Nacional de Seguros.

Como vê os desafios e oportunidades para o setor neste ano?

O principal desafio é recuperar o terreno perdido. O primeiro semestre foi duro para a economia brasileira e o setor de seguros também foi afetado. Mas a expectativa de retomada do crescimento é muito forte. Os empresários dão claros sinais de um reaquecimento neste segundo semestre, o que vai influenciar o desempenho dos corretores de seguros.

Um destes sinais vem do Índice de Confiança do Setor de Seguros (ICSS), calculado pela Fenacor, que ultrapassou 100 pontos em julho, chegando a 101,2. Foi o primeiro valor positivo depois de 30 meses. O mesmo levantamento apontou que 83% dos corretores de seguros e 81% dos seguradores esperam um cenário mais favorável nos próximos seis meses.

O mercado de seguros cresceu na casa dos dois dígitos até 2014. Andou de lado no ano passado e, em 2016, ainda há tempo para evitar perdas acentuadas em função da crise econômica.

Quais as principais mudanças previstas para os segmentos até 2017?

As oportunidades surgem em diferentes modalidades. O seguro popular de automóveis, que hoje é tema de consulta pública pela Susep, vem para impulsionar em até 30% o volume da frota segurada. Esse produto vai atenuar os efeitos da redução de vendas da indústria automobilística. E pode agregar ao mercado mais de 20 milhões de veículos, que hoje trafegam pelas ruas sem qualquer cobertura securitária.

No ramo garantia, avança no Congresso Nacional o projeto que aumenta o limite de cobertura sobre o valor segurado, de 10% para 30%. A proposta viabiliza grandes obras, tanto públicas quanto privadas. O mercado de seguro garantia cresceu 28% em 2015, com R$ 1,7 bilhão em prêmios emitidos. Com mudanças na lei, podemos esperar bons resultados no próximo ano.

Também no Congresso tramita projeto que regulamenta o VGBL Saúde. Essa modalidade é fundamental para garantir um atendimento médico qualificado aos futuros aposentados e uma ótima oportunidade de negócios para os corretores de seguros.

Sobre a Autora

Denise Bueno

Denise Bueno

Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista da revista Apólice, especializada em seguros, e também do SindSeg-SP. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalizacao entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil.

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