Pronto para crescer em 2010?*

Por Denise Bueno em 04/12/2009

*Artigo escrito para a revista Apólice, edição 11/2009, direcionado aos corretores de seguros
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Planejar e investir em 2010. Este assunto faz parte da agenda da maioria das pessoas no mundo. Afinal, estamos em tempos de mudanças. E quem quiser mudar algo, tem de ter atitudes. Fazer a lista de sonhos e traçar os caminhos para concretizá-los é o primeiro passo.

Eis aqui um bom serviço para o corretor de seguros prestar aos seus clientes. Afinal, prestar um bom serviço é a chave do sucesso de uma empresa sustentável. Que tal fazer um resumo de tudo e dar subsídios para que cada um possa tomar a melhor decisão para aumentar e proteger o patrimônio já conquistado?

Bem, o primeiro conselho dos especialistas para realizar um plano financeiro de sucesso é organização, dedicação e definição de metas. Comprar carro novo, trocar de apartamento, investir na educação do filho, onde desfrutar aqueles bem merecidos dias de férias. Todos esses desejos podem ser bem planejados. Separar o que é curto, médio e longo prazo aumentará as chances de sucesso.

Para todos eles, poupar é recomendação número um. Quem tem dinheiro em caixa vai conseguir negociar muito melhor. No curto prazo, a saída pode ser a poupança, uma vez que o governo desistiu de taxar o rendimento da tradicional aplicação. Com rendimento de 6% ao ano mais a variação da Taxa Referencial, trata-se de um bom porto seguro para aquele dinheiro reservado para emergências do dia a dia.

Tenha vários dias de vencimento para não precisar sacar antes dos 30 dias de carência para o crédito do rendimento.

As aplicações de médio e longo prazos merecem uma avaliação mais cuidadosa dos indicadores econômicos. O economista chefe da Coinvalores, Paulo Nepomuceno, acredita no aumento da Selic em 2010, a taxa básica de juros da economia brasileira. O acréscimo ao atuar patamar de 8,75% ano pode se dar, caso o mostro da inflação mostre sinais vitais de ataque.

O que determinará o aumento da Selic será o incremento do consumo acima da capacidade de oferta das indústrias. Este cenário poderá ocorrer em 2010 porque os bancos estão determinados a conquistar clientes interessados em pagar taxas de juros para antecipar o sonho de consumo. Como as indústrias suspenderam os investimentos planejados em 2008 em razão da crise financeira, a capacidade instalada de produção é menor do que o apetite do consumidor. Além da infinita lista de desejos, o brasileiro será estimulado por taxas de juros acessíveis e prazo longo para quitar sua dívida.

Como o Brasil é a bola da vez em todo o mundo, com uma avalanche de recursos entrando no País, os investimentos das indústrias saem da gaveta para atender a demanda de um País em franco crescimento. E que ainda teve a sorte de ser escolhido como o anfitrião da Copa 2014 e Olimpíadas 2016. Imagina o volume de investimento e de empregos que isto vai gerar?

Para se ter uma idéia, a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto do Brasil está entre 4,5% e 5% para 2010, um ano projetado onde Estados Unidos e Europa ainda estarão se recuperando dos estragos da crise. Este atraente cenário interno facilita a captação de recursos pelas empresas para investir em produção. Por isso, todos os economistas descartam um aumento substancial da Selic, com expectativa de encerrar o próximo ano em 10,75%. “Teremos apenas uma correção de rota”, diz Roberto Texeira da Costa, economista da SulAmérica.

Quem quiser ter uma rentabilidade maior em seus investimentos precisará avançar num território mais arriscado: as ações. Depois de amargar desvalorização de 41% em 2008, o índice Ibovespa acumula valorização superior a 70% neste ano até outubro. Este risco, no entanto, pode ser mitigado se houver algum conhecimento para escolher as empresas com maior tendência de ganho.

Companhias do setor de serviços, elétrico, bancos, construção e infraestrutura são as vedetes para o próximo ano. Roberto Kropp, responsável pela gestão de recursos do Banco Daycoval, as empresas do setor imobiliário ainda tem possibilidade de ganho no valor das ações. “Este é um setor que promete crescer muito no Brasil e o preço das ações não chegou ainda no teto”, diz. Para quem quer correr menos risco, o conselho é entender quatro números prioritários dos balanços das empresas. Ebitda, lucro antes dos impostos, depreciação e desvalorização; ROE, valor que os acionistas obtiveram de retorno sobre o dinheiro investido no negócio; e endividamento, que é a relação de dívidas em relação ao ativo; solvência – a capacidade de a empresa honrar seus compromissos.

A oferta na Bolsa de Valores de São Paulo também deverá aumentar significativamente. Segundo Lucy Sousa, presidente da Apimec Nacional (Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais), prevê a entrada de várias novas empresas na Bovespa em 2010, ampliando a oferta aos investidores. Ela acredita que a taxação do IOF pelo governo para tentar controlar a desvalorização do dólar frente ao real não será suficiente para inibir a entrada de recursos no País. “Os investidores que têm interesse no longo prazo vão permanecer”, diz.

Já um setor em que os analistas evitarão em 2010 é o de empresas ligadas ao comércio exterior. Isso porque a projeção é de que o dólar continue fraco em relação ao real. Um problema? Sim, para o Brasil em razão das commodities e todo o mundo em razão do desequilíbrio que esta relação pode trazer para a balança comercial. Para pessoas comuns, uma solução. Quem sonhava em viajar para o exterior, deve aproveitar este momento de dólar fraco para planejar as férias. O Bradesco reduziu as estimativas para o câmbio. Para 2010, a previsão passou de R$ 1,75 para R$ 1,65. É isso.

Para atingir seus objetivos, não há outra saída: é preciso suar a camisa colocando o plano em prática. Insista. Pois cultura de planejamento financeiro no Brasil ainda faz parte da lista de reformas que precisa pegar no tranco. A maioria dos brasileiros tem dificuldade em dar o primeiro passo. Mas quando dão, o céu é o limite.

 

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Swiss Re projeta avanço e obstáculos para 2010

Por Denise Bueno em 02/12/2009

swiss-reOs economistas da Swiss Re apostam na manutenção da recuperação do mercado de seguros em 2010. Segundo evento realizado ontem, o economista chefe Thomas Hess informou que os balanços apresentados até agora de seguradoras e resseguradoras mostram uma retomada no lucro e nas vendas. Aliado a isto, temos o fato da situação financeira mundial estar mais animadora do que um ano atrás. No entanto, o setor tem um longo caminho pela frente, com alguns potenciais obstáculos a serem superados, como o aumento da regulamentção, baixo retorno nas aplicações financeiras e mudanças climáticas.

“A economia global cresceu no segundo semestre de 2009, mas a recuperação é frágil”, disse. Sem impactos relevantes da crise financeira dos Emirados Árabes em outras partes do mundo, os economistas do grupo suíço acreditam que o crescimento será pequeno em 2010, mas vai acelerar moderadamente em 2011. A política monetária passará a ficar mais apertada no final de 2010 e reduções de estímulo fiscal vai seguir pouco depois até os mercados se equilibrarem”.

Segundo o estudo da Swiss Re, o crescimento real do PIB nos países da OCDE é estimado em 2,5%. Já nos mercados emergentes, a alta é animadora: 6%. Em relação as commodities, o estudo mostra que os preços do petróleo devem continuar bastante próximos dos níveis atuais, aumentando ligeiramente em 2011 e 2012, quando a atividade econômica deve se acelerar. A redução da flexibilização da política monetária poderá valorizar os rendimentos dos títulos do governo, especialmente em 2011.

O obstáculo a ser transposto pelas seguradoras está numa maior regulação da indústria de seguros, como conseqüência das perdas registradas pelas seguradoras de crédito, como as monolines, com Fannie, e principalmente AIG. Ele acredita que as seguradoras e resseguradoras ainda precisam melhorar o relacionamento com os governos e autoridades monetárias para enfatizar a diferença operacional entre seguradoras e bancos. Desta forma, evitarão que o setor fique engessado com amarras que não refletem a realidade da indústria.

Diante da boa performance dos mercados emergentes durante a crise, é esperado um crescimento maior na indústria de seguros nesses países em relação às economias desenvolvidas. Os BRIC (Brasil, Rússia, China e Índia) continuarão liderando o crescimento, com exceção da Rússia, mas afetada pela crise financeira.

Quando o assunto são as catástrofes naturais, a conseqüência vem para todos os países. “Perdas de catástrofe natural global têm aumentado significativamente nas últimas décadas e devem crescer ainda mais”, disse Matt Weber. “A Europa tem registrado perdas acima da média em 2009. O impacto das alterações climáticas poderá causar mais catástrofes com mais freqüência em todo o mundo no futuro, principalmente no que diz respeito a enchentes.”

De acordo com o estudo, a média mundial de perdas seguradas com catástrofe natural entre 1970 e 1989 foi de US$ 5,1 bilhões por ano. Mas aumentou para US$ 27,1 bilhões por ano entre 1990 e 2009. Como resultado, podemos ver a demanda crescente de coberturas por catástrofe natural. Diante deste cenário, torna-se cada dia mais prioritário o estabelecimento de parcerias público-privado na luta contra o risco de um aumento substancial dos riscos gerados com a mudança climática.

 

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Lucro das seguradoras cresce 12% até outubro

Por Denise Bueno em 02/12/2009

1240181636yx455i1As seguradoras brasileiras obtiveram lucro líquido de R$ 7,6 bilhões no período de janeiro a outubro deste ano, avanço de 12% comparado com o mesmo período do ano passado. Segundo estudo da consultoria Siscorp, o retorno sobre o patrimônio líquido do final de período se manteve em 18%. A previsão é de encerrar o ano em 15%.

A líder absoluta no quesito lucro é a Bradesco Seguros e Previdência, com R$ 2,5 bilhões até outubro, segundo revela o estudo que tem como base os dados enviados pelas seguradoras à Superintendência de Seguros Privados (Susep), informa Flávio Faggion (foto), proprietário da consultoria. Itaú Unibanco vem em segundo, com R$ 1,1 bilhão, Caixa Seguros com R$ 609 milhões e Banco do Brasil, com R$ 548 milhões. As seguradoras ligadas a bancos respondem por mais de 63% da lucratividade do setor.

Sem considerar saúde, as seguradoras registraram vendas de R$ 75 bilhões no acumulado do ano até outubro, evolução de 10%. O segmento de seguros gerais respondeu por R$ 27 bilhões; seguro de vida e acidentes por R$ 11,3 bilhões; previdência, incluindo VGBL, por R$ 29 bilhões; e capitalização por R$ 7,8 bilhões.

O maior produto em termos de arrecadação é o VGBL, com R$ 22,8 bilhões, crescimento de 23% em relação ao mesmo período do ano passado. Seguro de carro movimentou prêmios de R$ 14,1 bilhões, alta de 12%, sendo o segundo produto mais vendido pela indústria de seguros. Em terceiro vem o seguro de vida e acidentes pessoais, com R$ 11,3 bilhões em prêmios, evolução de 14%.

Segundo o estudo da Siscorp, entre as tendências de alta até o final do ano estão VGBL e riscos especiais. Automóveis, vida, rural, responsabilidades e habitacional manterão o crescimento estável. Nos demais produtos, a tendência revelada pela consultoria é de baixa.

 

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Seguradoras lucram com boa safra de satélites

Por Denise Bueno em 01/12/2009

sateliteEstudo da corretora Aon divulgado em Londres revela que o seguro de satélites tem se mostrado muito rentável nos últimos cinco anos. De acordo com a publicação, a previsão de lucro para 2009 é de US$ 400 milhões, caso não haja pedido de indenizações até o final deste ano. Este valor significa exatamente a metade do volume de prêmios do mercado mundial, de US$ 800 milhões, pagos pelos segurados para satélites lançados e também em órbita. Mas como as seguradoras tiveram um grande déficit em 2007, o lucro servirá para amenizar a perda passada e com isso os preços deverão apresentar apenas uma ligeira queda.

No terceiro trimestre de 2009, foram ao ar segurados cinco lançamentos: dois Ariane 5s, dois Protons e um Long March 3B, o que gerou cerca de US$ 154,6 milhões de faturamento para o mercado de seguros. O Long March 3B ficou aquém da órbita de destino, devido a uma anomalia na terceira fase, mas os engenheiros conseguiram manobrar a nave, o que resultou em uma perda de apenas um terço da vida da nave espacial.

Segundo Clive Smith, líder da unidade de negócios espaciais, disse no comunicado que a demanda de empresas de comunicação por satélite continua crescente, principalmente para aumentar a capacidade de banda larga e teve a cabo. Há também muitos lançamentos para vigiar a poluição da terrae monitorar movimentos de desastres naturiais.

A crise financeira reduziu o lançamento de satélites, uma vez que faltou capital para novos projetos. “Mas o ritmo começa a voltar a esta indústria, com projetos interessantes”, diz Smith. “A saúde da indústria de seguros significa que ela está bem posicionada para apoiar programas de satélites, oferecendo uma capacidade suficiente para satisfazer as exigências dos investidores”.

 

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Perdas com catástrofes chegam a US$ 52 bilhões

Por Denise Bueno em 01/12/2009

raios1Segundo estudo divulgado ontem pela Swiss Re, as catástrofes naturais e feitas pelo homem já acumulam um total de US$ 52 bilhões em 2009, bem abaixo dos US$ 267 bilhões de 2008. O total das perdas seguradas chega a US$ 24 bilhões, sendo US$ 21 bilhões em catástrofes naturais e US$ 3 bilhões em acidentes causados pelo home, segundo dados preliminares.

Praticamente o dobro do valor registrado em 2008, quando as indenizações atingiram US$ 50 bilhões, diz o estudo. A fraca safra de furacões nos Estados Unidos é a razão do valor das indenizações pagas pelas seguradoras estarem muito aquém do valor registrado nos últimos anos. Na Europa, no entanto, o custo com enchentes tiveram forte elevação na média de indenizações pagas.

As indenizações nos sete primeiros meses do ano apresentam o dobro da media dos últimos 20 anos. Entre janeiro e julho deste ano, cinco eventos ultrapassaram os custos em US$ 1 bilhão. A chuva de inverno chamada de Klaus, que em janeiro castigou França e Espanha, foi o evento mais caro, com perdas de US$ 3,5 bilhões. Em julho, as chuvas com fortes raios na Suíça e Áustria custaram outros US$ 1,25 bilhão. Nos EUA, as chuvas de inverno e dois tornados geraram perdas seguradas de US$ 3,5 bilhões, segundo informa o estudo.

Em todo o mundo, aproximadamente 12 mil pessoas morreram nas catástrofes, comparadas com 240 mil em 2008. A região mais afetada foi a Ásia, com o terromoto na Indonésia em setembro, onde mil vidas foram perdidas. A passagem de três tufões tirou outras 2 mil vidas. Segundo Thomas Hess, economista chefe da Swiss Re, comentou que em 2009 todos agradecem de ter não ter visto algo como o furacão Katrina, que em 2005 causou perdas de US$ 71 bilhões.

 

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