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Poupar é o objetivo número um das famílias

42-20916480Fazer reservas para o futuro e para a aposentadoria é o objetivo número um listado pelos domicílios do país. O número de famílias brasileiras que planejam poupar parte de sua renda cresceu de 29% para 44% de 2008 para 2009, segundo comunicado divulgado pela Fenaprevi. Os lares do Sul são os campeões da previdência privada e os que mais destinam recursos para esta modalidade de investimento. Os dados constam no estudo realizado pela Kantar Worldpanel, maior empresa global de pesquisa de consumo em domicílios, que será apresentado no V Fórum Nacional de Seguro de Vida e Previdência Privada, que acontece em São Paulo nos dias 15 e 16.

Segundo o estudo da Kantar, realizado para a Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi), embora guardar para o futuro já seja um sonho de quase metade dos domicílios do país, na média Brasil, ainda é baixa a penetração dos planos de previdência privada aberta no mercado doméstico. Apenas 4% das famílias têm o produto em seu portfólio de investimentos.

Os dados da Kantar são extraídos de uma base de 8,2 mil domicílios acompanhados semanalmente em todo o país. A amostra representa 81% da população domiciliar brasileira e 91% do potencial de consumo residencial do país.

Segundo Marco Antonio Rossi, presidente da Fenaprevi, o estudo mostra que há um grande espaço para o crescimento da previdência no país. Hoje, a Fenaprevi contabiliza 9,7 milhões de planos contratados e R$ 201 bilhões em ativos (ver quadro com série histórica no balanço). Há cinco anos os ativos somavam R$ 68 bilhões. “Praticamente triplicamos de tamanho nos últimos 5 anos, mas há ainda um enorme campo para expansão da indústria”, avalia o executivo.

As famílias do Sul (PR+SC+RS) são as campeãs em economia para o futuro. Segundo os dados do estudo Fenaprevi – Kantar, 8% dos lares do Sul contam com um plano de previdência complementar. É o maior índice do país. Segundo os dados do levantamento, as famílias dessa região também são as que destinam maior volume de recursos para planos de previdência: R$ 1.353,00 anuais, volume 16% superior aos R$ 1.167,00 anuais verificados na média Brasil.

O interior de São Paulo é a segunda região no ranking de penetração de planos de previdência. Cerca de 6% dos lares do interior do Estado mais rico da Federação já contam com o produto e contribuem em média com R$ 1.165,00 anuais para a composição das reservas, 6% acima da média Brasil.

A região leste, que engloba interior do Estado do Rio de Janeiro, Espirito Santo e Minas Gerais é a terceira colocada em número de lares com planos de previdência no país. A penetração do produto nestes estados alcança 5% dos domicílios. As contribuições médias na região, entretanto, são menores. Na média apurada pela Kantar, os domicílios da região contribuem com R$ 1075 ao ano, 8% a menos que o verificado na média Brasil.

A Grande São Paulo e a Grande Rio de Janeiro, segundo a pesquisa, surgem na quarta posição no ranking de penetração dos planos de previdência no mercado brasileiro. Nas duas maiores metrópoles do país, 4% dos lares investigados pela Kantar têm um plano de previdência privada contratada. Na capital paulista, a média das contribuições está na faixa de R$ 1.182,00 anuais, apenas, 1% acima da média nacional. Na capital fluminense, as contribuições estão na média mais baixa do país: R$ 849,00 anuais, volume 27% inferior ao da média Brasil.

No Centro-Oeste, uma das regiões de maior crescimento econômico do Brasil nos últimos anos, apenas 3% dos domicílios têm um plano de previdência contratado. Mas na região, as contribuições são as mais elevadas do país. Os planos contratados nos estados que compõem a fronteira agrícola brasileira, as contribuições para os planos de previdência são na média de R$ 1.346,00 ao ano, volume 15% superior ao restante do país.

As regiões Norte e Nordeste, por sua vez, são as lanterninhas dos planos de previdência privada. Nos estados da região, apenas 2% dos domicílios contam com o produto e as contribuições são 17% menores que as da média Brasil, perfazendo R$ 969,00 anuais.

Sobre a Autora

Denise Bueno

Denise Bueno

Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista da revista Apólice, especializada em seguros, e também do SindSeg-SP. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalizacao entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil.

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