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Porto Seguro pode revolucionar telefonia

42-21521745Imagine ter um pacote de acesso à internet que funcione com velocidade e em qualquer lugar. Esse pacote é único. Você pode acessar a web pelo celular, pela teve ou pelo computador com um único pacote. Nada mais de ter de pagar uma conta para a operadora, uma para a teve a cabo, outra do modem e outra ainda de uma dessas redes de acesso para as quais temos de apelar quando o celular está em um local onde a banda larga não pega e dai o modem cai de frequência para EDGE (como se fosse internet discada).

Um sonho né. Mas pelo que ando ouvindo por ai uma parte desse sonho pode ser transformada em realidade antes do meu neto nascer. E graças a uma seguradora. Isso mesmo. A Porto Seguro, que criou a sua marca e imagem em cima da qualidade de serviços que presta aos seus clientes, começa a atuar como uma operadora de telefonia. Sim, a ideia é dar um chip para o celular. Porém, como sou aquariana, já estou sonhando com a banda larga, um caminho natural das operadoras.

Em novembro do ano passado, quando a Anatel liberou a entrada de novos concorrentes, a seguradora criou a Porto Seguro Telecomunicações em sociedade com a Datora, que já atua no setor de telecomunicações. Em periódo de silêncio até que todos os acionistas se manifestem, nenhuma das partes pode falar do assunto. O fim do período está próximo. Novidades sobre esse assunto deverão surgir até o final deste mês.

Mas todos sabem que o discurso é agregar valor e não reduzir custo num primeiro momento. O que para mim já está ótimo. Duro é pagar caro e não ter nem o serviço básico. Claro que a Porto não vai fazer milagres. Mas vai trazer concorrência e tirar as operadoras da atual zona de conforto em que se encontram. Se pensarmos na qualidade de serviços que presta em automóvel, que o vice-presidente Fábio Luchetti, responsável pelo dia a dia da maior seguradora de carro do Brasil, é um executivo que fez carreira em TI, e a grande onda do Brasil hoje é a internet, as redes sociais, o celular e a fidelização do cliente, tudo pode ser possível.

Com certeza a decisão da Porto de entrar no segmento de telefonia foi muito bem pensada. Oferecer um chip para cada um dos milhões de clientes e corretores. Pensar que ela é sócia do Itaú Unibanco e está apenas começando a explorar a base de clientes do maior banco privado do Brasil, que tem ambição de ser um banco global. Isso já é começar grande. Que a Porto vai dar condições especiais para seus clientes, como na rede de estacionamento Estapar em São Paulo, onde é possível ter 30% de desconto. Ou o helpdesk, que te ajuda sempre que o computador dá virus. Falta treinar atendentes para tirar dúvidas com os computadores Mac, da Apple. Mas acredito que isso já deva estar no radar das prioridades de 2011.

Pensar que será possível ler facilmente a conta de celular diante da filosofia de educação financeira que se espalha entre as instituições financeiras. Outra coisa. Microsseguros, ou seja, seguro de baixo valor vendido para a população de menor renda. Um mercado de mais de 100 milhões de pessoas no Brasil. Todos dizem que o microsseguro será uma realidade quando o débito do valor puder ser feito pelo celular. Fico imaginado o que a Porto Seguro fará em relação a isso sendo também uma operadora de telefonia.

Só posso imaginar que a Porto vai liderar uma revolução nos serviços de telefonia e internet. Que os anjos e os acionistas digam Amém. Pois realmente estou totalmente insatisfeita com os serviços da operadora, da teve a cabo e de locais como hotéis, congressos e restaurantes como o Carlota que não oferecem wireless gratuito.

Sobre a Autora

Denise Bueno

Denise Bueno

Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista da revista Apólice, especializada em seguros, e também do SindSeg-SP. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalizacao entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil.

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