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AIG divulga perdas e recomeço com a AIU

imagesA American International Group (AIG) divulgou perdas de US$ 4,35 bilhões no primeiro trimestre deste ano, uma melhora comparada ao prejuízo de US$ 7,8 bilhões o mesmo período anterior e dos US$ 60 bilhões do último trimestre de 2008.

O CEO Edward M. Liddy informou em nota divulgada no site do grupo que o resultado reflete o esforço do corpo executivo para tornar a companhia, controlada pelo governo americano desde setembro do ano passado, rentável e devolver aos contribuintes americanos o capital injetado pelo Federal Reserve, superior a US$ 180 bilhões.

Lidds também informou que a direção da companhia tem acelerado o processo de tornar a AIU uma holding distinta do grupo para num futuro próximo iniciar o processo de IPO (oferta inicial de ações, na sigla em inglês). A AIU Holdings concentrará as operações de seguros comerciais da AIG, operações internacionais, e unidades de clientes especiais, com participação também da empresa de leasing e na resseguradora Transatlantic.

No Brasil, país que tem sido o porto seguro dos grupos seguradores estrangeiros que amargam perdas com a crise financeira, o grupo AIU deu início nesta semana a um processo de reposicionamento estratégico. O comando da AIU no Brasil ficará a cargo de Guillermo León, que há 30 anos atua no grupo, enquanto para o Conselho de Administração foi eleito Cesar Saad, executivo com mais de 35 anos de experiência e ampla atuação no mercado de seguros, ressaltou a nota divulgada no Brasil.

O Unibanco comprou a participação da AIG na Unibanco Seguros por US$ 820 milhões logo após a fusão com o Itaú. A parceria entre Unibanco e AIG tinha 11 anos, período em que houve a expansão de 1% para 8% de sua participação no mercado brasileiro de seguros e previdência, principalmente em seguros de grandes riscos. Agora, o grupo AIG inicia uma carreia solo no Brasil, com escritório em São Paulo, por meio da seguradora AIU Seguros, nova denominação da AIG Brasil, e com a American Home, uma resseguradora admitida. Segundo a nota, as duas companhias obtiveram receita de prêmios superior a R$ 110 milhões nos quatro primeiros meses de 2009.

A holding é líder internacional em seu segmento de atuação, contando com 90 anos de experiência. As operações das seguradoras que hoje a constituem alcançaram, em 2008, patrimônio líquido de US$ 38 bilhões e receita bruta de prêmios de seguros de mais de US$ 50 bilhões e liquida de US$ 36 bilhões. O grupo conta com 44 mil funcionários, operações em 130 países e jurisdições e com portfólio de mais de 500 produtos e serviços disponíveis em todo o mundo.

Sobre a Autora

Denise Bueno

Denise Bueno

Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista da revista Apólice, especializada em seguros, e também do SindSeg-SP. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalizacao entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil.

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