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Luis Maurette não descarta aquisições para Willis crescer na América Latina

Luis Maurette aproveitou o final de 2011 para se ambientar em seu novo desafio profissional. Deixou a Liberty Seguros para ser o CEO da América Latina da Willis, terceira maior corretora de seguros do mundo. Desde então, não parou de viajar para conhecer todos os especialistas que vão ajudá-lo a conquistar clientes na região. “Estou satisfeito por estar à frente da Willis América Latina e aviso que temos muito trabalho pelo frente para atender a demanda deste país que cresce forte˜, diz.

Para enfrentar a forte concorrëncia do setor, que passa por um período de intensa consolidação, ele conta com a equipe de especialistas e também com recursos internacionais para investir no treinamento dos profissionais e em sistemas que facilitem o dia a dia de seus clientes. Veja abaixo alguns trechos da entrevista concedida ao Blog Sonho Seguro e um video sobre suas impressões sobre o Brasil em evento da Swiss Re.

Conte o que a Willis, tanto America Latina quanto Brasil, espera para o ano de 2012

Em relação ao Brasil, ainda há muito o que ser feito para que a indústria de seguros conquiste o coração e a confiança dos brasileiros. Isso porque a penetração de seguros no País ainda é baixa, devido, principalmente à falta de conhecimento e entendimento dos riscos potenciais associados com os negócios e até mesmo com a vida dos consumidores. Nós da Willis estamos nos preparando para reverter esse atual cenário de baixa entrada de seguros no País. Para isso, estamos definindo metas para aproximação cada vez maior de nossa carteira de clientes, bem como com os parceiros que compõem nosso sistema.

O crescimento será orgänico ou envolve aquisições?

Temos planos de expandir nossa presença para outras regiões do país que extrapolem o eixo da região Sudeste e não descartamos a possibilidade de atrelar ao crescimento orgânico uma expansão ocasionada por aquisições.

Em sua opinião, como os preços vão se comportar no próximo ano?

As seguradoras no Brasil ainda estão muito focadas em grande risco e especialidade, não prestando atenção suficiente no segmento das PME. Isto é evidenciado pelos números: de 3000 mil empresas no Brasil, 25% são grandes empresas e representam 75% do premio, enquanto 75% são PME, que representam apenas 25% do prêmio.

Você acredita que haverá uma farta capacidade de seguro e resseguro para a demanda dos clientes brasileiros?

O cenário atual no país ainda é favorável pois, apenas nos últimos dois anos, cerca de 40 milhões de brasileiros “migraram” para a economia formal, o que representou maior acesso a contas bancárias e créditos para compra de ativos fixos. Esta crescente classe média vai precisar, e muito, de seguro e movimentará toda a indústria e varejo. Esta parcela do mercado formal é que irá representar uma grande oportunidade neste futuro próximo. Se as seguradoras criarem fortes estratégias de médio prazo, que devem ser revistas periodicamente, e se forem capazes de desenvolver cenários para entenderem melhor os movimentos dos concorrentes e seu históricos, elas estarão aptas para acompanhar as demandas crescentes no País e também para competir.

Sobre a Autora

Denise Bueno

Denise Bueno

Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista da revista Apólice, especializada em seguros, e também do SindSeg-SP. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalizacao entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil.

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