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10% dos lares da classe AB tem previdência

42-20916862O estudo Fenaprevi – Kantar também avaliou a penetração dos planos de previdência privada por classe social. Na Classe AB, de famílias com renda acima de 10 salários mínimos mensais, a modalidade de investimento está presente em 10% dos lares. Na Classe C, que abrange famílias com renda mensal entre 4 e 10 salários mínimos, 4% dos domicílios, mesmo índice média geral Brasil, contam com plano de previdência entre os produtos financeiros contratados. Na DE, com famílias de renda entre 1 e 4 salários mínimos, o índice é de 1%.

“Temos uma grande oportunidade de expandir a presença nas famílias de maior renda e também entre os domicílios da classe C”, analisa Marco Antonio Rossi, presidente da Fenaprevi (Federação Nacional de Previdência Privada e Vida), em nota divulgada. Para Rossi, a mudança do padrão da pirâmide etária brasileira é outra janela de oportunidade. “A população está envelhecendo rapidamente e a manutenção do padrão de vida dependerá da capacidade de poupança durante a fase laboral”, diz. “A cultura da previdência já está instalada e à medida que economia cresce e a renda familiar aumenta, os indivíduos farão um plano cada vez mais cedo”, complementa.

Hoje, os investimentos em previdência são maiores no segmento dos indivíduos entre 40 e 49 anos. Neste estrato, as contribuições anuais para formação de poupança de longo prazo são de R$ 1270, volume 9% maior que a média de contribuição anual do Brasil.

Os indivíduos de 50 anos ou mais são os segundos colocados no ranking de aportes, com contribuições 2% maiores que a média do país.

Entre os indivíduos até 29 anos as contribuições anuais são de R$ 1080, volume 7% menor que a média Brasil. Entre os que têm entre 30 e 39 anos, o índice é 8% menor que média de contribuições do país apurada pela Kantar ( R$ 1074,00).

A progressão se justifica quando se compara a faixa etária e a composição do orçamento doméstico. Nos domicílios em que os chefes de família têm até 29 anos, os gastos mensais, na média, superam em 9% as receitas. Entre 30 e 39 anos, a relação reduz ligeiramente e o déficit é de 6% mensais.

Já nos domicílios com famílias lideradas por indivíduos de 40 a 49 anos, as receitas superam em 2% os gastos mensais ou anuais. Na faixa dos indivíduos com mais de 50 anos, o superavit é maior: as receitas superam em 14% as despesas.

Sobre a Autora

Denise Bueno

Denise Bueno

Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista da revista Apólice, especializada em seguros, e também do SindSeg-SP. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalizacao entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil.

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