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TI a serviço da eficiência no atendimento

42-20343569matéria publicada no site da CNSeg (www.viverseguro.org.br)

Centralizar as decisões estratégicas. Esta é a proposta de Scott Horwitz, diretor da FICO, empresa de gerenciamento de decisões, que promoveu nesta terça-feira um debate sobre o potencial e desafios da indústria de seguros no Brasil. Segundo o executivo, as seguradoras têm um grande volume de informações dos clientes coletados durante a subscrição do risco.

Muitas vezes, porém, esses preciosos dados estão dispersos em vários departamentos. Para piorar, as unidades operacionais não se conversam, gerando um grande desperdício de oportunidades que poderiam ser desenvolvidas com o cruzamento de dados estratégicos. Quando bem trabalhadas, o histórico dos clientes permite lançamento de produtos e serviços mais adequados aos clientes e até mesmo um melhor gerenciamento de risco para a própria companhia.

“A conexão dos dados em um centro estratégico de decisão ajuda a gerenciar riscos, a prestar um melhor atendimento ao cliente, a gerenciar ações de marketing coordenadas com todos os departamentos da companhia, além da prevenção de fraude”, afirma. Em atendimento, um grande aliado do atendente é ter todo o histórico do segurado. “Um cliente espera que a equipe de indenizações saiba o que foi garantido no contrato e combinado com o corretor para ser atendido de forma ágil e não uma conversa marcada pela falta de informação sobre o contrato fechado”.

Diante do cenário de crescimento do Brasil e da indústria de seguros, ter sistemas integrados se torna cada dia mais prioritário para o sucesso empresarial. Samy Hazan, diretor de vida da Marítima, acredita que sistemas como o ofertado pela FICO são cada dia mais preciosos para as seguradoras conquistarem os clientes com ofertas diferenciadas.

“Até pouco tempo atrás, as companhias ofereciam coberturas padronizadas. Hoje o cliente é mais exigente e a concorrência muito mais acirrada. Esse cenário exige uma atuação diferenciada e por isso usar as informações armazenadas de forma inteligente se torna cada dia mais prioritário para ter uma atuação de sucesso”, comenta Hazan.

Angelo Colombo, diretor da Allianz, era um dos ouvintes do evento. “Acredito que daqui para frente teremos de ter sistemas que nos ajudem muito, pois o crescimento previsto é grande e requer sistemas modernos e eficientes”, comentou. Além da tecnologia como aliada para crescer com sustentabilidade, a Allianz tem investido no treinamento de profissionais para grandes riscos, área beneficiada pelo crescimento do País e também pela realização da Copa em 2014 e dos Jogos Olímpicos em 2016. “Dos 3 mil inscritos, 15 foram recrutados e estão a todo vapor na companhia”, contou.

Segundo Scott Horwitz, a análise preditiva possibilita gerenciar o futuro. “Em seguros, já ajudamos mais de 300 seguradoras em todo o mundo na melhora da eficácia de suas operações e na redução de fraudes e solicitações abusivas”, contou. No mundo, entre os clientes da indústria de seguros a FICO citou a AIG, Zurich e Aviva. No Brasil, SulAmérica e Liberty.

Sobre a Autora

Denise Bueno

Denise Bueno

Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista da revista Apólice, especializada em seguros, e também do SindSeg-SP. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalizacao entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil.

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