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Swiss Re lucra US$ 812 milhões no trimestre

lippeA Swiss Re reverteu o prejuízo do ano passado e divulgou lucro líquido de US$ 812 milhões no segundo trimestre de 2010, apesar do ambiente de mercado desafiador, com volatilidade nos mercados acionários, fraco crescimento econômico e dois importantes eventos catastróficos neste ano, como o terremoto no Chile e o pior desastre ecológico já registrado com a explosão da plataforma da British Petroleum no Golfo do México.

“Os negócios da Swiss Re tiveram bom desempenho no segundo trimestre de 2010. Nosso poder de geração de lucros continua forte e tiramos proveito, este trimestre, de um resultado excelente na área de Gestão de Ativos”, comentou Stefan Lippe (foto), executivo-chefe da Swiss Re em comunicado.

Nos últimos dois anos, a resseguradora reposicionou a carteira de (res)seguro para um mercado menos aquecido. “As renovações de julho de 2010 demonstraram que continuamos a nos concentrar na gestão de ciclos disciplinados, tendo a lucratividade com nossa prioridade clara”, acrescentou.

O patrimônio líquido aumentou em US$ 1,3 bilhão, chegando a US$ 27,5 bilhões no segundo trimestre de 2010. O retorno sobre o patrimônio no segundo trimestre de 2010 foi de 13,4%, em comparação com os –7,4% no mesmo período do ano anterior. Os ramos elementares registraram um resultado operacional de US$ 455 milhões, em comparação com os US$ 896 milhões no mesmo período do ano anterior, mantendo a lucratividade das subscrições, apesar das altas indenizações reclamadas.

Conforme divulgado, o resultado sofreu o impacto do aumento de US$ 130 milhões nos sinistros estimados devido ao terremoto no Chile, chegando a US$ 630 milhões, e sinistros estimados em cerca de US$ 200 milhões no caso da explosão da plataforma Deepwater Horizon, antes dos impostos, em ambos os casos. A sinistralidade combinada para o segundo trimestre de 2010 foi de 102,0% (ou 100,2% se excluirmos a reversão de descontos), em comparação com os 89,4% (87,6%) no mesmo período do ano anterior.

Os segmentos de vida e saúde alcançaram lucro operacional de US$ 142 milhões no segundo trimestre de 2010, em comparação com o prejuízo operacional de US$ 8 milhões no mesmo período do ano anterior. A melhora no resultado operacional se deve aos resultados visivelmente melhores em anuidades variáveis, compensados em parte pela queda dos retornos oferecidos pelos investimentos. A relação de benefícios aumentou para 93,5%, em comparação com os 78,6% no mesmo trimestre de 2009.

A gestão de ativos teve excelente desempenho, com resultado operacional de US$ 1,2 bilhão no período, em comparação com US$ 472 milhões no segundo trimestre de 2009. O retorno anualizado sobre os investimentos foi de 5,8% no segundo trimestre de 2010, comparado com 0,5% no segundo trimestre de 2009. O retorno total sobre o investimento durante o trimestre atingiu o excelente nível de 13,2%, em comparação com os 2,4% para o mesmo período no ano anterior. Os resultados também sofreram a influência positiva de ganhos de câmbio e ajustes dos investimentos ao mercado.

No segundo trimestre de 2010, a Swiss Re continuou a reduzir significativamente os riscos da carteira legada, com a venda de todas as posições restantes da antiga Structured CDS e a comutação de US$ 1 bilhão de exposição referencial na Financial Guarantee Re. No segundo trimestre de 2010, a carteira legada gerou um prejuízo operacional líquido de US$ 54 milhões.

Perspectivas – “No futuro, vamos continuar a consolidar nossos pontos fortes. A expectativa é de que o setor de resseguros tenha um crescimento moderado, porém estável, nos próximos anos. Prevemos que o mercado de ramos elementares cresça, em média, 6,5%, e o de vida e saúde, 3,7% ao ano na próxima década. A Swiss Re está bem posicionada para atender a demanda desses mercados e se tornar a participante líder no setor atacadista de (res)seguros”.

Sobre a Autora

Denise Bueno

Denise Bueno

Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista da revista Apólice, especializada em seguros, e também do SindSeg-SP. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalizacao entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil.

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