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Max Thiermann passa de CEO para presidente do Conselho da Allianz Brasil

Os jornais argentinos contam uma notícia hoje, que ainda não consegui checar no Brasil. Max Thiermann, CEO da Allianz, passará para a presidência do conselho da Allianz Brasil. Seu sucessor é Edward Lange, CEO da Argentina. Em seu lugar, entra uma mulher. Fabiana Castiñeira vai assumir como CEO de Allianz Argentina.

Max está no comando da operação brasileira há nove anos. Sua gestão foi marcada por uma grande evolução do grupo alemão no Brasil. Inovou em todos os sentidos. Apoiou projetos importantes, como o Prêmio de Jornalismo, que tornou a marca conhecida do Oiapoque ao Chui. Qualquer jornalista, da área financeira a de sustentabilidade, conhece um pouco do maior grupo segurador do mundo graças a projetos apoiados por Max. O faturamento quase triplicou de tamanho nos últimos cinco anos. Dos € 388 milhões em 2005, a companhia saltou para € 1,1 bilhão em 2010 (os números de 2011 devem sair até o final deste mês). Isso torna a subsidiária local o principal negócio da empresa fora de Europa, Estados Unidos e Austrália. Em seguros gerais, a Allianz Seguros responde por 2,5% dos negócios do grupo.

Na América do Sul, a unidade brasileira tem três vezes o tamanho da Colômbia e 7,5 vezes o da Argentina. A participação da seguradora brasileira em grandes riscos, que envolvem apólices de engenharia e grandes indústrias, foi de cerca de R$ 300 milhões em 2010, pouco mais de 10% dos prêmios totais.

A Allianz Saúde, braço de seguro saúde da Allianz Seguros, também apresentou bom desempenho em 2010. A receita com prêmios foi de R$ 437,8 milhões, alta de 19,3% sobre o ano anterior. O lucro líquido chegou a R$ 22,1 milhões em 2010, incremento de 51,4% em relação ao período anterior.

O bom dessa história é poder ter Max no Conselho da Allianz, onde continuará dando seus valiosos palpites para incrementar e valorizar a indústria de seguros brasileira. Sorte de Castineira ter Max por perto. Apesar do sucessor já ter ocupado cargos na Alemanha, Chile, Estados Unidos e Argentina, nada se compara ao Brasil. Um país cheio de “jabutibacas”, como costumava dizer Leôncio Arruda, e que cresce de forma impressionante. Em 2010, o grupo que está no país há 106 anos, contava com 60 filiais, 1.400 funcionários e parceria com cerca de 16 mil corretores.

Bem vindo Edward Lange! Tenho certeza de que se surpreenderá com esse país. E como todos os estrangeiros que para cá vem, vai se apaixonar com a oportunidade de contribuir com o desenvolvimento da indústria de seguros, que começa um movimento forte de engajamento com o tema sustentabilidade.

Assim que conseguir uma entrevista, publico. Por enquanto, é isso.

Sobre a Autora

Denise Bueno

Denise Bueno

Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista da revista Apólice, especializada em seguros, e também do SindSeg-SP. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalizacao entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil.

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