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Brasil é prioridade para a Aon Corp, diz Jorge Cale

aon*A jornalista viajou para Boston a convite da Aon Brasil

O grupo Aon acaba de comemorar 23 anos. Mas se levarmos em consideração a primeira entre as mais de 400 empresas que formam hoje o conglomerado é possível dizer que a Aon nasceu em 1680, ano em que foi fundada a Hudig Langeveldt, adquirida pela Aon em 1991. Em tão pouco tempo, o grupo se tornou líder mundial em consultoria de seguros. Fatura mais de US$ 7,6 bilhões ao ano, emprega 36 mil funcionários em 500 escritórios espalhados em 120 países.

Consolidada como um player mundial, a Aon quer conquistar mais. Não foi a toa que se tornou a patrocinadora de um dos mais famosos times de futebol do mundo, o inglês Manchester United. Em um rápido passeio pelo quartel general da Aon montado em dois andares do hotel Renaissance, para atender clientes do mundo inteiro que estiveram presentes no RIMS 2010, fica clara a estratégia do grupo. Ser referência no mundo em qualidade de serviços.

Para isso, treina seus funcionários para que eles estejam sempre atualizados de tudo o que há de mais moderno no mundo e assim possam criar soluções inovadoras para seus clientes, sejam eles os segurados ou as seguradoras. “Ajudamos nossos clientes a entender os riscos a que estão expostos e também a conhecerem os instrumentos financeiros que existem para protegê-los. Isso faz da Aon uma empresa vencedora e em franco crescimento ao redor do mundo”, diz Jorge Gonzalez Cale, diretor para a América Latina, há 15 anos no grupo Aon.

Veja a seguir trechos da entrevista concedida por Cale durante um jantar oferecido aos clientes da América Latina, no charmoso restaurante Olives, em Boston, na semana do evento RIMS 2010.

Por que apenas clientes da América Latina neste jantar?
Este jantar é especial. Tem história. Há oito anos, Jorge Luzzi, gestor de risco da Pirelli no Brasil, recebeu o prêmio de gerente de risco do ano da RIMS. Foi o primeiro brasileiro, e único até hoje, a vencer a premiação da entidade. Quando isto aconteceu, em 2002, o convidei para um jantar. Éramos menos de dez. No ano seguinte, 18. Depois 25. Olha só quanto somos hoje! Mais de 100. No final do jantar, todos os nossos clientes, e também os futuros clientes, se encontrarão em uma festa de confraternização.

A crise trouxe um desafio para todos, especialmente para os corretores. O senhor concorda?
Trouxe uma enorme oportunidade de fazermos negócios. Os riscos emergentes são um grande desafio para as corporações multinacionais, tornando o risco dos negócios muito mais complexo. E este é o grande desafio da Aon. Treinar seus executivos constantemente para que eles possam oferecer as melhores soluções para os clientes.

É uma grande aposta no relacionamento. Isso funciona em tempo de crise ou o preço conta mais?
Este é um mercado de relacionamentos. Ninguém mais no grupo se vê como um simples vendedor de seguro. O desafio é criar soluções inovadoras para as necessidades dos clientes, pois só assim se cria um relacionamento de longo prazo, sustentável, que traz benefícios para todas as partes. É uma grande mudança cultural e nos obriga a compreender realmente o negócio dos nossos clientes e os riscos que eles enfrentam neste período marcado por mudança climática, por atentados, pandemias e reformas no arcabouço regulatório de vários setores, principalmente o financeiro. E os clientes já percebem nosso diferencial, como mostra o nosso crescimento.

Com o senhor vê a América Latina?
A região tem apresentado crescimento sustentável, com indicadores macroeconômicos sólidos. Há emprego, aumento da renda. Há crédito. Isso faz a economia girar e o país crescer. Todo o mundo olha para a América Latina. Veja o Brasil. Um dos últimos países a entrar na crise e o primeiro a sair. Ainda por cima foi o escolhido para sediar a Copa em 2014 e os Jogos Olímpicos em 2016. Quer mais?

Pelo jeito o senhor está bem entusiasmado com o Brasil.
Como não estar. As grandes empresas estão ampliando investimentos no Brasil. E as empresas brasileiras estão se internacionalizando. Veja empresas como Vale, Odebrecht, InBev, Pirelli, Mercedez Benz. E por que essas empresas estão investindo no Brasil? Por que temos uma enorme população que começa a consumir. Se não estou enganado, são mais de 30 milhões de pessoas que deixaram a linha da pobreza para ingressar na classe média. E estas pessoas vão consumir. E por isso as fábricas vão investir na produção. Não tem um dia sem que tenhamos notícias sobre investimentos no Brasil. Isto é fantástico para o país. É um terreno fértil para empresas como a Aon, globalizada, com soluções para os programas mundiais de seguros. Temos um grande potencial de crescer junto com nossos clientes internacionais e vamos aproveitar as oportunidades que temos e também criar oportunidades.

O que a Aon espera da América Latina?
Manter os clientes que já temos e conquistar aqueles que buscam eficiência em seus programas de seguros. Já somos líderes na região, principalmente em grandes riscos. Queremos agora ampliar nossa base de clientes, principalmente no nicho de pequenas e médias empresas e também em seguros pessoais. Por isso estamos criando diferentes produtos, fazendo alianças com seguradoras para juntos termos soluções adequadas para todos os nichos de clientes.

Sobre a Autora

Denise Bueno

Denise Bueno

Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista da revista Apólice, especializada em seguros, e também do SindSeg-SP. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalizacao entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil.

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