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A crise afeta a relação de consumo, traz incertezas, mas apesar disso, mantemos a projeção de 4% de crescimento nominal para 2015, diz Barros, da Fenacap

Aconteceu ontem o 4o. Workshop de Capitalização, promovido pela Fenacap, em São Paulo. “O atual cenário econômico do País vem criando nas famílias o hábito de poupar dinheiro para gastar depois. Desse modo, a capitalização passa a ser uma opção atraente para quem quer formar uma reserva”, disse o presidente da FenaCap, Marco Antonio Barros, segundo relatou o Jornal do Commercio.

Prestigiando o evento, o presidente da Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada eVida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNSeg) e do Grupo Bradesco Seguros, Marco Antonio Rossi, disse que os títulos de capitalização têm a capacidade de criar uma cultura de poupar em pessoas que não têm esse hábito. No entanto, ele enfatizou a necessidade em investir mais para ampliar a comunicação com o grande público, informou o Jornal do Commercio.

“A capitalização cresceu muito nos últimos anos, chegando a corresponder a 6% do PIB (Produto Interno Bruto). O nível de satisfação dos consumidores é alto, mas o grande desafio é ampliar a comunicação”, ressaltou RossL

Para ampliar essa comunicação, a FenaCap fará, nos próximos três meses, uma campanha na mídia para esclarecer a população sobre o que é o título de capitalização em diversos meios de comunicação, segundo informou o presidente da entidade.

Durante os debates acompanhados pelo Jornal do Commercio, o presidente da FenaCap disse que o aumento da inflação, a curto prazo, não deverá causar um grande impacto ao setor, mas lembrou que se a situação se prolongar por um período maior, podeiátrazerproblemas.

“É muito ruim para a sociedade. A crise afeta a relação de consumo, traz incertezas, mas apesar disso, mantemos a projeção de 4% de crescimento nominal para este ano”, afirmou. Barros disse ainda que acredita que o governo tomará medidas para impedir um crescimento maior da inflação e aponta que para o ano que vem a perspectiva é que o cenário econômico seja mais positivo.

Ele acrescentou que 2015 já era um ano previsto de dificuldades e a perspectiva de crescimento nominal esperada de 4% para o fim deste ano, do setor de capitalização, é considerado um número favorável. “Mas devemos esclarecer que para o ano que vem existem desafios para o setor, como criar um ambiente regulatório mais simples”, ressaltou.

Ao longo do evento, informa o Jornal do Commercio, foi apresentada também uma pesquisa elaborada pela OverView, que entrevistou consumidores de título de capitalização em todo o País. Entre as conclusões apresentadas pelo sócio diretor da entidade, Luis Eduardo Guedes, está uma mudança de prioridades por parte dos brasileiros, principalmente nas classes C e D.

De acordo com a pesquisa, a compra da casa própria ainda é o principal objetivo, mas em segundo lugar, a prioridade passou a ser acumular recursos para custear uma faculdade em detrimento da compra de um carro, por exemplo.

“Entre as motivações estão guardar dinheiro para imprevistos e emergências e também considerar o ato de poupar um ponto de partida para acumular mais”, completou ele, sobre as motivações que os consumidores levam em conta na hora de adquirir um título de capitalização.

Sobre a Autora

Denise Bueno

Denise Bueno

Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista da revista Apólice, especializada em seguros, e também do SindSeg-SP. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalizacao entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil.

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