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Seguradores apoiam agência reguladora

jorge-hilario1Os seguradores são a favor da criação de uma agência reguladora para a indústria de seguros, dando apoio a Superintendência de Seguros Privados (Susep). “A agência ajudaria a preparar o mercado para a auto-regulamentação, um processo em curso e que deu mais um passo no mês passado, com a aprovação do Código de Ética pelas seguradoras”, contou Jorge Hilário Gouvêia (foto), presidente da CNSeg, durante coletiva de imprensa realizada com jornalistas hoje, em São Paulo.

Segundo o presidente, a Susep é um órgão regulador com características de autarquia. Um setor com tamanha importância merece ter a sua agencia reguladora”, frisou o presidente da CNSeg. Além disso, o setor tem sua regulação dividida também com a Agência Nacional de Saúde (ANS) e com a Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc). “Uma indústria desse tamanho precisa de um programa de Estado”, diz Hilário. Ter uma agência, segundo ele, poderia agilizar projetos que há anos estão parados, como os planos de previdência com incentivos para saúde e educação, microsseguros e debates sobre o seguro popular de carro.

Para ele, a auto-regulamentação é essencial para o setor que deverá manter o ritmo de crescimento acima do PIB brasileiro nos próximos anos. Dados divulgados durante o encontro revelam que a indústria de seguros deverá encerrar o ano com receitas de R$ 179,3 bilhões, o que representa uma participação de 5% do PIB. “O mercado brasileiro reluz para os estrangeiros”, disse Jorge Hilário, comentando que tem recebido um expressivo número de visitantes interessados em operar no Brasil.

O presidente da CNSeg explicou aos jornalistas presentes a estrutura da entidade, que reúne quarto federações: FenSeg, FenaPrevi, FenaSaúde e Fenacap., que juntas devem encerrar 2011 com faturamento de R$ 201 bilhões, avanco de quase 13%. A FenSeg agrupa as operações de seguros, com projeção de encerrar 2010 com receitas de R$ 37,3 bilhões, crescimento de 21%. Parte do crescimento deste segmento veio da carteira de automóveis, de seguros financeiros como D&O, seguro rural e também seguro garantia.

A FenaPrevi reúne as empresas de previdência aberta e vida, com projeção de receitas para este ano de R$ 60,6 bi, alta de 33%. A FenaCap projeta encerrar o ano com receita de R$ 10,7 bilhões, captados por cerca de 15 empresas que vendem títulos de capitalização. A FenaSaúde, que agrupa 1.065 operadoras, deverá encerrar 2010 com faturamento projetado em R$ 70,5 bilhões.

“O setor pode ser muito maior do que é. Nossa principal missão para 2011 é identificar o que temos de fazer para a indústria de seguros crescer de forma a ocupar um tamanho representativo no Brasil, assim como ocupa nos países mais ricos”, disse Jorge Hilário. Em 2010, entre os destaques da atuação da entidade o presidente citou a participação ativa da CNSeg na discussão sobre a criação da seguradora estatal.

Para 2011, além de mapear os fatores que inibem o crescimento do setor, a CNSeg quer expandir o acesso das classes C e D ao seguro. Em previdência, duas prioridades: regulamentar os planos com incentivos para saúde e educação e também os fundos blindados. No segmento de seguro, a apólice popular para automóvel está no topo das prioridades da CNSeg.

Segundo Solange Beatriz, diretora executiva da CNSeg, um grande desafio está em reduzir as assimetrias com os consumidores, tornando o seguro um produto de fácil entendimento e consequentemente mais consumido pela população. “Estamos num caminho virtuoso de crescimento e vamos aprimorar a nossa atuação. O setor de seguros, por exemplo, se antecipou ao Código de Defesa do Consumidor, implementando as exigências antes mesmo delas estarem valendo”, lembrou. Outra iniciativa, segundo Solange Beatriz, é a elaboração de uma cartilha dentro do programa de educação financeira.

Sobre a Autora

Denise Bueno

Denise Bueno

Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista da revista Apólice, especializada em seguros, e também do SindSeg-SP. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalizacao entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil.

2 comentários

  • entrei em contato com a seguradora para saber o que esta acontecendo. assim que tiver uma resposta entro em contato novamente. abs

  • As seguradoras de veículos quando acontece sinistro com perda total do bem segurado, na maioria das vezes dificultam o mais que podem a idenização, levando até mais de 60 dias para efetuá-la. Exigem do segurado até a sua profissão para liberar a indenização. Ainda tem um detalhe, sete dias após que o segurado já informou a sua profissão, exigem que seja feita a informação através de email, tornando inválida a informação anterior. O meu marido está passando por esse problema com a HDI SEGUROS DO HSBC.

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