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Instabilidade global lidera ranking de riscos em 2012, diz Geneva Association

A instabilidade global é a primeira da lista entre as preocupações da indústria mundial de seguros, Segundo estudo divulgado ontem pela Geneva Association, que reúne os principais CEO do setor. Outros desafios dos executivos dize respeito sobre a gestão do risco de catástrofe natural e sobre a forma de lidar com o envelhecimento da população, ambos temas dependentes das ações governamentais. “Nenhum outro tópico tem preocupado os países do que a persistência da instabilidade financeira global”, afirmao secretário geral e diretor da entidade think thank Patrick M. Liedtke (foto).

Além da instabilidade causada pela renegociação das dívidas soberanas de grandes nações, os países têm de lidar com questões sobre os impactos dos prejuízos causados pelas mudanças climáticas e o reforço da regulamentação do mercado financeiro para evitar riscos sistêmicos. Segundo o estudo, a regulamentação financeira tem um impacto “profundo na forma de atuação dos mercados de capitais e sistemas financeiros, assim como a velocidade e os parâmetros de sua evolução. Só com uma compreensão profunda das questões técnicas, os reguladores conseguirão um efeito positivo com as reformas. O seguro é um negócio altamente complexo e não é facilmente comparável com qualquer outra atividade, apesar de compartilharem alguns elementos comuns.”

A indústria de seguros sofre com uma falta de compreensão das pessoas for a do setor sobre como funciona a engenharia financeira de uma companhia de seguros ou de resseguro. “Isso cria o risco de um mal-entendido de suas operações e aumenta a probabilidade de conseqüências negativas na atividade que visa proteger perdas de terceiros.”

2012 tem uma agenda importante sobre regulamentação, que pela primeira vez foi orquestrada através do G-20. “É vital, portanto, que quaisquer decisões tomadas respeitem plenamente o papel dos seguros como um facilitador da gestão dos riscos e de soluções de transferência de riscos, fatores prioritários para o equilíbrio das economias modernas”.

A Geneve Association também traz a discussão sobre as perdas recordes do setor com pagamento de indenizações consequentes de catástrofes naturais em 2011. Segundo o estudo, pouco se avançou na prevenção, ou seja, como lidar com as vulnerabilidades existentes e com os riscos a que os países estão expostos. Muitos deles precisaram tirar milhões em recursos destinado ao crescimento para socorrer vítimas de inundações, enchentes, terremotos ou furacões. “Em 2012, os governos devem fazer progressos na compreensão dos riscos do seu país também sobre a gestão de riscos que acabam expondo a população a situações catastróficas para que assim possam implementar medidas preventivas de mitigação de riscos”.

O outro ponto, a longevidade, também ganhou destaque no estudo da Geneva Association. Viver mais tempo é um fator positivo, mas é preciso pensar em como isso irá impactar financeiramente os países, ou seja, governo, empresas, famílias e indivíduos. As dúvidas sobre a capacidade financeira de estados endividados, com necessidade de cortes dos benefícios sociais para ajustar os orçamentos diante da crise financeira é um assunto importante para ser debatido em 2012.

Para finalizar, Liedtke conclamou a sociedade e os políticos para “agarrar o touro pelos cornos e enfrentar as inevitáveis implicações desses desafios. “Esta é uma grande oportunidade para todos. Em 2012, as seguradoras devem discutir o assunto e desenvolver um canal de comunicação com governos e sociedade, para colaborarem na construção de um setor sustentável”.

O estudo completo está no site da Geneva Association (www.http://www.genevaassociation.org)

Sobre a Autora

Denise Bueno

Denise Bueno

Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista da revista Apólice, especializada em seguros, e também do SindSeg-SP. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalizacao entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil.

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