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Governo, Swiss Re e IFC inovam para fazer o Brasil crescer com sustentatilidade

42-21523044Mais uma etapa vencida rumo ao crescimento da indústria de seguros brasileira, que a cada dia encontra formas de ajudar a baratear os financiamentos para as obras de infraestrutura que o Brasil precisa para dar sequência ao crescimento da economia. Ontem o ministro da Fazenda Guido Mantega informou que a criação da Agencia Brasileira de Garantias será instituída por medida provisória.

A decisão vem contra o que os executivos de seguros aguardavam. Era previsto que a agência seria criada por Projeto de Lei, que levaria algum tempo para entrar em vigor, e não como Medida Provisória, com chances de entrar em vigor em até 30 dias. Segundo o ministro, a MP será escrita e, após assinada pelo presidente da República, o Brasil terá uma agência de fomento que ajudará a baratear o custo financeiro dos empréstimos para as obras de infraestrutura do Brasil, estimada em algo próximo de R$ 1 trilhão, segundo levantamento do PAC-2.

O interesse em fazer o Brasil dar certo gerou outra grande notícia ontem. Interessada em dar garantias ao crescimento do país, a Swiss Re e o IFC, braço financeiro do Banco Mundial, aportaram R$ 40 milhões na UBF Seguros. Especializada em seguro garantia e agrícola, a seguradora estava fora do mercado a espera de capital. Capitalizada, o presidente Roberto Foz, auxiliado pelo jovem Felipe Bonetti, que o ajudará neste período de transição, colocará a equipe da UBF para arquitetar programas de seguros para projetos, tendo como garantia a credibilidade da Swiss Re, com 80% do capital, e o IFC, com 20%.

A parceria entre Swiss Re e IFC foi iniciada no alto escalão. “O assunto começou a ser discutido pelo president do IFC e pelo presidente da Swiss Re”, contou Rudi Flunger, diretor da divisão de seguros e linhas especiais da Swiss Re. O investimento do megainvestidor Warren Buffett, que tem boa parte da sua fortuna vinda do controle do grupo segurador Berkshire Hathway, em resseguradoras concorrentes em 2009 e 2010, especialmente na Swiss Re e na Munich Re, foi um estimulo e tanto para o IFC olhar com mais atenção a indústria de seguros, acredita Pedro Mader Meloni, advisor do IFC para a America Latina e Caribe.

Durante coquetel realizado ontem, a resseguradora Swiss Re informou que vai atuar como seguradora e também resseguradora nesses dois nichos. Mundialmente, apenas 10% do faturamento do grupo suíço vem de seguro, sendo resseguro a atividade principal. “Isso mostra o interesse do grupo no Brasil, que tem ainda duas resseguradoras admitidas”, diz Foz.

Para a Swiss Re, o mercado de seguros brasileiro é de extrema importância. Segundo Fluger além do aporte de capital, o grupo empenha-se em compartilhar conhecimentos e capacidades técnicas e assim auxiliar a expansão da UBF Seguros para outras linhas de negócios. “A transação reflete o compromisso da Swiss Re com o mercado brasileiro, que tem importância estratégica destacada e onde estamos fazendo negócios há mais de 80 anos. Além disso, estamos satisfeitos por este investimento criar a oportunidade de fortalecer nossa parceria com a IFC ao redor do mundo.”

O IFC ressaltou a força do mercado de seguros no Brasil. “Decidimos fazer este investimento porque acreditamos no crescimento da indústria de seguros como um fator chave para dar sustentabilidade ao desenvolvimento do Brasil”, disse Meloni. O foco do IFC é investir em setores que, embora tenham boas perspectivas de crescimento e rentabilidade precisam ganhar mais eficiência em termos de competição.

Este é o primeiro investimento da agência de fomento em seguros no Brasil. O IFC opera em mais de 100 países e no Brasil contava com investimentos apenas em bancos. O próximo passo no mercado de seguros poderá ser em microsseguro. “Estamos com projetos em microfinanças e quando este estiver viabilizado pode ser um passo natural apoiar o microsseguro, que complementa a microfinança”, disse.

Sobre a Autora

Denise Bueno

Denise Bueno

Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista da revista Apólice, especializada em seguros, e também do SindSeg-SP. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalizacao entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil.

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