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Chubb cresce 6,2% e quer dobrar vendas até 2014

acacio4A Chubb do Brasil, terceira maior operação do grupo americano fora dos Estados Unidos, apresentou lucro líquido de R$ 37,5 milhões em 2009, 5% acima do ano anterior. Acácio Queiroz, presidente da companhia reconhecida como “plantinum” do mercado, destaca a evolução de 6,2% do faturamento, para prêmios de R$ 697 milhões, e de 12,9% dos ativos, para R$ 846 milhões.

“Em um período de crise, crescer é um bom resultado. E conseguimos este desempenho porque focamos na disciplina de subscrição”, disse. A estratégia ajudou a Chubb a melhorar o índice combinado, que encerrou o ano em 81%. Acrescentando-se as receitas financeiras, o índice cai para 77%. “Com margem no resultado, pudemos criar oportunidades de lançar produtos e investir em segmentos que apostamos, como massificados, por exemplo”.

Uma decisão estratégia, segundo Queiroz, foi deixar de operar em carteiras sem rentabilidade, como o seguro de responsabilidade civil do transportador. “Abri mão de R$ 48 milhões em prêmios, mas este segmento deixou de ser prioritário”, informa. Em compensação, a Chubb acelerou em outras carteiras, como responsabilidade civil, iates, automóvel, aeronáutico, patrimonial e massificados. Este último é um dos segmentos mais disputados entre as seguradoras e corretoras brasileiras.

A Chubb também se prepara para disputar outro segmento com forte concorrência: seguro garantia. “Não podemos ficar fora de uma das estrelas do setor nestes próximos anos, principalmente em razão da demanda que surgirá com as obras de infraestrutura necessárias para preparar o Brasil para a Copa do Mundo e para os Jogos Olímpicos”, disse.

Para tanto, ele busca profissionais no mercado. Há uma carência muito grande de profissionais para seguradoras. “Enquanto no Brasil temos seis engenheiros por mil habitantes, na China são 22 engenheiros para cada grupo de mil habitantes”. Este problema também adia a entrada da Chubb em grandes riscos. Apesar de ter a Federal Re, resseguradora do grupo no Brasil, a companhia não aceita riscos de grande corporações.

A Chubb acaba de finalizar um planejamento para os próximos cinco anos, que está sendo submetido à matriz para ser aprovado. A expectativa é alcançar o faturamento de R$ 1,5 bilhão em 2014. “O mercado imobiliário é um dos que vai potencializar o crescimento das seguradoras. Há uma enorme demanda reprimida de casa própria aliada com a vontade dos bancos em emprestarem, o que torna o setor um campo fértil para as companhias de seguros”, analisa.

A seguradora também quer acompanhar este novo momento do Brasil, com uma classe emergente de consumidores e sofisticação dos atuais. “Nossa meta é lançar pelo menos quatro novos produtos por ano”, afirma. Também faz parte do plano de 2014 estar entre as dez maiores seguradoras do Brasil. “Mas já estou quase neste seleto clube, sem tanto esforço, em razão das fusões que têm acontecido na indústria de seguros”, brinca o executivo.

Independentemente do plano, a expectativa de Queiroz é de que a indústria de seguros avance entre 18% e 20% em 2010. Sem considerar previdência e capitalização, segmentos em que a Chubb não atua, a aposta é de crescimento ente 13% e 15%. “Nosso empenho está em crescer acima do mercado”, afirma o presidente da Chubb.

Sobre a Autora

Denise Bueno

Denise Bueno

Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista da revista Apólice, especializada em seguros, e também do SindSeg-SP. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalizacao entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil.

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